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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

28/02/2013 15:39

Pecuarista é preso por irregularidade que deixou bairro sem água

Nadyenka Castro
Tanque construído perto da nascente. (Foto: Divulgação)Tanque construído perto da nascente. (Foto: Divulgação)

O pecuarista Sidnei Gamboa de Almeida, 47 anos, foi preso na última terça-feira por construir um tanque próximo à uma nascente e deixar bairros sem água e outros com o líquido avermelhado. A situação foi em Sete Quedas, a 476 quilômetros de Campo Grande.

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Um funcionário da Sanesul relatou à Polícia Civil que no último fim de semana parte das residências do bairro Itaporã ficou sem abastecimento de água por mais de 12 horas e em outros bairros a água estava avermelhada, com vestígios de terra, estando imprópria para consumo.

O trabalhador declarou também que foi verificado que havia sido construído um tanque próximo à nascente de água que abastece o município.

Os policiais foram até o local indicado na denúncia e verificaram que havia mangueiras ligando o tanque à nascente, que são distantes cerca de 10 metros um do outro. Tudo sem licença ambiental. Lá tinha ainda 26 trabalhando.

A Polícia Civil constatou que a situação é de crime ambiental; sendo a obra potencialmente poluidora, podendo causar dano à saúde humana.

Diante disso, o produtor rural foi preso em flagrante e, de acordo com o delegado Rinaldo Gomes Moreira, confessou que havia construído o tanque para pesca. Relatou ainda que, devido à chuva, o espaço ficou com lama, que foi bombeada para a nascente.

O maquinário da Sanesul não conseguiu fazer a devida filtragem da água, por conta da quantidade de lama jogada na nascente, o que causou falta de abastecimento e em algumas residências a coloração avermelhada. Até na casa do pecuarista a água ficou imprópria para consumo.

O crime prevê pena de cinco anos de reclusão e não dá direito à fiança pela Polícia. A defesa do produtor rural impetrou pedido de liberdade provisória à Justiça, o qual foi deferido, sob o pagamento de 40 salários mínimos: R$ 27.180. Conforme decisão judicial, a fiança foi arbitrada de acordo com avaliação dos bens do pecuarista. O pagamento foi feito e ele liberado nessa quarta-feira.

A PMA (Polícia Militar Ambiental) também esteve na propriedade rural e elaborou laudo de constatação de crime ambiental.




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