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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

21/07/2015 12:18

Estúdio Gearbox anuncia que irá trabalhar em novo game da franquia Duke Nukem

Edson Godoy
Estúdio Gearbox anuncia que irá trabalhar em novo game da franquia Duke Nukem

Uma das franquias mais emblemáticas do gênero tiro em primeira pessoa, Duke Nukem, está prestes a ganhar um novo capítulo. A produtora Gearbox anunciou que está trabalhando em conceitos para a criação de um novo game da franquia. A última experiência com o herói não foi das melhores. Quem lembra de Duke Nukem Forever, game lançado em 2011? Um game que demorou incríveis 14 anos (!!!) para ficar pronto.

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Se fosse só a demora no desenvolvimento estaria bom. O game foi um fracasso em todos os níveis: crítica, público e vendas. Isso é o suficiente para assustar os gamers em relação à possibilidade de um novo game da série vir com qualidade (péssima) semelhante ao Forever? Assusta! Mas basta lembrarmos da história dos games da série para que a animação volte.

Ao contrário do que muita gente pensa, Duke Nukem começou como um game de ação em 2D com elementos de plataforma, lançado para PC em 1991. A 3D Realms, criadora do jogo, ainda trouxe Duke Nukem 2, com a mesma fórmula do primeiro game, mas com gráficos melhorados e uma nova história. A verdade é que Duke Nukem em 2D não deixou nenhuma grande marca na história e o personagem teria passado batido, não fosse o lançamento do fantástico Duke Nukem 3D em 1996.

O game trazia a emoção do grande jogo de tiro em primeira pessoa da época, Doom, com a adição de um universo 3D que trazia muito mais liberdade ao jogador (como plataformas, saltos, jetpacks, etc.). Além disso, o game fazia o estilo politicamente incorreto, com um personagem cheio de atitude, mulheres nuas e todo tipo de absurdos (que hoje em dia seriam considerados light).

Ele trazia um modo de jogatina em rede que virou febre!!! Aqui em Campo Grande mesmo, foi Duke Nukem o primeiro jogo que atraiu as crianças e os adolescentes para as lan houses (que eram embrionárias ainda na época). Me veio à mente agora as tardes de estudo no Dom Bosco, com os intervalos divertidos na “microteca”.

Depois desse game, a série entrou em uma nova era, não muito gloriosa. O game passou a ter visão em terceira pessoa (“a lá” Tomb Raider), em games como Duke Nukem: Time to Kill e Land of the Babes (ambos para o Playstation) e Duke Nukem: Zero Hour (Nintendo 64). Depois disso o herói de personalidade forte ficou por vários anos esquecido (com uma ou outra versão obscura sendo lançada para consoles como Mega Drive e Game.com), até o lançamento do fatídico Duke Nukem Forever.

O novo game ainda está na fase conceitual e a Gearbox está à procura de softhouses para colaborar com o projeto. Isso faz com que o medo pelo resultado seja ainda maior, já que a última vez que a empresa criou um jogo de nome, utilizando a ajuda de outras softhouses, foi com o game Aliens: Colonial Marines, lançado em 2013 e que também foi um fracasso de público, crítica e vendas. Torcemos para que a Gearbox acerte a mão desta vez, para que possamos curtir um Duke Nukem de qualidade, como na metade da década de 90.

Confira nos vídeos abaixo, o excelente programa Warpnews da galera da ZeroQuatroMídia, trazendo essa e outras novidades que rolaram durante a semana, além de imagens do pavoroso Duke Nukem Forever. Também veja como era o primeiro Duke Nukem e confira Aliens: Colonial Marines e toda conhecida má fama (sou fã inveterado da série, então devo ser um dos poucos a ter gostado do game. Porém reconheço facilmente as suas falhas).

A coluna de games do Lado B tem o apoio do evento Revolution 2015, que acontece no Clube Okinawa, aqui em nossa Capital, nos dias 08 e 09 de agosto. Para maiores informações, visitem o site do evento. Visite também o meu site, o Vídeo Game Data Base.



 




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