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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

24/07/2012 16:39

Com 309 focos em julho, Corumbá é campeã de queimadas no País

Gabriel Neris

Número é considerado preocupante, principalmente em comparação aos outros meses. Entre janeiro e junho foram identificados 522 focos de queimadas.

Paisagem em Corumbá tem sido encoberta pela fumaça das queimadas (Foto: Diário Online)Paisagem em Corumbá tem sido encoberta pela fumaça das queimadas (Foto: Diário Online)

A presença de fumaça e fuligem causadas por queimadas no Pantanal tem incomodado os moradores de Corumbá. O município lidera o ranking nacional de focos de incêndio entre 1º de janeiro e 24 de julho.

Mirador (MA) está em segundo com 471 focos. O município de Formosa do Rio Preto (BA) é o terceiro com 372 focos.

De acordo com o coordenador estadual do Prevfogo, Márcio Ferreira Yule, foram identificados 309 focos de queimadas até esta terça-feira (24) em Corumbá.

O número é considerado preocupante, principalmente em comparação aos outros meses. Entre janeiro e junho foram identificados 522 focos de queimadas. O mês com maior incidência era janeiro com 155 focos. “Somente nesta madrugada foram nove focos. Mais de 80% dos focos em Mato Grosso do Sul estão em Corumbá”, diz Yule.

Mato Grosso do Sul ocupa a sétima posição na classificação entre os estados, com 1.209 focos. O primeiro é Mato Grosso com 5.029, seguido por Maranhão, com 3.502, e Tocantins, com 2.891.

“Em Corumbá a situação é sempre preocupante por causa do Pantanal, e as dificuldades de acesso”, aponta o coordenador do Prevfogo.

A previsão de Yule é que a situação piore nos meses seguintes. “Ainda nem chegamos ao período crítico. O pior será em agosto e setembro, mas o combate já serve de alerta”, comenta.

Em comparação com outros municípios, Jateí aparece na segunda posição com maior número de incidências de focos de queimadas. Foram 30 entre janeiro e junho. Em terceiro está Porto Murtinho com 18 focos. Campo Grande aparece na lista somente na sétima colocação com 12 focos de queimadas.

“O uso do fogo em renovação de pastagem nativa é muito utilizado. Isso também pode dificultar o tráfego aéreo, como já aconteceu de fechar o aeroporto. A concentração de fumaça também vem de Rondônia, Acre e Mato Grosso. As correntes de ar empurram à fumaça que percorre grandes distâncias”, diz Yule.

De acordo com o coordenador do Prevfogo, a chuva não tem contribuído. A média por mês em 2012 no Pantanal foi de 100 milímetros. “A chuva este ano não foi suficiente, foi considerada bastante irregular. O ano foi tranquilo, mas agora chegou o período de seca e essa é nossa preocupação”, comenta.

Para comprovar a pouca contribuição vinda do céu, o coordenador do Prevfogo aponta dados registrados da chuva no Pantanal. No mês de janeiro caíram 114 ml de água, em fevereiro 87 ml, no mês de março 110 ml, 90 ml em abril, 100 ml em maio e 30 ml em junho.

“Em julho foram apenas dois milímetros de chuva e já estamos no dia 13”, informa Márcio Yule. As altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar também contribuem para os focos de calor, aponta o coordenador.

Em Corumbá, o Prevfogo conta com 29 pessoas trabalhando no combate as queimadas. O trabalho funciona em parceria com o 3º Grupamento de Bombeiros e a PMA (Polícia Militar Ambiental).




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