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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

15/06/2014 08:58

Faltam ações para convívio entre animais e população em Corumbá

Caroline Maldonado
Capivaras são comuns às margens do rio (Foto: Arquivo/Cleber Gellio)Capivaras são comuns às margens do rio (Foto: Arquivo/Cleber Gellio)

Corumbá precisa de ações para orientar a população sobre a convivência com animais do Pantanal. É o que defende o Comitê de Incêndios Florestais e Contenção de Animais Silvestres, que fez o resgate de três onças-pintadas, no quintal de uma casa no dia 7 de junho, na cidade que fica 419 quilômetros de Campo Grande. Uma das onças, que estava em uma árvore, morreu depois de ser sedada e cair no rio Paraguai, mas deixou dois filhotes que estão no Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), na Capital.

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Embora o aparecimento de onças e outros animais seja frequente na região do rio Paraguai e na área urbana, não há registro de ataques nesse ano, de acordo com o veterinário Walfrido Moraes Tomas, da Embrapa Pantanal (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal), entidade que faz parte do Comitê.

O veterinário afirma que o Comitê tem algumas ações nesse sentido, porém não tem essa função. “Estas atividades ainda carecem de organização e implementação e poderiam ser efetivamente conduzidas em parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente e as ONGs (organizações Não-governamentais), por exemplo”, sugestiona.

Segundo Walfrido, já foram mapeadas as áreas de maior risco de visitação por onças-pintadas e por onças pardas e um folder foi elaborado para orientar a população a como se comportar em situações desse tipo. O veterinário defende a criação de um programa de orientação efetivo, que ofereça palestras nas escolas, produção de cartazes e reuniões com a população, nas áreas de maior risco.

Para o Comitê, a convivência entre a população e as onças em seu habitat natural, que fica na outra margem do rio Paraguai, é plenamente possível, mesmo com a proximidade. Porém, quando os animais se refugiam na área urbana, fugindo das cheias do rio e de grandes incêndios a situação se torna preocupante. Nesses momentos, os moradores precisam estar preparados para agir de modo a não provocar ou acuar os animais.

Conforme a Embrapa Pantanal, além de onças-pintadas e pardas, na região é comum a circulação de espécies ameaçadas, como capivaras, sucuris, ariranhas, lontras e jacarés; além de macacos, tamanduás, ouriços caixeiros, cobras, jaguatiricas, marsupiais, lobinhos, gatos mouriscos, abelhas, vespas, entre outros. “A situação de Corumbá é peculiar em função da boa conservação dos habitats naturais, então é necessário que a população esteja esclarecida sobre como conviver com isso e proteger a fauna. É sempre bom lembrar que perseguir ou matar animais silvestres é crime, e se for uma espécie ameaçada de extinção há um agravante considerável”, destaca Walfrido.

Onça-pintada fêmea morreu após cair no rio (Foto: Diário Corumbaense)Onça-pintada fêmea morreu após cair no rio (Foto: Diário Corumbaense)
Filhotes foram levados para o Cras e retonarão ao Pantanal depois de oito meses  (Foto: Edemir Rodrigues)Filhotes foram levados para o Cras e retonarão ao Pantanal depois de oito meses (Foto: Edemir Rodrigues)

Riscos – O Comitê, que conta com representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental, Guarda Municipal e Embrapa Pantanal, trabalha em uma “estrategia única no Brasil para casos envolvendo grandes felinos”, conforme Walfrido.

O veterinário explica que o protocolo do Comitê prevê o uso de drogas seguras para a contenção química dos felinos, sem estressar o animal antes e durante a captura. Em seguida, o animal recebe atendimento clínico caso sintomas de problemas apareçam, para então ser finalmente liberado no Pantanal.

De acordo com Walfrido, a morte da onça, resgata no último sábado, não pode ser atribuída à dose do anestésico, pois isso não seria suficiente para levar o animal à morte. “A causa da morte parece ter sido choque em função de vários fatores, entre eles o estresse, o choque térmico ao cair na água e o anestésico, ou seja, uma associação de fatores”, afirma.

Embora a experiência da equipe dê subsídios para entender a morte da onça, foi solicitada uma necrópsia a um laboratório da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Os materiais do corpo do animal já foram colhidos, mas não há previsão para os resultados dos exames, segundo o a Embrapa Pantanal.




É um absurdo o mal preparo que três Equipes (Bombeiros, Policiais Ambientais e técnicos do CCZ) tiveram nesta captura, isto deveria ser Tratado como Crime Ambiental, tirar a vida de um animal Saudável e ainda com Filhotes pequenos, depois ninguém aparece para explicar a Verdadeira Causa da Morte, porém não precisa o próprio Vídeo mostra a incompetência desses funcionários que o Estado paga. Mas é Brasil né, todos vão continuar nos cargos, ganhando para continuar fazendo senas de Horrores como esta abaixo, sem nenhum tipo de Punição, no entanto, quem já está sendo punido são os dois Filhotes que ficaram sem a Mãe...
OS INOCENTES PAGANDO PELOS PECADORES...
É muito Revoltante ver isso, e ninguém faz NADA, tem várias secretárias, vários cargos do Menor ao Maior grau de Hierarquia, para cuidar dos animais, do Meio Ambiente em geral, quando as pessoas precisam dos serviços deles o resultado é esse!!! LAMENTÁVEL.
 
MARILIS MEIRELES em 15/06/2014 20:56:12
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