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06/08/2014 17:07

Corumbá lidera ranking estadual com 346 focos de queimadas

Viviane Oliveira
A foto foi tirada no bairro Popular Nova - parte alta de Corumbá.(Foto: Erik Silva/Jornal Capital do Pantanal)A foto foi tirada no bairro Popular Nova - parte alta de Corumbá.(Foto: Erik Silva/Jornal Capital do Pantanal)

Com o tempo seco e quente, os moradores de Corumbá, distante 419 quilômetros de Campo Grande, têm sofrido com os constantes incêndios na cidade. De janeiro até agora, foram identificados pelos satélites referência do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), 346 focos de queimadas no município.

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A Cidade Branca lidera o ranking no Estado e, em segundo lugar vem Aquidauana com 49 e em terceiro, Selvíria com 44 focos. Já Campo Grande aparece na lista na 12ª posição com 17 focos. Os números do INPE mostram que em janeiro deste ano, o maior município pantaneiro contabilizou 96 registros de incêndios florestais.

Em contrapartida, o número de ocorrências recebida pelo Corpo de Bombeiro é baixo. De acordo com a corporação, até agora foram nove ocorrências de incêndios, todas em terrenos baldios. A assessoria de imprensa do órgão diz que os números estão baixos porque os militares contam ainda com o apoio do Prev-fogo do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

O coordenador estadual do Prev-Fogo, Alexandre Pereira, explica que o instituto contabilizou um número maior do que o registrado pelo Corpo de Bombeiros, porque o INPE detecta focos de calor através de sensores instalados que ficam orbitando pela terra. “Na maioria das vezes, um incêndio grande, gera mais de um foco de calor. Há, também, incêndio em vegetação, que acaba não sendo registrado", diz.

De acordo com Alexandre, a maioria dos municípios do Estado ainda não sofreu com a seca devido o pico da cheia do rio Paraguai, mas a previsão é de que as queimadas se intensifiquem neste mês. Para combater os incêndios, cinco brigadas foram treinadas para atender algumas regiões do interior como Porto Murtinho, Corumbá, Miranda, Aquidauana e Jateí. A maioria delas fica em áreas indígenas.

Ano passado, Corumbá teve 1.717 focos de queimadas contabilizados pelo INPE, quase a metade dos 3.565 registros de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul. Em 2012, a cidade foi a que mais registrou focos de queimadas no Brasil. Foram 6.178 focos, mais de 80% dos 7.546 focos de incêndios florestais contabilizados no Estado durante todo aquele ano.

O Corpo de Bombeiro informou ainda que não foi montado nenhuma guarnição extra para atender incêndio, pois os números ainda são baixos. No entanto, caso a demanda de combate a incêndios florestais em terrenos baldios aumente significativamente, o comando vai criar uma guarnição extra para atender somente ocorrências relacionadas a queimadas. (Com informações do site Diário Online)




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