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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

12/02/2013 08:27

Ministério Público investiga contrato da obra do aterro sanitário da Capital

Aline dos Santos
Primeiro descarte de lixo no aterro foi feito em 28 de novembro. (Foto: Simão Nogueira)Primeiro descarte de lixo no aterro foi feito em 28 de novembro. (Foto: Simão Nogueira)

O MPE (Ministério Público Estadual) abriu o quinto inquérito do ano para investigar a gestão do lixo em Campo Grande. O alvo do novo procedimento é o contrato da Prefeitura de Campo Grande e a empresa Anfer Construções e Comércio Ltda, responsável pela construção do aterro sanitário. A investigação, para apurar possíveis irregularidades, foi determinada pela promotora Cristiane Mourão Leal Santos.

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O contrato foi firmado em 2006 e, inicialmente, previa recursos de R$ 3,2 milhões para implantação do aterro e recuperação do lixão. O aterro de Campo Grande começou a funcionar em novembro de 2012. No mês seguinte, o lixão foi fechado após 28 anos em atividade.

No entanto, como a UTR (Usina de Triagem de Resíduos) não foi concluída, a Justiça liberou o acesso dos catadores de materiais recicláveis ao lixo. Eles reclamaram que perderam a fonte de renda. A liminar libera a entrada dos trabalhadores até a conclusão da obra da usina. Além do impacto social, a construção inacabada ameaça a vida útil do aterro, por receber todo o lixo da cidade.

Em 2013, o primeiro procedimento aberto pelo Ministério Público investiga o processo licitatório vencido pela CG Solurb, que vai receber R$ 1,3 bilhão da Prefeitura para fazer a gestão dos resíduos sólidos por 25 anos.  Outro procedimento averigua a destinação final do lixo no aterro. Neste caso, deve ser proposta ação judicial para anular o contrato com a empresa.

No terceiro, o MPE apura a adequação do licenciamento ambiental do aterro sanitário e a redução da espessura da manta impermeabilizante. No fim de janeiro, outro inquérito investiga a destinação do chorume gerado pelo aterro sanitário Dom Antônio Barbosa II, em Campo Grande. Conforme o inquérito civil, será apurada a viabilidade ambiental de recebimento do chorume pela ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Los Angeles e a eficiência do tratamento.




Isto ia continuar camuflado se a situação tivesse ganhado a eleição. Afinal, basta saber a razão jurídica e os societários das empresas que sempre ganham licitações por nossas bandas. Em termos estadual, as coisas continuarão até as próximas eleições e dependendo do povo teremos mais "lixos" para serem remexidos e removidos.
 
Ezio Jose em 12/02/2013 18:18:05
Por que,a coleta do lixo mudou?Demora até um dia do que era antes!!!!!!!!!!!
 
wagner natal em 12/02/2013 13:22:00
Como muito bem escrito pelo leitor José Carlos, se forem realmente a fundo nessa história, é perigoso ir muito tubarão pro banco dos réus. Esperamos que o MP seja ágil e dê as respostas que a sociedade quer saber.
 
Rogério Ferrari em 12/02/2013 12:25:37
Aguardo ansioso o desfecho desse caso. Anfer, Financial, Cobel, CGR e outras por aí, sempre estiveram a frente dos serviços em Campo Grande. Os nomes mudam, mas no fundo devem ser uma só.
 
Olavo Nunes em 12/02/2013 10:42:21
Dr.a Cristiane se a senhora for a fundo vai descobrir a boca do lixo. muita sujeira esta ai e dinheiro público, mas muito, mas muito mesmo, e o povo se matando na fila dos postos de saúde. a senhora precisa apurar também o problema da santa casa outra coisa absurda com o dinheiro público.
 
jose carlos em 12/02/2013 09:35:51
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