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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

13/01/2016 06:45

Sommelier de cachaça ensina a harmonizar bebida que muitas vezes é desprezada

Naiane Mesquita
Jonas Eduardo é especialista em cachaça (Foto: Fernando Antunes)Jonas Eduardo é especialista em cachaça (Foto: Fernando Antunes)

Renegada por muitos, a cachaça se tornou artigo de luxo para quem aprendeu a apreciá-la da forma correta. O sommelier da bebida, Jonas Eduardo Nascimento, 34 anos, pretende explicar em dois dias de curso no Senac, o quanto a cachaça pode combinar com pratos sofisticados e até tradicionais do paladar brasileiro, como o torresmo e a feijoada.

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“O brasileiro sempre associa a cachaça ao cidadão que não tem nada a perder, mas nós temos cachaça que variam o preço de R$ 7,00 até R$ 250 mil. A mais cara é a velho Barreiro Diamond”, conta Jonas.

No curso, o sommelier ensina as técnicas de degustação da bebida, desde o uso do copo correto, até o ato de não engolir a cachaça, evitando assim, o alto grau de teor alcoólico.

“Na degustação, você tem a análise visual, olfativa e gustativa. O aluno colocará a bebida na boca e irá analisar o sabor, como reage, e depois ele descarta. Além disso, vou mostrar alguns drinks que são possíveis com a cachaça, especialmente a caipirinha”, explica Jonas.

Jonas é especialista em cachaça e vinho pelo curso do Senac de Campos do Jordão, considerado um dos melhores do País.

Depois de morar 12 anos no exterior e trabalhar em diversos setores de hoteis e restaurantes, desde garçom até como barman, ele sentiu a necessidade de realizar um curso mais abrangente em bebidas.

“Me formei em 2013, depois de voltar para o Brasil, e estou trabalhando na área em Campo Grande. Sempre tive interesse em bebidas e a cachaça é apaixonante, uma bebida com muitas qualidades, assim como o uísque”, frisa.

Para degustar uma cachaça o processo é semelhante ao do vinho (Foto: Fernando Antunes)Para degustar uma cachaça o processo é semelhante ao do vinho (Foto: Fernando Antunes)

Para ser considerada cachaça, a bebida deve ter um teor alcoólico de 38% a 48%. “Menor que 38% ou superior ao 48% é considerada aguardente. No curso nós falamos sobre o processo de fabricação, legislação, história, harmonização, drinks. A caipirinha, por exemplo, é feita sempre com a bebida branca, que combina melhor com o limão e acompanha pratos mais gordurosos, como torresmo. A cachaça também é usada para abrir ou ajudar na digestão, mas sempre consumida com moderação”, ensina.

Em Mato Grosso do Sul, a única cachaça produzida é a Preferida, em Coxim, e também entra na lista de degustação. “Das que eu apresento no curso, a melhor é Canabella, que custa mais de R$ 100,00, mas é de excelente qualidade. Já as mais baratas e populares são indicadas para drinks mesmo, não tem problema”, indica.

O curso será hoje, amanhã e sexta, no Senac Campo Grande. Informações pelo telefone (67) 3312-6260.




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