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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

23/08/2012 11:08

Pesquisa mostra que 610 animais silvestres foram atropelados na BR-262

Aline dos Santos

Dos animais, 70% eram mamíferos, 23% répteis e 7% aves

Maioria dos animais atropelados é mamífero(Foto: Suzy Höpker)Maioria dos animais atropelados é mamífero(Foto: Suzy Höpker)

Entre junho de 2011 e maio de 2012, 610 animais silvestres foram atropelados na BR-262, no trecho entre Anastácio e Corumbá, região do Pantanal. Dos animais, 70% eram mamíferos, 23% répteis e 7% aves.

O levantamento foi realizado pelo ITTI (Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura), da UFPR (Universidade Federal do Paraná). O estudo integra as ações do Programa de Comunicação Social, que acontece em paralelo às obras de recuperação e implantação de acostamentos em 284 quilômetros da rodovia.

A pesquisa também ouviu a população sobre as causas dos acidentes e o resultado foi bem diferente. Para 59,2% dos moradores que habitam comunidades próximas à rodovia, aldeias indígenas e assentamentos, os principais motivos são o descuido e o excesso de velocidade.

Já entre caminhoneiros, motoristas de carros de passeio e de ônibus, ganha destaque a falta de visibilidade. A alternativa foi marcada por 28,1% dos entrevistados.

“Haverá sugestão para que ocorra a supressão da vegetação nas proximidades da rodovia para auxiliar na visibilidade dos motoristas em alguns trechos. Em outros pontos da BR 262, haverá a instalação de cercas. Além disso, outra atitude que deverá ser implantada é a instalação de radares nos trechos com maior incidência de acidentes”, afirma a coordenadora do Programa de Monitoramento de Atropelamento de Fauna na rodovia, a bióloga Marcela Barcelos Sobanski.

O instituto vai encaminhar ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), responsável pela obra, um relatório com medidas para reduzir as estatísticas de atropelamento de fauna no trecho.

A pesquisa faz parte de um projeto iniciado no ano passado para que a 262 se torne uma rodovia ecológica. A proposta era adotar uma série de ações para evitar o atropelamento dos animais silvestres. Como sinalização especial, cercas em áreas críticas de mortandade de animais na pista e 93 passagens de animais sinalizadas.




Ando pelas estradas do MS a pelo menos 30 anos e sempre me deparei com estes fatos e até o presente nada foi feito e acredito que continuára na mesma. Deviam fazer passagens sob a estrada e cercas, da mesma forma que existem as pontes de vazantes.
 
João Crisóstomo de Campo Grande - MS em 23/08/2012 12:44:48
Quando não tinha asfalto, não tinha velocidade, era fácíl desviar dos animais silvestres.
E tem mais, antigamente o motorista respeitava até mosca, hoje é uma falta de educação no transito que os motoristas atropelam até a mãe. Hoje em dia os motoristas ficam estressados que chingam ate a própria sombra.
 
Roberto Motta em 23/08/2012 12:32:11
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