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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

22/01/2013 20:35

Ibama conclui que ex-superintendente atrapalhou apuração

Nyelder Rodrigues
David Lourenço foi exonerado por ter envolvimento no esquema de licença ambiental para comércio de jacarés (Foto: Pedro Peralta/Arquivo)David Lourenço foi exonerado por ter envolvimento no esquema de licença ambiental para comércio de jacarés (Foto: Pedro Peralta/Arquivo)

Foi publicada nesta terça-feira (22) no Diário Oficial da União a transformação em destituição de cargo da exoneração do ex-superintendente estadual do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis), David Lourenço. A medida é resultado do processo administrativo aberto à época, cuja conclusão foi que Davi atrapalhou investigação sobre uma  criação de jacaré que era mantida por um funcionário do órgão, além de ter tirado benefício próprio. 

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David foi exonerado do cargo em 17 de outubro de 2011, e a exoneração agora foi convertida em destituição de cargo em comissão.

Conforme o Diário Oficial, Lourenço ofereceu resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço, além de valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública.

O ex-superintendente foi obrigado a sair do cargo após escândalo sobre comércio de jacarés, tendo sido investigado na operação Caiman, que apurou o envolvimento de servidores públicos em irregularidades quanto a criação de jacarés em uma pousada em Miranda, pertencente ao funcionário aposentado do Ibama, Gerson Bueno Zahdi.

Em agosto, Zahdi, a filha e a esposa foram presos pela Polícia Federal, acusados de crime ambiental. Ele, que é médico veterinário, trabalhava no setor de licenciamento ambiental do Ibama, e durante a investigação foi removido por Lourenço para o gabinete dele.

Na época, a sede do Ibama chegou a ser fechada pela Polícia Federal para cumprimento de mandados de busca e apreensão, que também tiveram como alvo o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Semac (Secretaria de Meio Ambiente, Semac (Secretaria de Meio Ambiente, do Planejamento, Ciência e Tecnologia), Prefeitura de Aquidauana.

De acordo com a denúncia, Zahdi tinha sido beneficiado por ser funcionário do órgão. Com isso, enriqueceu explorando comercialmente a criação de jacarés e a atividade turística sem licença ambiental. Segundo a PF, nunca houve fiscalização da forma como deveria no criadouro de jacarés, voltado à comercialização da pele.




falta terminar de investigar o caso das onças.
 
wilson souza em 23/01/2013 11:43:04
Justiça foi feita. Espero que os cumplices deste cidadão também seja punido, pois ele não atuou sozinho dentro Ibama. Varios servidores do Ibama estão envolvidos neste esquema escandaloso que levou o Davi Lourenço a perder o Cargo de Superintendente do Ibama.
 
katia Simone Rodrigues em 23/01/2013 09:47:02
Agora estou começando acreditar no governo da Presidenta Dilma. A justiça tardou mas não falhou. É pena que os cumplices do Davi Lourenço dentro da Superintendencia do IbamaMS continuem a transitar livremente dentro da autarquia e um deles apesar de tudo, sendo indicado até a assumir o cargo de Superintendente do Ibama MS. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Isto é a lei do retorno Durante a gestão do Davi Lourenço dois servidores do orgão foram de todas formas perseguidos por denunciar todos os fatos constante no processo que levou o David a ser destituido do cargo de Superintendente, isto é para ele tomar como lição. Alexandre justino e Vicente Mota a verdade é uma só, vocês são considerados verdadeiros hérois. Agora vocês vão ter que engoli-los.
 
Katia Simone Rodrigues em 22/01/2013 23:08:10
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