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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

20/07/2015 12:18

Condutores abusam da velocidade e quatis e capivaras são atropelados

Liana Feitosa
Quatis foram encontrados mortos no Parque dos Poderes. (Foto: Marcos Ermínio)Quatis foram encontrados mortos no Parque dos Poderes. (Foto: Marcos Ermínio)

Dois quatis e duas capivaras foram encontrados mortos na manhã desta segunda-feira (20), em locais conhecidos pela grande concentração de animais silvestres, em Campo Grande. Quem passou pelas proximidades do Lago do Amor, no bairro Ipiranga e o Parque dos Poderes, próximos à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), se deparou com os animais mortos.

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De acordo com o major da PMA (Polícia Militar Ambiental), Edmilson Queiroz, é comum animais silvestres serem vítimas de atropelamento nas ruas da Capital. "Campo Grande tem diversas reservas florestais e fragmentos de reservas dentro de sua área urbana", explica.

"Os quatis vivem no Parque das Nações Indígenas e na Mata do Segredo. Eles também frequentam as partes de florestas das secretarias de governo no Parque dos Poderes, então estão sempre atravessando as ruas", amplia o major.

De acordo com ele, mesmo com proteções em volta das matas e sinalização nas vias, muitas pessoas abusam da velocidade e acabam causando acidentes que poderiam ser evitados.

"Às vezes o acidente é inevitável porque temos também os vários parques lineares. Nesses espaços foram preservadas as matas ciliares e brejos, com fauna bastante grande, só que nas pistas que cortam esses parques existe velocidade um pouco maior nas vias, o que aumentam as chances de atropelamentos", analisa o policial militar.

Capivaras foram atropeladas ao lado do Lago do Amor, em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio)Capivaras foram atropeladas ao lado do Lago do Amor, em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio)

Segundo a PMA, não existem números oficiais que apontam a quantidade de animais silvestres mortos nas ruas de Campo Grande, mas "como temos essa convivência com a fauna, sempre ocorrem esses problemas", considera o major.

A saída é sempre diminuir a velocidade do veículo ao passar por áreas próximas a matas. O cuidado e atenção reduzem o número de acidentes.

Os quatis atropelados no Parque dos Poderes já foram recolhidos pela PMA e serão empalhados, segundo Queiroz. "Empalhamos e levamos às escolas, para usarmos em apresentações e oficinas em que discutimos o tema fauna com as crianças, que são futuros condutores. Falamos sobre a convivência humana com a fauna, os cuidados para evitar atropelamentos e a importância da preservação", finaliza.




Há um tempo atrás o Ministério Público Estadual e a gestão anterior do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul iniciaram discussão sobre como resolver este problema. Mas nada foi feito, além dos controladores de velocidade (radar). É preciso instalar lombadas físicas, sinalizações e campanhas de sensibilização. E claro, ocorrer a fiscalização (radares móveis) dentro do Parque dos Poderes.
 
Edmur Lavezo Gomes em 21/07/2015 08:00:20
Cade a policia? Cade a ambiental? Ninguem zela pro nada nesta cidade, Campo Grande tá virando um buraco só pois nosso prefeito tem que ficar se defendendo de suas falcatruas e não sobra "tempo" e capacidade pra cuidar da cidade, só há interesse em desviar e nunca em preservar o que já temos, chega de obra nova, vamos arrumar o que temos primeiro, o descaso não é mais só com a população mas tambem com a natureza que sempre foi nosso ponto forte, tomara que nosso turismo acabe, que todos fiquemos a mingua, que nossa cidade apodreça, aí nenhum politico vai mais ter interesse em saquear nossa cidade e nosso povo.
 
Max em 20/07/2015 17:06:14
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