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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

02/07/2015 06:54

Na periferia, coxinha com massa de mandioca é sucesso de Kombi estacionada

Aline Araújo
A coxinha custa R$2,50. (Foto: Fernando Antunes) A coxinha custa R$2,50. (Foto: Fernando Antunes)

Quando o assunto é sabor a gente sempre procura o que encanta o paladar das pessoas por aí. E não é que achamos uma coxinha divina (de massa de mandioca mesmo), que é vendida em uma Kombi lá na Rua Leão Zardo, no Caiobá II? O salgado já é famoso em dias de feira, quando chegam a ser vendidas mais de 300.

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Dono da coxinha, José Carlos de Barros Pereira, de 51 anos, garante que não tem segredo, a massa é feita de mandioca e sal. E o recheio bem temperado, mas sem mistério. Todos os dias ela acorda às 4h da manhã para preparar as coxinhas que serão fritas e vendidas ao longo do dia por R$2,50. Ele também vende pastel e outros salgados, mas quem lidera as vendas é ela, a coxinha de frango de massa de mandioca.

Zé vende coxinhas há três anos.  (Foto: Fernando Antunes)Zé vende coxinhas há três anos. (Foto: Fernando Antunes)

Zé, como é conhecido, aprendeu a fazer salgados cedo, aos 16 anos, quando trabalhou de balconista em uma lanchonete em Rondônia. “Sempre fui muito curioso, e quando trabalhei lá aprendi muita coisa”, conta. Mas depois da experiência de comércio de alimentos na adolescência, ele foi trabalhar com construção civil. Natural de Manaus, no Amazonas, Zé foi chegar em Campo Grande em 1994. A vida na rotina de pedreiro foi até 2006 quando ele começou a ter problemas de saúde, mas foi só em 2013 que ele resolveu mudar de rumo de vez.

“Eu vi que não dava mais só para trabalhar em obra, trabalhei em reciclagem também, aí eu e a minha esposa decidimos começar algo nosso, e eu fui fazer os salgados. A gente percebeu que o pessoal vendia muito de massa de trigo e as pessoas pediam muito salgado de massa de mandioca, então a gente resolveu fazer”, lembra.

Hoje eles trabalham em quatro feiras, além de montar a barraquinha quase todos os dias no Caiobá. “Só falto aqui quando preciso levar a minha esposa no médico, é que ela tem problema de coluna e a gente sempre tem que ir, mas tento vir o máximo possível”, conta.

A massa é feita de mandioca e sal. (Foto: Fernando Antunes)A massa é feita de mandioca e sal. (Foto: Fernando Antunes)
A barraca é montada na Kombi, rua. (Foto: Fernando Antunes)A barraca é montada na Kombi, rua. (Foto: Fernando Antunes)

Nesse tempo, eles conquistaram alguns fregueses que vão sempre, e outros que saem de longe para comer a coxinha. Zé conta que tem cliente da Moreninha e do Centro que sempre aparecem. Quando o movimento aperta, quem ajuda são os filhos, netos e sobrinhos que também moram na região.

Geralmente ele chega no ponto para montar a barraca às 8h da manhã, tem dia e dependendo do movimento fica até às 20h. Depois das 18h é que aumenta a procura. Mas depende muito do dia. Tem vezes em que abre só a tarde, ou só de manhã, se ele tiver outros compromissos, mas é só faltar um dia que os fregueses já cobram.

Por semana são mais 80kg de mandioca e a caça para encontrar o produto bom. “Na hora de descascar já dá para ver se a mandioca é boa para o salgado, se o miolo tiver de cor mais clara ou escura já dá pra saber que não vai cozinhar bem”, conta.

As coxinhas sempre são do dia e ficam resfriadas até a hora de ir para a Kombi. “Se congelar ela esfarela na hora de fritar, não fica boa, e se for massa antiga já dá gosto de azedo, por isso tem que fazer todo dia”.

A kombi fica estacionada ao lado de um mercado na rua Rua Leão Zardo, no Caiobá II. É facil de encontrar. Se você leitor do Lado B conhecer outras coxinhas divinas aí pela cidade, conta para a gente!

Por dia de feira são mais de 300 coxinhas vendidas. (foto: Fernando Antunes)Por dia de feira são mais de 300 coxinhas vendidas. (foto: Fernando Antunes)



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