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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

14/03/2012 07:49

Operação para inibir contrabando de agrotóxico cumpre mandado em MS

Aline dos Santos

Em Dourados, será cumprido mandado de prisão

Mato Grosso do Sul é porta de entrada dos agrotóxicos vindos do Paraguai. (Foto: Divulgação)Mato Grosso do Sul é porta de entrada dos agrotóxicos vindos do Paraguai. (Foto: Divulgação)

Operação da PF (Polícia Federal) de repressão ao contrabando de agrotóxico no Mato Grosso vai cumprir mandado em Dourados.

Serão cumpridos 21 mandados de prisão temporária, 37 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de condução coercitiva nas cidades de Rondonópolis (MT), Poxoréu (MT), Primavera do Leste (MT), Jaciara (MT), Campo Verde (MT), Nova Xavantina (MT) Dourados (MS), Fernandópolis (SP), São José do Rio Preto (SP), Monte Aprazível (SP), Miguelópolis (SP) e Ituverava (SP).

As investigações da Operação São Lourenço começaram em 2010, com a instauração de 10 inquéritos em diferentes flagrantes de contrabando e/ou falsificação de agrotóxicos.

Durante a investigação,foram desmanteladas duas fábricas clandestinas de agrotóxicos, com a apreensão de mais de 7 toneladas/litros de agrotóxicos ilegais (falsificados e contrabandeados) e diversas embalagens, rótulos, e materiais utilizados na falsificação.

Foram identificados dois grupos diferentes de criminosos. Um grupo, responsável por contrabandear do Paraguai, via Mato Grosso do Sul, falsificar e vender agrotóxicos. Outro de fazendeiros consumidores do produto de crime.

Os agrotóxicos, que podem chegar a R$ 20 mil o quilo, eram oferecidos a fazendeiros da região de Rondonópolis e interior de Mato Grosso a preços bem abaixo do mercado.

Na venda, era oferecida uma amostra de agrotóxico original. Após comprarem o agrotóxico, os fazendeiros recebiam toneladas dos materiais falsificados ou contrabandeados.

Ao comprar agrotóxico sem comprovação de procedência, os fazendeiros cometem o crime ambiental.

Quanto aos vendedores e falsificadores, responderão por formação de quadrilha, falsificação, contrabando e crime ambiental. Dois irmãos comandavam esse grupo e já foram presos por tráfico de drogas, estelionato, falsificação e uso de documento falso, crimes contra o sistema financeiro, além de serem reincidente no contrabando de agrotóxicos.

O nome São Lourenço faz referência ao principal rio da região de Rondonópolis, a vítima mais imediata da ação criminosa no uso de agrotóxicos.




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