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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

19/08/2014 15:34

Cadela vítima de maus-tratos recebe tratamento com células-tronco

Viviane Oliveira
Narizinha está passando por tratamento na clínica de Ana Lúcia. (Fotos: Marcos Ermínio)Narizinha está passando por tratamento na clínica de Ana Lúcia. (Fotos: Marcos Ermínio)

Vítima de maus-tratos, a cadela Narizinha, nome que recebeu na clínica veterinária onde foi socorrida, precisou fazer uma cirurgia de emergência para retirada de larvas e perdeu parte do focinho, que estava infestado pelos vermes. Internado desde o começo do mês passado, o animal passa por tratamento com células-tronco para reconstituição da área.

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A enfermeira Laura Elis Reis foi quem fez o resgate da cadela no dia 17 de julho em uma rua do Indubrasil, em Campo Grande. A cadelinha estava desmaiada na calçada de uma casa e muito debilitada. Os moradores da região já haviam acionado o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) para ir buscar o animal.

Laura chegou primeiro e levou a cadela para uma clinica veterinária. Lá, o bichinho foi medicado com remédio via oral para ajudar na morte dos vermes e no outro dia passou por cirurgia. Devido à grande quantidade de larvas, a cadela perdeu parte do focinho.

A veterinária Ana Lúcia Salviatto, proprietária da clínica onde o animal passa por tratamento, explica que a cachorrinha devia estar com feridas, mas como não foram cuidadas, se transformaram em uma doença chamada miíase, produzida pela infestação de larvas de moscas. Além do focinho, parte do cotovelo também estava infestada pelos vermes.

Sem condições de ser feito enxerto, Laura entrou em contato com a bióloga especializada na área, Juliana Georges, que trabalha desde 2005 com células-tronco e há 2 anos trouxe o tratamento para o Estado. No dia 30 de julho foi realizada a primeira aplicação no animal. Três dias depois parte do tecido já havia regenerado e com 8 dias já dava para ver resultado. “Cada animal responde de uma forma, mas a evolução da Narizinha está sendo muito boa”, comemora.

Cadelinha, que aparenta ter cerca de 4 anos, querendo fazer carinho na veterinária. (Foto: Marcos Ermínio) Cadelinha, que aparenta ter cerca de 4 anos, querendo fazer carinho na veterinária. (Foto: Marcos Ermínio)
Juliana trabalha desde 2005 no ramo e explica como funciona o tratamento. (Foto: Marcos Ermínio) Juliana trabalha desde 2005 no ramo e explica como funciona o tratamento. (Foto: Marcos Ermínio)

Com intervalo de 21 dias, a próxima aplicação será no final deste mês e Juliana acredita que não vai precisar de mais uma dose. “Nós pensamos que depois precisaria de uma cirurgia para desobstrução, mas o nariz está regenerando perfeitamente”, afirma, acrescentando que o caso da Narizinha foi um dos piores que já viu.

A bióloga explica que as células-tronco podem ser obtidas do próprio animal ou de outro da mesma espécie, como foi no caso da cadelinha. O material é aplicado na área da lesão e tem a capacidade de regenerar tecidos danificados. Além disso, o tratamento com células-tronco agem, também, como anti-inflamatório. “A gente não usa outra medicação, apenas remédios da homeopatia para passar na lesão”, diz.

O tratamento da cachorrinha com células-tronco foi doado por Juliana sem nenhum custo. Na clínica veterinária é cobrada uma tarifa social e quem quiser ajudar a enfermeira Laura com as despesas das diárias no local pode entrar em contato com a veterinária Ana Lúcia pelos telefones 3324-2461 / 3382-6352 ou por e-mail clinvetms@gmail.com.

Narizinha é muito simpática, dócil e de tanta felicidade não para um minuto de abanar o rabo. Ela está se alimentando normalmente e precisa de um lar temporário. Quem ficou interessado e quiser mais informações sobre o tratamento pode entrar em contato com Juliana pelo e-mail Julianageorges@gmail.com.




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