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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

22/10/2014 14:23

Cheia reduz queimadas no Pantanal, mas 2015 já preocupa

Viviane Oliveira
Até agora foram registrados pelo Corpo de Bombeiros foram registrados 29 incêndios em terrenos baldios. (Anderson Gallo/Diário Corumbaense)Até agora foram registrados pelo Corpo de Bombeiros foram registrados 29 incêndios em terrenos baldios. (Anderson Gallo/Diário Corumbaense)

O prolongamento da cheia do Rio Paraguai neste ano retardou o número de queimadas no Pantanal, na região de Corumbá, município distante 419 quilômetros de Campo Grande. No entanto, apesar de positiva para este ano, a não ocorrência de queimadas aumenta a preocupação para 2015.

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É que a vegetação vai se acumular e a tendência, se houver uma estiagem é queimar tudo de uma só vez. De acordo com o presidente do Comitê de Incêndio Florestais de Animais Silvestres, major do Corpo de Bombeiros Fábio Catarineli, no ano passado foram registrados 88 incêndios em Corumbá, desses, três foram florestais, 29 em terrenos baldios e 56 em imóveis. Neste ano, devido à cheia e chuvas esparsas, foram contabilizados 55 queimadas, sendo 18 em terrenos baldios. A corporação ainda não foi acionada para atender ocorrência em área de vegetação neste ano.

O major explica ainda que devido à cheia do Pantanal, a vegetação ainda está úmida e quando começa a secar vem a chuva. “Mesmo com temperaturas altas, a questão climática não é o único fator para desencadear as queimadas, mas a vegetação seca por causa da estiagem, que não foi o caso neste ano, mas pode ser em 2015”, diz.

Por isso, o Comitê começou a intensificar as ações de prevenções e combate a incêndios nas áreas rurais. Para evitar queimadas, que podem ocorrer de duas formas: natural ou pela ação humana, vários panfletos e reuniões com sindicatos rurais são realizadas. “Umas das formas para combater os incêndios são os cuidados com as queimadas controladas e o uso de aceiros, lugares onde a vegetação é removida para evitar a propagação do fogo, nas propriedades rurais”, afirma Catarineli.

Focos de incêndio - Por outro lado, de acordo com Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que detecta focos de calor através de sensores instalados que ficam orbitando pela terra, a quantidade de focos de incêndio na Cidade Branca é a maior do Estado. 

De janeiro até agora, o município lidera o ranking com 855 focos de incêndio, em segundo lugar vem Aquidauana com 129 e em terceiro, Porto Murtinho com 126 focos. Já Campo Grande aparece na lista na 12ª posição com 29. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados pelo Inpe 1.312 focos em Corumbá. 

A maioria desses incêndios são em zonas rurais, que são atendidos por equipes do PrevFogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), ligado ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente). “Sempre Corumbá vai ser o primeiro na lista de queimadas, pois a área de vegetação na cidade é muita extensa. As vezes a queima acontece em um espaço que não tem moradores por perto, por isso o bombeiro e o PrevFogo não são acionados, mas o foco é contabilizado pelo Inpe”, explica o major.


Chuvas - No entanto, mesmo com o calor com temperaturas acima dos 40ºC, de acordo com previsão meteorológica deve chover muito ainda esse ano. Segundo o meteorologista da Anhanguera/Uniderp, NatálioAbrahão Filho, no trimestre outubro, novembro e dezembro, as temperaturas serão elevadas, com as mínimas raramente abaixo dos 20ºC e as máximas sempre acima dos 32ºC. Os valores devem ultrapassar os 35ºC e chegar aos 40ºC repetidas vezes.

Durante a Primavera, que vai até dezembro, principalmente à tarde seguindo pela noite, devem ocorrer pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas, relâmpagos e até granizo, além de rajadas de vento acima dos 60km/h. Nos meses de outubro e novembro, pode chover acima da média na região Sul, entre os municípios de Dourados e Sete Quedas. No restante do Estado, o regime deve ser mais regular e distribuído ao longo de toda a estação.




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