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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

25/07/2016 06:25

A 400km daqui, criatividade de dona Constância colocou jiló na pamonha

Paula Maciulevicius
Pamonha leva jiló como recheio. (Foto: Marina Pacheco)Pamonha leva jiló como recheio. (Foto: Marina Pacheco)

Não é de hoje que a cidade de Paranaíba conhece a pamonha da Constância. Tem pelo menos 18 anos que a simpática senhorinha cozinha suas receitas em casa e as vende pelas ruas ou na feira. Quando o Lado B descobriu que dona Constância acrescentou jiló na pamonha, como recheio, correu para entrevistá-la, mas antes de falar, ela fazia questão que a gente provasse. 

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Nesta sexta-feira, a encomenda chegou à redação do Campo Grande News, pela chef de cozinha Miriam Arazini, sobrinha de Constância. Foi então que a gente se lembrou da conversa tida por telefone. Tímida, ela jura que não tem nada, além de muito amor à profissão.

"Todo mundo sabe fazer pamonha, a minha diferença é só essa: eu amo a minha profissão, faço por amor, é tão simples", resume Constância Teodoro Dias, de 66 anos. Entre as opções, ela explica que dá para por de tudo um pouco. As que têm maior saída são as doces: de goiabada e de coco.

Vendidas em Paranaíba, jiló na pamonha leva até pitadinhas de pimenta. (Foto: Miriam Arazini)Vendidas em Paranaíba, jiló na pamonha leva até pitadinhas de pimenta. (Foto: Miriam Arazini)

Nas feiras da cidade, as pamonhas são vendidas às quartas e também aos domingos. No final de semana, é o café da manhã de muita gente que sai da balada. Com jiló, dona Constância garante que fica uma delícia, assim como de quiabo e até abobrinha.

"Se você tiver boa criatividade... É uma receita simples de fazer, que vai de todas as formas", ressalta.

De Paranaíba, a chef de cozinha, Míriam admite que nunca tinha provado pamonha com jiló. Entre as suas preferências, as que reinam são as doces, mas foi surpresa das grandes essa mistura. "Eu gosto demais de jiló, então provei. Ele quebra aquele gosto forte do milho que tem na pamonha salgada. Tem muita gente que fala que a pamonha dela, é a melhor da cidade", propaga Míriam.

A chef que também é professora sempre explica aps alunos que na cozinha, tem de se testar tudo. "A gente não sabe o que combina, estamos aqui para arriscar, a combinação é o que faz a gente descobrir coisas novas", acredita.

As pamonhas são vendidas por R$ 5,00 e na cidade, vale a visita. A produção é feita em casa, mas numa cozinha à parte, com todo suporte. "E você vê que ela é macia, não é? Como varia muito a qualidade do milho, ela tem comprado só milho de São Paulo, porque em Gastronomia, não é só o fazer, tem também a diferença da matéria prima", frisa Míriam.

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Dona Constância e a sobrinha, chef de cozinha Míriam Arazini, na barraca da feira. (Foto: Arquivo Pessoal)Dona Constância e a sobrinha, chef de cozinha Míriam Arazini, na barraca da feira. (Foto: Arquivo Pessoal)



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