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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

14/05/2015 06:34

Restaurante serve "Vori Vori", deixa cliente passar o dia e até cochilar na rede

Aline Araújo
Alguns pratos típicos chamam atenção no cardápio.  (Foto: Fernando Antunes)Alguns pratos típicos chamam atenção no cardápio. (Foto: Fernando Antunes)

Um recanto alegre e festeiro se esconde no Bairro Oliveira II, em Campo Grande, com aquele sotaque de fronteira. A Toka dos Murtinhenses é um reduto, antes ponto que encontro entre amigos que vieram de longe, agora aberto a quem quiser experimentar a comida tipica, dançar um baile e passar até o dia inteiro, do café ao jantar, em um ambiente pra lá de acolhedor.

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É só passar pelo portão para perceber a riqueza em detalhes da cultura que úne Brasil e Paraguai. O lugar é simples, fechado por árvores, tem espaço para redes e a decoração é a cara de rancho. A comida é farta e a recepção cheia de entusiasmo, de quem tem paixão pelas origens.

Mãe, filho e nora tocam o lugar juntos.  (Foto: Fernando Antunes)Mãe, filho e nora tocam o lugar juntos. (Foto: Fernando Antunes)

Quando Cândida Chamorro, de 67 anos, conheceu o imóvel, ela nem imaginava como iria transformá-lo. Era para ser só um evento de comida paraguaia, mas depois veio o convite para arrendar o lugar e a vontade de encarar o desafio, de abrir as portas para divulgar a culinária da fronteira.

Foi quando ela convidou o filho João Carlos Benites, de 35 anos, e a nora Salvadora Riquelme, de 43, para ajudarem a tocar o negócio. “A Salvadora é muito caprichosa e é como dizem, quando se quer vencer, tem que se empenhar”, comenta, com muita empolgação e o sotaque carregado no guarani.

Cândida parece mulher guerreira, trabalhou de tudo um pouco nesta vida. Cuidou de casa de família, lavou roupas para fora, foi vendedora e até dona de pizzaria.

Lugar é cercado pelo verde (Foto: Fernando Antunes)Lugar é cercado pelo verde (Foto: Fernando Antunes)

“Com cinco filhos para criar, o meu marido trabalhava na Águas e eu tinha que fazer algo para ajudar, sempre na honestidade. E graças a Deus todos os meus filhos deram certo, tem profissão. João é o único que ainda não casou, mas encontrou Salvadora que é maravilhosa”, conta a mãe doida por mais um casamento oficializado na família.

Os três são o retrato da alegria do lugar, onde quem chega se sente em casa. Quem é de Porto Murtinho ou do Paraguai pode matar um pouco da saudades dos sabores da terra. No fogão a lenha, o caldo fica à disposição para o pessoal. Cada um se serve e pode consumir enquanto bebe alguma coisa e conversa com os amigos.

No cardápio, comidas tipicas do país vizinho. Algumas já fazem parte da nossa tradição, como a sopa paraguaia, vendida a R$ 5,00 o pedaço. Outras são um pouco menos conhecidas em Campo Grande, como o Lambreado, o prato predileto dos clientes da casa, um bifão de coxão duro, temperado de um dia para o outro, e empanado. Acompanha salada, arroz e mandioca e custa R$ 15,00.

Caldo no fogão a lenha.  (Foto: Fernando Antunes)Caldo no fogão a lenha. (Foto: Fernando Antunes)
Enfeites pelo quintal.   (Foto: Fernando Antunes)Enfeites pelo quintal. (Foto: Fernando Antunes)
Cada detalhe foi pensado com carinho.   (Foto: Fernando Antunes)Cada detalhe foi pensado com carinho. (Foto: Fernando Antunes)

Já o “Vori Vori” é feito com umas bolinhas de massa de queijo e milho em um ensopado de frango, tudo bem temperado. O menu também tem peixe frito, é claro, para lembrar quem saiu da beira do Rio Paraguai.

As noites são ao som de muita viola, vanerão e bailão, feito por meninos que estão começando, mas garantem a animação.

O lugar é feito para a família aproveitar, serve café da manhã de segunda a sexta-feira, almoço e abre à noite de quinta-feira a domingo.

Como no domingo algumas famílias aparecem para passar o dia, para as crianças tem rede para uma soneca depois do almoço e a ideia é que todos se sintam em casa, com o cochilo liberado até para os marmanjos.

“É maravilhoso, tem gente que nunca comeu, vem aqui, experimenta e gosta. E o pessoal vem para passar o dia! Os músicos da equipe Violada Bruta também vem e é uma festa muito gostosa. Se você quer encontrar paraguaio e murtinhense, é só vir aqui”, comenta João.

Ali é território de vários idiomas, o português se mistura com o guarani e o castelhano. O sabor e fartura da comida é garantida, além da alegria, de tudo ser feito com vontade.

A Toka Murtinhense fica na rua Dorotheia de Oliveira, 304, Oliveira II.  

Peixe frito.  (Foto: Fernando Antunes)Peixe frito. (Foto: Fernando Antunes)
Sopa paraguaia.  (Foto: Fernando Antunes)Sopa paraguaia. (Foto: Fernando Antunes)
Lambreado.   (Foto: Fernando Antunes)Lambreado. (Foto: Fernando Antunes)
Vori Vori.  (Foto: Fernando Antunes)Vori Vori. (Foto: Fernando Antunes)



Fernando Antunes, vc come tudo o que fotografa? ahahahhaha
Porque suas fotos andam deliciosas demais! Fico aqui só babando!!!!
Abração, querido! Parabéns pelas fotos!
 
Suellen Kemp em 22/05/2015 10:54:37
Estive la ontem. O lambreado é delicioso! Um sabor incomparável. Vale a pena experimentar.
 
Nelson em 22/05/2015 05:09:47
imagem transparente

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