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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

29/03/2016 06:45

Aos 61 anos, Fatinha decidiu correr e hoje tem coleção de medalhas e troféus

Naiane Mesquita
Fatinha descobriu uma nova vida quando decidiu correr (Foto: Fernando Antunes)Fatinha descobriu uma nova vida quando decidiu correr (Foto: Fernando Antunes)

Fatinha sabe de cor e salteado todas as dicas para uma vida mais saudável, das bananas para evitar câimbras até as massas ideais antes das competições. “Corredora”, ela treina três vezes na semana, sempre as segundas, quartas e sextas na praça Belmar Fidalgo e às vezes, no Parque das Nações Indígenas. “Lá é bom porque tem subidas e descidas”, afirma.

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Os treinos duram em média 40 minutos e podem ser feitos na areia ou grama (Foto: Fernando Antunes)Os treinos duram em média 40 minutos e podem ser feitos na areia ou grama (Foto: Fernando Antunes)

Aos 61 anos, a funcionária pública Maria de Fátima Oliveira, mais conhecida como Fatinha, está prestes a se aposentar. “Aí ninguém me segura. Imagina que faço tudo isso ainda trabalhando”, brinca.

Animada, ela tem orgulho de todas as medalhas e troféus que ganhou ao longo dos oito anos em que descobriu a corrida como esporte. “Comecei aos 52 anos, não tinha esse costume. Um dia vi uma corrida onde a entrada era um alimento e resolvi participar. Gostei bastante, a hora que eu corri, senti algo diferente”, ressalta.

Foi correndo que ela conheceu Brasília, Fernando de Noronha, São Paulo e muitas outras capitais do país. “Corri a São Silvestre cinco vezes, fiz 25 km daqui até Rochedinho, também no Pantanal Extremo, em Corumbá. Aqui na redondeza estive em todas”, diz, orgulhosa.

O jeitinho descontraído é parte do charme de Fatinha, que faz questão de mostrar os prêmios que recebeu com muito suor e esforço. Na casinha que mais parece de boneca, toda rosa, a corredora guarda um espaço especial para as medalhas, bem em frente a cama, no quarto. Desconfio que ela durma sonhando com o próximo desafio.

“Correr é alegria, saúde, eu sempre gostei de me movimentar, tenho essa consciência. Andava a pé para todos os lugares. Hoje, sou mais focada, treino três vezes na semana, as vezes na grama e na areia para ganhar sustentação. É um ótimo exercício para o corpo, para a circulação, fiz novas amizades”, descreve, sem parar, os benefícios da nova vida.

O sorriso é sempre assim em Fatinha (Foto: Fernando Antunes)O sorriso é sempre assim em Fatinha (Foto: Fernando Antunes)

Além das medalhas penduradas na estante, ainda há uma caixa de sapatos lotada delas. A conta ela já perdeu. “Não sei quantas eu tenho”, ri. Com as corridas, uma alimentação saudável também apareceu.

“Dificilmente como fritura, uma batata frita, por exemplo. Me alimento normal, com fruta, verdura. Bebo muita água de coco, faz um bem, em média um litro de água, muito suco natural também, mel, essas coisas. Meu corpo é assim mesmo, magrinho, mas sinto que perco peso toda vez que corro. Depois recupero. O treino dura em média 40 minutos”, indica.

Para correr em Fernando de Noronha, Fatinha precisou fazer exames completos. O resultado não a espantou. “Minha saúde está melhor do que nunca”, acredita.




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