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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

03/11/2013 09:32

Com vinte pontos a menos, coleta seletiva perde força na Capital

Viviane Oliveira
Dono de uma cooperativa no bairro Nova Lima, José diz que ainda consegue sobreviver por causa dos parceiros que conquistou ao longo de 13 anos de trabalho. (Foto: Marcos Ermínio) Dono de uma cooperativa no bairro Nova Lima, José diz que ainda consegue sobreviver por causa dos parceiros que conquistou ao longo de 13 anos de trabalho. (Foto: Marcos Ermínio)

Dos 56 pontos dos Lev’s (Local de Entrega Voluntária), divulgados no site da Semadur (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), apenas 36 pontos estão funcionando de acordo com a empresa CG Solurb, responsável pela coleta e tratamento do lixo, em Campo Grande. Os dois Ecopontos, onde os materiais são recebidos e encaminhados para a reciclagem, que também constam no site, não existem mais.

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Segundo o gerente operacional da empresa, Bruno Velloso, alguns estabelecimentos, como por exemplo, a rede São Bento, solicitou a retirada dos Lev’s. Quanto aos dois Ecopontos, um no bairro São Conrado e outro no Jardim Bálsamo mencionados na página da Prefeitura, o gerente afirma que desconhece a existência deles.

Dono da Metape Comércio de Recicláveis, Ricardo Ferreira, diz que era responsável por um dos Ecopontos, mas quando a Solurb ganhou a licitação municipal, passou à empresa a obrigação de implantar os novos pontos na cidade.

Em junho de 2011, a Prefeitura lançou o programa “Reciclar é Viver”, projeto de coleta do lixo produzido no município. Os moradores dos bairros, que não haviam sido contemplados pelo sistema, tinham a opção de encaminhar os recicláveis a dois Ecopontos e Lev’s, instalados em vários locais.

Em Campo Grande, existe pelo menos sete cooperativas que trabalham na área, somando quase 600 catadores. No entanto, a demanda de trabalho não é suficiente para manter todos ativos.

A capacidade de coleta seletiva na cidade é de 30 toneladas diariamente, mas somente 6 são recolhidas por dia. José Pedro Tavares, 71 anos, é dono de uma cooperativa na região norte. Ele, que já trabalhou durante 5 anos no lixão, diz que mantém a cooperativa com cinco funcionários, graças a ajuda de parceiros, principalmente de órgãos públicos. "Falta propaganda e conscientização das pessoas para esses Levs's dar certo na cidade", destaca. 

Segundo Lucimara Vieira de Oliveira, 33, uma das funcionárias da cooperativa de José, de uns tempos para cá o número de material tem reduzido. “O pagamento é por semana, se ficar um dia sem material a gente perde dinheiro”, diz.

Confira aqui lista como os endereços dos Lev's.




Acho que esses ecopontos deveriam ser divulgados melhor, até hoje nunca tinha ouvido falar desse projeto. Se soubesse, teria levado os meus materiais, assim teriam um destino garantido e ajudando a economizar os recursos do planeta.
Lá em casa eu separo o lixo reciclável em sacolas à parte, para facilitar a vida de quem for coletar esses materiais, se o projeto fosse conhecido acho que mais pessoas separariam os recicláveis e entregariam nos pontos de coleta.
 
Jefferson N. Nunes em 04/11/2013 09:38:42
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