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19/05/2015 13:32

Pesquisa avalia impacto ambiental gerado pela população na bacia do Rio Amambai

Liana Feitosa
Pesquisa analisa os nutrientes da água e as alterações que ela pode ter sofrido devido à interferência humana. (Foto: Divulgação)Pesquisa analisa os nutrientes da água e as alterações que ela pode ter sofrido devido à interferência humana. (Foto: Divulgação)

Pesquisadoras da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) estão analisando as consequências da atividade humana em córregos do município de Naviraí, a 366 quilômetros de Campo Grande.

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Ana Paula Lemke, do programa de doutorado em Recursos Naturais da universidade, e Kellen Natalice Vilharva, do 5º semestre de bacharelado em Ciências Biológicas, analisam os nutrientes da água e as alterações que ela pode ter sofrido devido à interferência humana.

O projeto começou a ser desenvolvido em outubro do ano passado e será finalizado em setembro deste ano e ocorre sob orientação do professor Yzel Rondon Súarez.

As pesquisadoras comparam os dados obtidos com a Resolução Conama nº 357 de 2005. A regra oferece parâmetros que indicam se as informações obtidas estão em conformidade com o que a legislação sugere como ideal. A bacia do Rio Amambai é objeto de pesquisa, assim como suas microbacias afluentes.

Itens - "Constatamos que as variáveis que mais estão fora dos valores que a Resolução sugere são coliformes fecais, nitrogênio, oxigênio dissolvido e fósforo", afirma a doutoranda.

"A alteração desses valores ocorre, principalmente, nos pontos mais próximos à cidade de Naviraí, que são os pontos do Córrego Touro e os pontos da foz do Tarumã. Já os pontos mais distantes da área urbana têm qualidade de água melhor, como os pontos da nascente do Córrego Tarumã e os pontos do Cumandaí", detalha Ana Paula.

A ingestão de água imprópria para consumo pode levar à aquisição de doenças, como diarreia. Outros riscos podem surgir a partir da alimentação de peixes que estão contaminados e até mesmo tomar banho nesses riachos pode indicar perigo.

“Se os rios continuarem a ser degradados, o principal problema que pode acontecer é a perda da diversidade que existem ali: peixes, algas, crustáceos e outros seres que dependem do corpo hídrico para sobreviver”, explicam as acadêmicas.

Futuro - O projeto ainda analisará como são utilizados os solos nas áreas em estudo com o objetivo de quantificar espaços que abrigam agropecuária, áreas urbanas, áreas úmidas naturais e os fragmentos florestais nativos.

“Este trabalho pode ser diretamente aplicado na qualidade de vida da população envolvida após a conclusão. A escolha pela área em Naviraí é por conta de projetos que já temos na região e que permitiam o financiamento”, pontua Súarez, orientador.

Os resultados do estudo serão apresentados para a administração municipal, junto com estratégias eficientes para conservação e, se necessário, para a recuperação do rio.




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