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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

22/03/2015 08:56

Com experiência adquirida na prática, chef faz jantares temáticos para grupos

Aline Araújo
Pique a lo Macho, prato Boliviano.  (Foto: Arquivo pessoal)Pique a lo Macho, prato Boliviano. (Foto: Arquivo pessoal)

Já pensou em reunir os amigos em casa para um jantar temático, escolher uma cozinha, seja ela mineira, francesa, italiana ou árabe e saborear um menu completo de um chef de cozinha? Proposta pelo chef de cozinha José Augusto, de 48 anos, ele sustenta que a ideia é comum entre latinos que moram no exterior e por isso resolveu trazer o costume para Campo Grande.

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“Como é muito caro sair para comer fora em alguns países, os imigrantes adquiriam o costume de se reunir para cozinhar, sempre na casa de alguém. Assim em vez de ir no restaurante e comer um prato mais trabalhado, o grupo em casa consegue um preço bem menor”, explica o cozinheiro.

O chef aprendeu na prática, trabalhando em vários restaurantes. (Foto: Arquivo pessoal)O chef aprendeu na prática, trabalhando em vários restaurantes. (Foto: Arquivo pessoal)

Entre os pratos feitos pelo cozinheiro estão, por exemplo, arroz à piamontese (à base de arroz, creme de leite e champignon), filé mignon recheado com chorizo espanhol, Pique a lo Macho (prato boliviano de carne bovina apimentada) e escondidinho de carne seca. Os encontros devem ter no mínimo 10 pessoas, o valor é individual e varia de acordo com o menu, que vai de R$35,00 até R$100,00.

O interesse pela culinária entrou cedo na vida de José. À época ele morava em Corumbá e como não tinha curso na cidade, ele decidiu vir à Capital para estudar. Depois do curso básico de cozinha, José Augusto Soares se mudou para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde terminou os estudos e decidiu juntar as economias para abrir um pequeno restaurante em 1996.

Foi ali, trabalhando com a cozinha do dia a dia, que ele aflorou a vontade de se dedicar a arte de gastronomia. Nessa época ele conheceu um missionário, da mesma congregação religiosa que faz parte, que já tinha sido chef de cozinha em restaurantes conhecidos. Depois de muitas conversas, foi o missionário quem deu o pontapé inicial na carreira de José.

Para aprender mais sobre as cozinhas internacionais, José Augusto trabalhou em restaurante italiano, francês, peruano, alemão e até persa.

Filé mignon recheado com chorizo espanhol. (Foto: Arquivo pessoal)Filé mignon recheado com chorizo espanhol. (Foto: Arquivo pessoal)
Risoto italiano. (Foto: Arquivo pessoal)Risoto italiano. (Foto: Arquivo pessoal)

“Comecei a conhecer gente no meio e arrumava trabalhos para aprender. E tudo aconteceu muito na prática e de uma maneira bem intensa. Depois fui trabalhar em hotéis e eventos. Foi quando eu me encontrei e decidi me dedicar a isso”, comenta.

A carreira do chef se consolidou em 2011, quando foi convidado para voltar ao Brasil e trabalhar em uma rede de restaurantes de uma multinacional. Ano passado, depois que saiu da empresa, foi que o chef passou a se dedicar aos eventos íntimos com cozinhas específicas.

José Augusto ressalta que escolheu não se especializar em nenhuma temática para não se limitar. "Não quero definir, faço isso, ou faço aquilo para não me limitar. Mas eu gosto de trabalhar com carnes. A pessoa escolhe um tema e eu ofereço um menu", explica.




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