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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

01/04/2014 06:25

Lanchonete que criou a Chipa Grega ainda faz café pra acompanhar como há 37 anos

Anny Malagolini
Salgado de queijo ficou famoso por aqui.Salgado de queijo ficou famoso por aqui.

Na terra da Chipa Paraguai, a de origem grega também faz sucesso. E é na lanchonete “Boa Vista”, na rua Antônio Maria Coelho, que esse sabor foi criado há 37 anos, negócio que passou de pai para filha. A receita é segredo até hoje, apesar de várias versões pela cidade.

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Elissavet Procopiou, de 32 anos, diz que o nome “Chipa Grega” foi, na verdade, uma invenção do avô, o grego Doucakis Procopiou, que se mudou para Campo Grande na década de 40 e providenciou uma adaptação ao salgado “Tiropita”, para fazer concorrência com a Chipa Paraguaia vendida aqui. “Na época só tinha Chipa Paraguaia e como as duas são feitas de queijo, acho que o nome surgiu aí", comenta Elissavet.

A receita só tem o queijo em comum com a versão paraguaia. O Lado B experimentou e a preparada pelos gregos é realmente diferente do salgado encontrado em padarias de Campo Grande, bem menos seca. 

Elissavet explica que na Grécia o leite animal usado para a culinária é o de cabra, enquanto no Brasil, o leite de vaca é mais popular. “Isso muda o gosto do salgado”, explica.

Com o tempo, a lanchonete também acrescentou a goiabada, outra combinação perfeita com o queijo. Doce, ou salgada, a unidade custa R$ 3,00.

A coalhada feita por ela, é outra boa opção do cardápio, também receita de família. Cada porção individual custa R$ 3,00 e a sugestão é bater no liquidificador com canela e açúcar, depois, servir gelada.

Irmãs preservam tradição do pai, reproduzindo a receita do avô.Irmãs preservam tradição do pai, reproduzindo a receita do avô.

História - A rua 14 de Julho, endereço de luxo para o comércio há décadas, abrigou confeitaria e até a laticínio da família, que se chamava “Boa Vista”.

Elissa conta que depois da morte do avô, em 1976, o pai quis continuar na cidade, e viu na Capital um lugar para crescer nos negócios. Então, abriu a lanchonete na Antônio Maria Coelho. Era um empreendimento que ele acreditava que poderia sobreviver a crise financeira da época. Logo a lanchonete virou ponto de encontro nos finais da tarde, em volta da receita trazida da Grécia.

O pai, Panayotis Procopiou, faleceu em 2002, e coube às filhas continuarem na produção. "Ele pediu para que não repassasse a receita para ninguém", diz a filha.

Por dia são produzidas 500 chipas para vender no local, além dos pedidos por encomenda e distribuição em algumas padarias da cidade. Tudo é feito em família. A irmã de Elissa, Gislane Procopiou, de 39 anos, é responsável pelo atendimento na lanchonete.

Para manter a tradição criada pelo pai, até o café é feito da mesma maneira como na inauguração, com coador de pano.

A lanchonete fica na rua Antônio Maria Coelho, 1.265 e funciona de de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 19 horas.

Lugar é simples, na Antônio Maria Coelho.Lugar é simples, na Antônio Maria Coelho.
Além da chipa, a coalhada e o café são tradicionais.Além da chipa, a coalhada e o café são tradicionais.



Quero agradecer a todos que curtiram,comentaram e compareceram,agradecer ao campo grande news,pela reportagem..Quero por muitos anos continuar com a lanchonete que muito meus pais lutaram pra manter,garanto que manterei a qualidade e tradiçao dos produtos..e a cada dia trabalhar em busca de atendimento de qualidade..obrigada..
 
Elissavet Procopiou em 02/04/2014 06:13:23
Já passei por essa lanchonete, tem algo a mais : a simpatia , sorriso no rosto dessas moças o tempo todo , raridade ! Parabéns !
 
Antonio Sergio Rosa Lima em 01/04/2014 15:54:30
Não somente a chipa grega é uma delicia. Mas todos os outros salgados são maravilhosos. Além da simpatia contagiante da proprietária e funcionários. Sucesso Elissa!!!
 
Elson Borges em 01/04/2014 11:43:34
O lado B tem horas que nos fazem sentir velhos(rsrsrsrsrsrsrsrs), relembrando sempre a minha infancia dos lugares que ainda perduram e que de certa forma marcou a juventude de muitos aqui em Campo Grande.Eu que estudei no Joaquim Murtinho saia da aula e vinha no Grego comer chipa, tempo maravilhoso aquele...Mais uma vez o lado B da um verdadeiro show de saudosismo .Parabéns!
 
GILBERTO P PEREIRA em 01/04/2014 09:45:13
Coisas assim é que fazem dessa cidade especial, capital com coisas de interior ainda, familiar mesmo. Essa chipa grega faz parte da infância de muitos campo-grandenses que saíam no recreio do Dom Bosco pra ir lá comprar, um ia e levava o dinheiro de todos que quisessem a tal chipa. Até hoje passo lá pra tomar o cafézinho com a chipa grega deliciosa. Parabéns à filha que segue os passos do pai e guarda a receita a sete chaves que venham novas gerações com o mesmo sabor.
 
vania ramos em 01/04/2014 07:59:18
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