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14/02/2011 14:43

Agricultores de MS devolveram 2 mil t de embalagens de agrotóxico em 2010

Danúbia Burema

Agricultores de MS devolveram 2 mil ton de embalagens de agrotóxico em 2010

Agricultores de Mato Grosso do Sul devolveram 2.174 toneladas de embalagens de agrotóxicos em 2010, conforme dados do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), que representa as indústrias fabricantes, retirando esses materiais do meio ambiente.

A quantidade devolvida representa 5% do volume total do País e corresponde a um aumento de 10% em relação em relação ao que MS havia devolvido no ano anterior, 1.976 toneladas.

O aumento na devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas superou a média nacional, de 9% em 2010 em relação ao ano anterior.

Conforme o inpEV, o Brasil retornou aos fabricantes mais de 31 mil toneladas de embalagens de pesticidas vazias no ano passado. Em 2009, haviam sido 28.771.

O recolhimento das embalagens vazias de defensivos agrícolas é de responsabilidade dos fabricantes, conforme a lei federal nº. 9.974/2000 e o decreto federal nº. 4.074/2002.

A cada envolvido na cadeia produtiva fica uma atribuição, a dos agricultores é de retornar as embalagens aos fabricantes devolvendo-as nos locais onde foram compradas, segundo prevê o inciso 2º do artigo 6º da lei 4.074.

Consciência - Assessor técnico da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Lucas Galvan avalia que em MS o produtor rural tem forte a consciência de que o descarte das embalagens deve ser feito da maneira correta.

Ele lembra que antes da lei federal de 2000, alguns já faziam a destinação correta e depois disso tornou-se prática. “É até um conforto para o produtor, não teve resistência”, garante.

Lucas detalha que ao comprar o produto o produtor já recebe na nota fiscal a informação de onde deverá devolver a embalagem. A partir disso, a empresa fica responsável pelo descarte final.

Para o técnico, a consciência existe, mas foi acompanhada de muito trabalho. Logo que a lei foi editada, foram feitas campanhas explicativas. Ainda no ano passado, a Famasul lançou uma cartilha sobre o assunto. “Não foi somente a legislação”, ressalta.

Entre os riscos do descarte incorreto das embalagens de agrotóxicos, está a poluição do meio ambiente, contaminação de animais e até de seres humanos se o produto for manuseado de maneira inadequada.




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