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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

14/03/2011 18:10

Grupo de pescadores testemunha escassez de peixes no rio Paraguai

Marta Ferreira
Grupo em pescaria na Baía Uberaba, no Pantanal, na divisa com o Mato Grosso. (Foto: Lucimar Couto)Grupo em pescaria na Baía Uberaba, no Pantanal, na divisa com o Mato Grosso. (Foto: Lucimar Couto)

Cinco dias e cerca de 300 quilômetros rio acima, paisagem de encher os olhos, mas uma constatação preocupante: está faltando peixe na imensidão de água do Paraguai onde, para muitos, se concretizam os sonhos de todo pescador. É o que revela um grupo de 18 pessoas, a maioria de Campo Grande, acostumadas se reunir para pescarias no Pantanal e que, da última experiência, no Carnaval, trouxe na bagagem apenas 24 exemplares dentro das medidas permitidas- menos do que a cota legal - e a certeza de que, a cada ano, está mais complicado se sair bem em uma pescaria na região.

“Você fazer uma viagem dessas para pegar um 1 peixe?”, questiona Ronaldo Ribeiro, comerciante, que subiu o rio junto com 17 amigos, até a região de Porto Índio, na divisa de Mato Grosso do Sul com o Mato Grosso. “Se a Piracema acabou de terminar e pesca ser liberada e está assim”, emenda.

“Foi muito ruim”, resume outro integrante do grupo, o economista Fernando Abrahão, de 34 anos. “Andamos uns 300 quilômetros rio acima e ainda assim tivemos dificuldades”, completa o publicitário Pascual Sanz Mondragon.

Outro que participou da pescaria frustrada, o advogado Luiz Cláudio Hugueney, 60 anos, diz que o que valeu foi o passeio, porque pesca mesmo, foi “bem fraquinha”.

Mais do que reclamar da dificuldade de fisgar peixes, todos são unânimes em apontar que esta não é uma situação recente.

“Brinco de bescar há 20 anos e há mais de 10 percebo que cada vez está mais difícil”,afirma Pascual. “O que a gente vê é muito pouco peixe e ainda fora de medida”, diz Fernando Abrahão.

O juiz e dono de uma propriedade à beira do rio Aquidauana Marcelo Raslan afirma que essa realidade vem sendo percebida também na localidade e já há alguns anos. “Quem vai para a beira do rio hoje, vai pensando apenas em passeio”.

Pescador mostra pintado, fora da medida. (Foto Thiago Pereira).Pescador mostra pintado, fora da medida. (Foto Thiago Pereira).

Desrespeito e falta de fiscalização- Mesmo reclamando de não ter encontrado com facilidade o que mais gratifica o investimento na ida ao rio, o peixe, os pescadores amadores revelaram indignação com o que testemunharam ao longo do trajeto feito em pequenos barcos.

“Não vimos qualquer tipo de fiscalização”, comenta Fernando Abrahão.

Isso facilita, segundo afirmam os integrantes do grupo, a ação de pessoas que, em vez de pescadores nas horas vagas, acabam se transformando em predadores da natureza, pois pescam em reservas onde retirar peixes é proibido durante o ano todo.

Essa cena foi vista, por exemplo, na reserva conhecida como Cará-Cará, já na divisa com o MT.

Segundo o testemunhos dos integrantes do grupo, os barcos turísticos param em locais permitidos e os turistas seguem em voadeiras(pequenas embarcações) para os locais onde não poderiam entrar para pescar.

Mesmo com a legislação estabelecendo tamanhos mínimos permitidos, os pescadores amadores dizem que a fiscalização deficiente também provoca outro tipo de comportamento predatório, que é o pescador que come os peixes fora de tamanho no local onde retira os exemplares e transporta os que estão dentro da medida, passando incólume onde há fiscalização.

“O desrespeito é muito grande com a legislação”, define o juiz Marcelo Raslan.

Precisa mudar-Ele e os companheiros de pescaria defendem alterações na lei e a utilização de estratégias já usadas em outros países, como a Argentina, para mudar esse quadro.

Os argentinos criaram regras mais rígidas que impedem, por exemplo, a retirada do dourado dos rios.

“O turista já está indo para outros estados e outras regiões”, diz Pascual Mondragon, ao defender que sejam feitas mudanças para proteger o estoque pesqueiro.

“Se hoje já está assim, imagina daqui dez anos”, reflete.

Grupo de 27 pescadores ficou cinco dias no Pantanal. Resultado da pesca: 24 peixes. (Foto: Lucimar Couto)Grupo de 27 pescadores ficou cinco dias no Pantanal. Resultado da pesca: 24 peixes. (Foto: Lucimar Couto)



A pesca com devolução largamente difundida na Argentina deve ser imitada com urgência aqui no Brasil através de uma legislação séria. No país vizinho não se permite que turistas levem "cotas". É preciso mudar a mentalidade das pessoas que pescam no tesouro chamado Pantanal. Ninguém irá morrer se não puder levar nenhum peixe. O prazer de pescar, fotografar, filmar e soltar sobrepuja em muito o ato de matar peixes só para preencher a "cota". Se todos os frequentadores do Pantanal que se servem dos barcos-hotéis entenderem que não se deve matar os peixes, dentro de algum tempo haverá uma recuperação da riquíssima fauna local. Mas enquanto as pessoas não se conscientizarem de que não se deve matar peixes para transporte, os cardumes continuarão diminuindo. É uma pena. Acorda Brasil!
 
luiz cesar gama pellegrini em 03/12/2013 10:09:13
Vamos soltar os peixes pessoal. Um Dourado, por exemplo, leva um par de anos para pesar 10 kilos. O mediocre pescador, apesar de coberto pelo manto da legalidade, não gasta 1 minuto para matar o peixe com uma uma paulada na cabeça. Infelizmente, vimos os pescadores convencionais posando para as máquinas fotográficas com os seus "grandes" troféis inanimados. Grande parte dos pescadores não sabem que estão acabando com as grandes matrizes do rio ao matar o peixe de porte avantajado. Precisamos progredir. Enquanto a população não progredir o Estado não pode avançar. Vamos soltar os peixes pessoal. Eu garanto que a soltura do peixe é prazerosa, ainda mais em se tratando de um grande exemplar. Acreditem!
 
Francisco Martins Guedes Neto em 17/03/2011 03:12:42
A pesca amadora se bem policiada não traz mal algum ao meio ambiente, aliás, a alguns anos atrás, em conversa com algumas pessoas ligadas ao meio ambiente sugerí que se criasse uma portaria aqui no estado, em que toda a pessoa que fosse tirar uma licença para pesca, automaticamente compraría junto, uma certa quantidade de alevinos, da espécie que ele escolhesse criados para este fim por uma piçicultura do estado e ele própio soltaria no rio, assim estaria contribuindo com a preservação e de quebra já repondo o peixe que ele talvez retirase da natureza, e também uma lei obrigando todo proprietário rural a plantar arvores frutiferas as margens dos cursos d'agua nas matas siliares de sua propriedade para garantir a alimentação natural dos mesmos, acharam ótima a minha idéia e garantiram que levariam a questão ao secretário e blá,blá,blá e ficou por isto mesmo, e agora só se vê falar em medidas restritivas que só iram prejudicar o pobre ao invés de procurar resolver o assunto com soluções mais simples e praticas sem tirar o direito de ninguém pescar para o seu lazer. É só ter vontade de resolver.
 
Antonio Mazeica em 16/03/2011 06:15:03
O Estado de MS deveria motivar através de leis específicas a categoria de "Pesca Esportiva". Aonde ficaria proibido a retirada dos peixes de nossos rios, mesmo os que estejam dentro da cota. Ainda que fosse por alguns anos até que a situação melhore.
 
Aldo de Queiroz Jr em 15/03/2011 12:48:24
Quando eu era criança e ia na companhia do meu pai pescar no Pantanal, ele me dizia que era preciso cuidar dos rios pantaneiros para que meus filhos pudessem um dia pescar comigo. Isso sempre me preocupou, e a cada pescaria eu percebo que fica mais dificil capturar um peixe na medida. Por inumeras vezes vi piloteiros, pescadores e funcionários de hotéis fazenda e outras pessoas que também vivem da prática da pesca poluindo os rios e capturando peixes fora da medida sem aparentar nenhum peso na conciência.
A ignorância acaba fazendo com que "a cobra engula a própria cauda". É preciso educar a população e punir de forma rígida os infratores, seja la quem for.
É preciso ter conhecimento do tamanho do problema. Assim que a pesca no Pantanal deixar de ser atrativa, hotéis, pousadas, restaurantes e lojas fecharão suas portas. Piloteiros, isqueiros, camareiros, motoristas, cozinheiros, guias, toda pessoas que dependem diretamente da pesca estarão no olho da rua, com fome, com criança no colo, com contas à pagar. Aí a miséria, a falta de dignidade, as doenças, a criminalidade, estarão de portas abertas para essas pessoas. E quem hoje não tem interesse pelo assunto "falta de peixe no Pantanal" vai sentir no futuro as consequências de uma maneira ou de outra.
Ou damos atenção para o assunto de forma urgente, ou começamos desde já a educar o pantaneiro que vive da atividade pesqueira a trabalhar em outra área, e desenvolve-la!
 
Gabriel Moreira em 15/03/2011 12:31:36
Realmente é preocupante a situação dos Rios Paraguai, Paraguaimirim, São Lourenço e etc. a 9 anos vou uma ou duas vezes a estes nestes rios, subindo de barco hotel a partir de Corumbá, e a cada ano é assustador a dificuldade para se fisgar um peixe, sendo que a grande maioria que se fisga é fora de medida. Sou totalmente a favor de se fechar o embraque de peixes de qualuqer especie no pantanal, pelo menos por uns 3 anos.
Acredito que a culpa tanto é da fiscalização, dos pescadores profissionais e também dos piloteiros, que não impendem o embarque de peixes fora da medida e ainda por cima levam pescadores para pescar nas reservas, fatos que estou cansado de presenciar no pantanal. Quantas vezes nosso barco hotel, que não permite a pesca na reserva, chega de volta depois de 5 dias sem pegar nem proximo da cota, enquanto outros barcos, que estavam no mesmo lugar chegar abarrotados de peixes.
ENFIM TEM QUE SE TOMAR ALGUMA ATITUDE!!!
 
Marlon Ventura em 15/03/2011 12:16:25
Realmente essa situação de falta de peixes atinge os nossos rios de MS, antigamente no rio APA vc encontrava muito peixe, hj dificilmente vc encontra, tanto é que meu tio que tem fazenda no munícipio de Caracol já está criando peixe em cativeiro, se vc verificar a 15/20 anos atrás tinha muito, os fazendeiros eram da região, hj a grande maioria são de outros estados, que quando vem levam tudo o que encontra.
 
WALDEMIR DA SILVA FERNANDES em 15/03/2011 11:29:30
Basta ir apenas uma vez na beira de qualquer rio de nosso Estado para constatar que o estoque pesqueiro vem diminuindo a cada ano, isso é evidente. Duas vezes ao ano vou com um grupo de amigos pescar no Rio Paraguai e em raras vezes conseguimos fisgar algum peixe. Concordo plenamente com Deputado Paulo Duarte, realmente devemos pensar em acabar com a pesca comercial em nossos rios e também com a pesca amadora, proibindo-se a retirada de qualquer espécie de peixe em nosso Estado para que os estoques voltem com o tempo a se renovar, caso contrário, o turismo de pesca e os peixes estarão fadados ao desaparecimento. Quanto aos pescadores profissionais também é certo que o governo deve propiciar aos mesmos novos meios de sobrevivência, quem sabe fomentando a abertura de tanques de criação e engorda de peixe em cativeiro para que essas famílias possam vender esse pescado e manter sua subsistência. Devemos parar de fechar os olhos para realidade de nossos rios.
 
Luiz Augusto em 15/03/2011 11:21:54
Amigos pescadores , acho muito difícil essa situação ser revertida , pois falta vontade por parte de nossos políticos que acreditam que nosso estoque pesqueiro seja inesgotável , enquanto não for colocado cota zero para transporte de peixe( quer comer peixe , coma na beira do rio) por pelo menos 5 anos , moralizar a questão dos pescadores profissionais , consciêncitização maior dos empresários do setor ( muitos estimulam a matança ) .
Vários barco-hotéis que operam na Amazonia( Barcelos , Santa Izabel) , ja estão com a temporada 2011 lotada , mesmo sendo liberada a matança ( pois existe muitos geleiros por lá) , os empresários desses barcos estimulam o pesque e solte , só abatem peixes na faixa de 2 Kg para alimentação ( sabem que tendo peixe , consequentemente estarão lucrando) .
Enquanto todos os setores da pesca não se unirem para tomar alguma providência , ficaremos a lamentar .
 
Breno Tognini em 15/03/2011 10:38:09
EU ESTIVE LÁ.
Estive junto com este grupo e vi exatamente o que foi comentado nesta matéria. Alguns dos barcos deste tipo de turismo e os pilotos das voadeiras, que deveriam preservar para manter o negócio vivo são os primeiros a praticar a pesca predatória e ilegal, nas áreas proibidas. Neste ponto quero parabenizar o barco Almirante e sua tripulação, pois em momento algum se aproximou das áreas preservadas e dos peixes fora de medida.
Passeio maravilhoso, que recomendo. Só gostaria de, na próxima vez, encontrar uma fiscalização mais presente. Uma idéia pode ser um convênio com o destacamento do exército existente naquela área para este tipo de trabalho, já que estão lá para "guardar" a fronteira com a Bolívia.
 
Cesar Crivellente em 15/03/2011 10:03:41
Se esse povo aí de cima brincasse de outra coisa há mais de vinte anos talvez existissem mais peixes no Rio Paraguai, no Miranda, no Coxim, no Aquidauana... eles mesmo são responsáveis por essse quadro. Os peixes não desapareceram dos rios por milagre. Cada um que vai pescar é um predador isolado. Junta todo mundo, soma e verá o resultado da tragédia ecológica. Fora isso, tá na hora de matar um pouco de jacaré no pantanal. Tem jacaré demais lá e esse bicho come muito, muito, mas muito mesmo.
 
Lúcio Pimenta em 15/03/2011 09:58:19
Só para refletirmos da atual situação basta lembrarmos o que era o rio Taquari a alguns anos atrás e o que ele é hoje, esse que já foi um dos rios mais piscoso do mundo hoje agoniza por falta de atitude, Porto Murtinho que já viveu basicamento do turismo de pesca e no momento atual está sofrendo com o fechamento de várias pousadas devivo ao pouco movimento de pescadores. Os empresários de turismo defendem a idéia de que se implantado o pesque e solte em nosso estado os turistas deixariam de vir , se isto fosse verdade na Argentina e na Amazonia não estariam abrindo novas pousadas e com a ocupação praticamente lotado o ano todo.
O que estamos fazendo em nosso estado é simplesmente o reverso do que está sendo feito em outros lugares com sucesso, pois no dia em que zerarmos nosso estoque de peixes ai sim nenhum turista vira pescar, pois, não existe pescador sem peixe...
Precisamos urgente de uma política de preservação com uma policia com poder de fiscalização para evitarmos abusos, o que se tem visto é uma terra sem dono, onde cada um faz o que quer sem medo de punição.
É mais fácil curar um doente do que ressucitar um morto, não vamos deixar matarem nossos rios nem o nosso Pantanal para daí tomarmos providências.
 
Ronaldo Kousurian Ribeiro em 15/03/2011 09:32:41
TRABALHEI NA AREA DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL POR MUITOS ANOS, HOJE ESTOU APOSENTADO. O QUE ACONTECE HOJE NO PANTANAL EXISTE O TAL DE AGRO-NEGOCIO, ONDE A GANÂNCIA DOS HOMENS E MAIOR QUE A BELEZA E A RIQUEZA DO OS INCÊNDIOS NA MAIORIA SÃO PROPOSITALMENTE, OS RESIDUIOS DAS QUEIMADAS JORRAM PARA DENTRO DOS RIOS ONDE A CINZA TIRA O OXIGÊNIO DAS AGUAS ONDE ACONTECE O FENÔMENO DA ADEQUADA, MORREM CARDUMES E CARDUMES DE PEIXE. QUANDO A FISCALIZAÇÃO CHEGA NO LOCAL DIFICILMENTE CONSEGUE ALGUMA PROVA , LA NINGUÉM VIU NADA E NINGUÉM SABE DE NADA, TUDO O QUE SE FAZ CHEGA NO JUDICIÁRIO LA É QUASE TUDO DESFEITO. NA CONSTITUIÇÃO DIZ QUE NA DUVIDA É PRO-RÉU, PORQUE DIFICILMENTE,CONSEGUE-SE JUNTAR PROVA NO PANTANAL,CONTRA INCENDIÁRIOS, ONDE EXISTE UM CORPORATIVISMO POR PARTE DE ALGUNS FAZENDEIROS, QUE AINDA VIVE COMO SE ESTIVESSE A TRINTA ANOS A TRAZ, PARA LIMPAR OS CAMPOS TEM QUE FAZER O USO DO FOGO, QUERO DEIXAR CLARO QUE ISSO É UMA MINORIA, MAS EXISTE, SEM CONTAR QUE HOJE NO PANTANAL EXISTE UMA SUPER POPULAÇÃO DE JACARÉS, QUE A CADA DIA CRESCE DESENFREADA-MENTE SEM PREDADORES PARA CONTROLAR O DESEQUILÍBRIO, QUE COME DEMAIS, UM JACARÉ ADULTO COME MAIS DE CINCO KILOS DE PEIXE POR DIA E NINGUEM FAZ NADA PARA TER UM CONTROLE, A NÃO SER LEIS DEMAGOGAS E POLITIQUEIRAS.
 
joao simoes em 15/03/2011 09:24:56
Concordo plenamente com os comentários dos colegas admiradores da pesca amadora, envolvidos nesta matéria. Pesco no Pantanal, também há mais de vinte anos, inclusive, tenho uma pescaria agendada, para inicio de junho na Baía Uberaba. Realmente tem sido cada vez mais díficil, a captura de exemplares dentro das medidas permitidas por lei. A Legislação tem que ser cumprida, as fiscalizações mais intensivas e sobretudo, mais conscientização por parte das pessoas que admiram este hobby. Nos últimos 04 (quatro) anos, incluí na minha rota de pesca, os estados de Mato Grosso e Rondônia, onde ainda consigo fisgar alguns exemplares, até quando não sei.
 
Manoel Emiliano Gama Neto em 15/03/2011 08:52:04
Neus amigos pescadores, esta situação a de perdurar até que, não exista mais, nada
para pescar e atè paisagem para ser vista, na minha humilde opiniâo, o problema todo
todas as autoridades já conhecem. exemplo.:
Como é que se faz para ter um curso de pescador profissional?
esta é só uma pergunta. na minha opinião o "chamado pescador PROFISSIONAL", de-
veria ser extinto até mesmo a palavra, pois trata-se da pior especie, que existe em nos-
sos rios,voces acham que eles vão perder o combustivel em uma pescaria,compram iscas dos criadores, pagam pelo menos um camping para acampar, se for enumerar da
im livro.
Lei do profissional: peixe fora da medida(panela) ou vende filetado para restaurantes,
iscas só pega no rio, camping, corta a vegetação em qualquer lugar e monta seu rancho.
e por ser profissional tem direitos a varias regalias, anzois de galhos, seguro desemprego, sacolão, aposentadoria etc(só que continuam pescando no periodo da piracema para consumo), situação comoda.
Turista: tem que pagar licença de pesca, pagar piloteiro, hotel ou camping, prestar conta
do pescado, pagar iscas, provar que é cidadão. e fogo ser pescador amador.
Meus amigos sei que 10% dos profissionais são realmente profissionais.
um abraço
 
silvio silverio de lima em 15/03/2011 08:24:58
Assim como tudo nessa Estado está se desmanchando. Há 15 anos vou na baia do Albuquerque onde tenho um rancho. Já faz uns 6 ou 7 que é assim. E nada de fiscalização com os redeiros, tarrafeiros etc. que gozam das complacência do poder publico para fazer politicagem. Aí os amadores embarcam na predação também. Logo vamos ter que "descer" o rio Paraguai e pescar na Argentina, onde tem lei e fiscalização, que se obedecida proporciona boas pescarias.
 
Ari Vargas Leal em 15/03/2011 02:46:02
Acredito sem duvida nenhuma que o grande vilào nessa historia e o pescador profissional, e ele que geralmente pega o peixe fora de medida, pesca durante a piracema, e o que vemos tb polui o meio ambiente muitas vezes,a maioria esmagadora dos pescadores amadores te consciencia ecologica, faz a pesca por prazer por esporte e nao um meio de subsistencia, qdo se reune um grupo de pescadores amadores, imagina qtos empregos diretos e indiretos sao gerados, pois pescar nao e um esporte barato, e um fato que gostaria de compartilhar aqui com vcs....., pescando no miranda durante o dia via a fiscalizaçao da PMA, parou varios barcos, enfim fazendo o seu serviço, so que a noite que e o problema,os pescadores profissionais ficavam bebendo durante o dia e depois da meia noite ia nos pontos de pesca passar a rede...um absurdo...
 
Marcelo Mello em 15/03/2011 01:10:51
Já fui pescar 5 vezes na Argentina, lá a fiscalização é muito rígida, não pode pescar dourado voce fisga e devolve para o rio, ninguém burla a determinação de pesca, se for pintado tambem ninguem tira do rio. Nos ultimos 2 anos estou pescando no Rio Negro (Amazonia) lá os piloteiros só deixam tirar peixes pequenos para comer no barco, os peixes grandes e o excesso não são permitidos. Quando encontram rede eles cortnam. Lá te muuuuuiiiiiitooo peixe.
 
Rogelho Massud junior em 14/03/2011 11:22:37
No final de fevereiro, na calha do Rio Paraguai, não muito distante do Distrito de Albuquerque, eu e um amigo de Campo Grande pegamos, "e soltamos", aproximadamente, 55 pacus, 4 dourados, 4 piraputangas, e inúmeras piranhas. Todos os peixes foram pegos exclusivamente com iscas artificiais. Não colocamos um exemplar na bagagem. Vamos soltar os peixes pessoal!!!
 
Francisco Martins Guedes Neto em 14/03/2011 11:12:23
E é assim que o Pantanal vai morrendo e sendo pouco lembrado nas rodas de pesca amigo. Temos que partir para o pesque e solte, acabar com a exploração da natureza. Pra comer carne bovina é preciso alguém produzir; frango e carne suina também, e porque ainda tem que tirar o peixe da natureza e somente explorar? Seria mais inteligente comercializar o produzido e explorar o grande potencial de turismo de pesca e contemplação, como fazem os pescadores do mundo inteiro atras do cobiçado peixe para simplesmente admirar a vida. Calculemos quanto vale um dourado vivo: Não tem preço!
Deveriamos ser invejados, e nao envergonhados. Falta vontade politica.
 
Mauricio Kaeru em 14/03/2011 07:51:41
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