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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

30/06/2011 09:00

Cultura da reciclagem continua distante do dia-a-dia do campo-grandense

Viviane Oliveira
Lenira conta que sempre separou o lixo orgânico do reciclável. (Fotos: Marcelo Victor)  Lenira conta que sempre separou o lixo orgânico do reciclável. (Fotos: Marcelo Victor)

Com o desafio de dar destinação correta ao lixo, lançado nesta semana pela prefeitura, nas ruas de Campo Grande o que se percebe é que a maioria das pessoas ainda não tem o hábito de separar o lixo orgânico do reciclável e muitos nem sequer dão importância.

Com a correria do dia-dia, para muitos é uma perda de tempo separar o lixo em diversas categorias como papel, vidro, plástico e resíduos orgânicos. Outro exemplo é o óleo de cozinha que não deve ser jogado no ralo da pia, esgoto e muito menos em rios.

A aposentada Shirley Souza Barbosa, 58 anos, disse que são raras às vezes em que separa o lixo. “Por causa da pressa eu vou colocando tudo em sacolas de supermercado, depois junto tudo e coloco em um saco de lixo para a coleta”, segundo ela, há alguns anos jogava o óleo no ralo do banheiro.

“Falaram que isso entupia a fossa, então agora eu coloco a gordura dentro de um vidro e deixo para a coleta recolher”, conta.

Para o acadêmico de Engenharia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Rogério Landim, 26 anos, separar o lixo é uma questão costume. Ele conta que mora em Ilha Solteira (SP) e lá a maioria separa o lixo para a coleta seletiva.

“Aqui eu não separo, porque não tem a coleta seletiva. Segundo ele, o sistema deveria ser mais rígido como, por exemplo, retirar as sacolas plásticas do mercado e investir mais propagandas incentivando o uso da seleção. “Eu acredito que com isso diminuiria o tanto de sacolas jogadas nas ruas e nas bocas de lobo da cidade.

Atitude ecológica - A Dona de casa Lenira Maldonado, 61 anos, moradora da região do São Francisco, conta que sempre separou o lixo orgânico do reciclável. Segundo ela, lata, plástico e papelão não vai para o lixo. “Eu junto, quando têm 5 quilos eu levo para a reciclagem”.

Lenira também tem outra medida para colaborar com o meio ambiente. Conforme a dona de casa o óleo usado para fritura e reutilizado para ascender o fogão a lenha que tem em casa.

“Na minha casa a regra é uma lata de óleo por mês, o que sobra eu uso para ascender o forno a lenha”, afirma.

Outro exemplo é de Elsa Marques, 64 anos, o óleo usado em fritura é doado para uma vizinha fazer sabão de álcool. “Mesmo que não tem coleta seletiva, eu procuro fazer minha parte e quanto ao óleo ele tem o destino certo”, finaliza.

Elsa aproveita o óleo usado em fritura para fazer sabão. Elsa aproveita o óleo usado em fritura para fazer sabão.

Projeto - “O Reciclar é viver”, projeto de coleta seletiva do lixo foi lançado na última terça-feira (28) pelo Prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) em Campo Grande e nesta semana a população já começou a receber sacolas especiais para a separação.

O programa já entra em vigor a partir de sexta-feira, quando um caminhão equipado vai passar por 11 bairros recolhendo o lixo reciclável já separado pela população.

Os moradores dos bairros, Carandá, Autonomista, Santa Fé, Veraneio, Chácara Cachoeira, Bela Vista Tiradentes, São Lourenço, TV Morena, Vilas Boas e Vila Carlota, receberam sacolas verdes destinadas ao lixo reciclável.

Além da sacola, cada casa irá receber gratuitamente um recipiente plástico, para destinar os materiais que podem ser reciclados. O lixo úmido será coletado normalmente pelo caminhão que já faz a coleta.

Por meio de um estudo, a Semadur (Secretária Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) identificou que estas regiões são as que produzem mais lixo reciclável.

A população dos bairros que ainda não serão atendidos pela coleta seletiva terão a opção de encaminhar os recicláveis a cinco Ecopontos: Comper, Carrefour, rede São Bento, Rede Pires e Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul). Nestes locais, também poderão ser entregues pilhas, lâmpadas e óleo.




Separar o lixo e na hora que pasa o caminhão junta se tudo e joga no mesmo lugar,então não adianta fazer esa separação.Acredito que deve ter 2 tipos de coletas e pagar as pessoa que recolhem o lixo para fazer reciclagem.Pois só se recicla latinha por dar Dinheiro.QUERO QUE PESSOAS SE UNAM AO CAMPO GRANDE NEWS A FRENTE E PEDIRMOS AS FABRICAS DE CERVEJAS QUE RECOLHAM SUAS LONG NETS,PARA SEREM REUTILIZADAS E COM ISSO DIMINUIR A QUANTIDADE DE CACOS DE VIDROS NAS RUAS QUE SERVE PARA FURAR PNEU DE BICICLETA,E FURAR PÉ DE CRIANÇAS,QUE QUEREM APENAS JOGAR SEU FUTEBOL COMO FAZIAMOS QUANDO ERAMOS CRIANÇAS.
 
LUIZ CARLOS em 30/06/2011 12:11:56
Morei 6 anos em Itajai-sc, e lá e coleta seletiva já é feita a mais de 8 anos, como edesão de mais de 80% da população, pois o governo municipal, isenta da taxa de coleta de lixo,
a residencia cadastrada junto ao carne de IPTU, isso insentivou a população a aderir.
Se não tiver um incentivo, vai ser pouca a adesão, pois nem todos tem consiencia da preservação de meio ambiente.
 
joseel de freitas em 30/06/2011 10:50:46
Eu moro no bairro Vilas Boas e não recebi sacola nenhuma.. muito menos o recipiente plástico.
 
José Augusto em 30/06/2011 10:49:21
Não só a cultura da reciclagem ainda é uma realidade distante. O que dizer das queimadas? Do estúpido hábito de juntar folhinhas secas e atear fogo, mesmo que a umidade do ar esteja tão baixa? Mesmo que a mídia mostre os prejuízos desse gesto torpe quase todos os dias na TV, por onde vc passa, tem um foguinho, ai vc chega mais perto e vê que é lixo, folhas, etc.. e o ar poluído, e a fumaça preta pesando o ar.
 
Regina Lima em 30/06/2011 10:24:25
haha... "aposentada" Shirley Souza Barbosa, 58 anos, disse que são raras às vezes em que separa o lixo. “Por causa da "pressa".

Pressa de que? assistir o Clone?!?!?!

Separa esse lixo direito.
 
gabriel lescano em 30/06/2011 02:39:22
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