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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

06/10/2011 18:16

Pousada que usa jacarés como atrativo tenta licença desde 2009

Marta Ferreira

Localizada em Miranda, a Cacimba de Pedra foi embargada por determinação do Ibama, por funcionar sem autorização ambiental

Hóspedes observam jacarés na pousada Cacimba de Pedra, embargada pelo Ibama por falta de licenciamento ambiental. (Foto: Divulgação)Hóspedes observam jacarés na pousada Cacimba de Pedra, embargada pelo Ibama por falta de licenciamento ambiental. (Foto: Divulgação)

A pousada Cacimba de Pedra, em Miranda, embargada pelo Ibama (Instituto Brasileiro Meio Ambiente e Recursos Renováveis), por não ter licenciamento ambiental, tenta desde 2009 obter a autorização junto ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). O órgão informou que o processo foi protocolado em novembro daquele ano, mas ainda não foi finalizado.

O Imasul não explicou os motivos de tanta demora e, segundo sua assessoria de imprensa, vai se manifestar quando a análise terminar. A pousada está em nome de Rousa Dittmar, esposa do funcionário aposentado do Ibama, Gerson Zahdi Bueno, que tem um criadouro de jacarés vizinho à pousada.

Zahdi é alvo de inquérito da Polícia Federal para apurar crime ambiental envolvendo o criadouro, que teve 3 mil animais apreendidos em agosto, mas que foram mantidos no local, aos cuidados dele, por falta de outro lugar para serem levados.

Os animais são um dos atrativos do estabelecimento, assim como bichos soltos na fazenda após serem apreendidos no Espírito Santo, com o aval do Ibama. Apesar disso, o estabelecimento também não tem licenciamento para a visitação de animais, autorização que exige um plano de manejo dos animais e impõe restrições ao contato com humanos.

O Imasul licencia apenas a atividade turística. A visitação de animais deve ser autorizada pelo Ibama.

Ontem, a Coordenadoria de Fauna do órgão informou que as atividades de Zahdi

estão sendo investigadas e se houver irregularidades, ele vai ser punido.

Após se preso pela PF, em agosto, junto com a esposa e a filha, ele foi multado pelo Ibama, em R$ 297 mil, por irregularidades no criadouro, entre elas o abate de animais sem autorização. Em setembro, o Ibama determinou o embargo da pousada, por falta de licenciamento ambiental.

Quem é- Zahdi se aposentou recentemente do Ibama, onde já teve cargos de direção no Estado. Até julho, ele atuava no setor responsável pelas autorizações ambientais relativas à fauna, ou seja, por onde passaram todos os procedimetnos envolvendo o criadouro de jacarés dele. Deixou o setor em julho, para ser lotado no gabinete do superintendente do Ibama, Davi Lourenço. Logou depois, saiu sua aposentadoria, no fim de agosto.

Segundo o Campo Grande News apurou, a criação de jacarés dele nunca foi fiscalizada como deveria, situação que é alvo de investigação da PF. A corporação também suspeita que Zahdi tenha sido beneficiado por ser funcionário do Ibama e também investiga o conflito de interesses entre as atividades dele como funcionário público e como empresário.

Os advogados dele informaram que foi apresentado recurso contra a multa de R$ 297 mil e que a licença da pousada estava sendo providenciada, para que possa ser reaberta.




A falta de organização e de estrutura do nosso Imasul é um absurdo. Se empreendimento turístico para visitar animais silvestres é com o Ibama por que a Central de Atendimento aceitou protocolar um processo de licença e a GLA não respondeu até hoje? E como o Aquário Pantaneiro foi licenciado pelo próprio governo estadual se é para visitar animais silvestres? Servidora lotada no Imasul.
 
Luciana Vilamaina em 10/10/2011 10:51:57
multa de R$ 297 mil por matar jacarés...
o cara que matou o vigilante do posto e tantos outros criminosos saem da cadeia sem pagar um centavo sequer...
a vida do ser humano vale menos que um jacaré.... aliás... MUITO MENOS!
as leis brasileiras são absurdas.
 
luiz phellipe em 07/10/2011 12:13:22
Parabenizo a PF e todos funcionarios do Ibama que tiveram coragem de denunciar tamanho desmando praticado contra a natureza. O que o Gerson vinha praticando não tem nada haver com ambientalismo ou comércio sustentavel, isto se chama outra coisa, exploração irracional dos recursos naturais renováveis. Ao final do inquerito realizado pela PF, a casa caira para todos que estão envolvidos neste esquem
 
katia Simone em 06/10/2011 07:58:23
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