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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

28/05/2014 06:21

Com foto de Cristiano Ronaldo, lanchonete tem cardápio português no Centro

Anny Malagolini
Português sonha em voltar para seu país (Foto: Marcelo Victor)Português sonha em voltar para seu país (Foto: Marcelo Victor)

Quem passar apressado pelo endereço, ali na rua Antônio Maria Coelho, quase esquina com a Rui Barbosa, dificilmente vai notar a existência do bar do "Portuga". A fachada não é nada convidativa, seria apenas mais uma lanchonete que vende salgados, se não fosse o cardápio.

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Por conta da crise econômica que a Europa sofre, até quem mantinha um bom estilo de vida sofreu Por isso, o português José Antônio, de 55 anos, que era proprietário de uma garagem, resolveu se mudar para Campo Grande, há um ano e meio.

A escolha da Capital do Mato Grosso do Sul não foi aleatória. Ele explica que há dez anos se casou com uma campo-grandense que conheceu em um café em Lisboa, onde ela era atendente.

Do encontro ao acaso, nasceu um filho, hoje com 8 anos, além de uma oportunidade de recomeçar na vida.
José diz que assim que a crise aumentou, ele foi para Fortaleza (CE), para gerenciar um hotel, mas o negócio não deu certo e entre idas e vindas entre Portugal e Brasil, a família enfim se estabeleceu em Campo Grande.

A definição sobre como é viver por aqui está na ponta da língua do português. “Trabalha-se muito e ganha-se pouco”. A vontade de voltar para a terra fica visível. Segundo ele, a da esposa também. “Ela não queria voltar, mas foi preciso ficar”.

Comida tradicional - José conta que estava lendo um jornal local quando viu o anúncio de aluguel da lanchonete e decidiu arriscar. No cardápio da casa tem a tradicional culinária portuguesa, como bolinho de bacalhau e pastel de Belém, que custam R$ 2,50, cada. Mas também há algo mais sofisticado, a porção de 500 gramas de bacalhau gratinado, por R$ 10,00.

Um amigo português cozinha e ele comercializa. “Dá muito trabalho, prefiro só vender”, explica. Na estufa de salgados que fica no balcão, também há opções mais regionais, como a chipa, que ele logo reconhece: “É daqui né, tem que ter”.

Em tempos de copa, o “estrangeiro” faz questão de deixar a foto do craque Cristiano Ronaldo, jogador da seleção de Portugal, logo na entrada do estabelecimento. Por conta da distância, já que o primeiro jogo do time será em Manaus, ele vai torcer só de longe. “Vou vibrar por ele, mesmo longe”.




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