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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

29/12/2014 06:34

Primeiro restaurante chinês surgiu com bife a cavalo e agora tem sushi no menu

Elverson Cardozo
Na fachada, aviso informar que a casa agora serve sushi e sashimi. (Foto: Marcos Ermínio)Na fachada, aviso informar que a casa agora serve sushi e sashimi. (Foto: Marcos Ermínio)
Sr. Eiji Sudo. (Foto: Arquivo de família)Sr. Eiji Sudo. (Foto: Arquivo de família)

Em 1966, Eiji Sudo, um técnico de rádio e TV nascido no Japão, deixou o país de origem para tentar a vida no Brasil, em São Paulo. Na Capital Paulista, no bairro da Liberdade, reduto de orientais, aprendeu os segredos da culinária chinesa. Em 1969, deixou a “Terra da Garoa”e se estabeleceu em Campo Grande.

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Por aqui, Sudo conseguiu, a duras penas, fundar o primeiro restaurante chinês da cidade, o Hong Kong, que mantém as portas abertas até hoje, quase 46 anos depois. Eiji já se foi. Morreu este ano, no dia 4 de agosto, em decorrência de uma doença crônica nos pulmões. Mas o restaurante continua funcionando, na Avenida José Rosa Pires, no bairro Amambai.

Quem cuida, agora, é a esposa, Yukiko Sudo, 72, a filha, Angela Mieko Sudo Miyashita, 37, e o genro, Wilson Miyashita, de 39 anos. Os três se uniram para preservar a tradição do local, que faz parte da história da cidade.

É uma forma de honrar a memória de Eiji que, em vida, sempre teve um cuidado enorme com o negócio que começou no dia 3 de fevereiro de 1969, em uma "portinha", na esquina da Rua Maracaju com a Avenida Calógeras, no Centro.

O início - Na época, para formar freguesia, o empresário servia bife à cavalo, acebolado, com feijão e arroz, entre outros pratos comuns na mesa dos brasileiros. As delícias da culinária chinesa foram inseridas aos poucos, ao longo de dois anos.

Local é decorado com elementos da cultura chinesa. (Foto: Marcos Ermínio)Local é decorado com elementos da cultura chinesa. (Foto: Marcos Ermínio)

“Era só ele, que cozinhava, a garçonete e uma funcionária na limpeza”, relembra a esposa. O yakisoba foi a primeira novidade do restaurante e caiu no gosto do campo-grandense, assim como o yakimeshi e o frango xadrez, que dispensam apresentações.

Hoje são centenas de pratos a base de frango, carne bovina, suína, peixes e ovos, entre outros ingredientes. Na Calógeras com a Maracaju, Sudo ficou por 27 anos, de 1969 a 1995. Depois, mudou-se para o endereço atual.

Na nova “casa” permaneceu com a tradição da comida chinesa, até que cedeu espaço para a japonesa. Angela conta que, antes do pai falecer, ele ainda acompanhou as primeiras rodadas de sushi e shamimi.

Restaurante é comandado, atualmente, por Yukiko Sudo, 72, a filha, Angela Mieko Sudo Miyashita , 37, e o genro, Wilson Miyashita. (Foto: Marcos Ermínio)Restaurante é comandado, atualmente, por Yukiko Sudo, 72, a filha, Angela Mieko Sudo Miyashita , 37, e o genro, Wilson Miyashita. (Foto: Marcos Ermínio)

O serviço foi implementado a menos de um ano. “Era para ter colocado antes, mas ele se preocupava muito com a qualidade. Queria algo mais próximo do paladar oriental. O shashimi de lá e o sushi são mais adocicados”, explica. Na boca dela, essa era uma vontade antiga do fundador.

A eposa prefere falar em “necessidade de mercado” e justifica o serviço como uma “modinha que pegou”. Fato é que o Hong Kong, criado originalmente para servir comida chinesa, agora também tem um cardápio para quem aprecia as criações da culinária japonesa.

A lista inclui, além do sushi e do sashimi, niguri, hossomaki, uramaki e temaki, por exemplo.

Serviço – O restaurante fica na Avenida José Rosa Pires, 761, no bairro Amambai, em Campo Grande. Funciona de terça a sábado, das 11h às 14 e das 18h às 23h. Aos domingos o atendimento é das 11h às 15h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 3324-3237.




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