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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

23/08/2013 17:27

Prédio construído em cima de nascente bombeia água 24h e causa polêmica

Viviane Oliveira
Sistema de bombeamento, que fica na frente do prédio. (Foto: Pedro Peralta)Sistema de bombeamento, que fica na frente do prédio. (Foto: Pedro Peralta)

Um condomínio de luxo da Plaenge, na Rua Brasil, em Campo Grande, construído em cima de uma nascente está causando polêmica entre os moradores e os vizinhos da região. Isso porque, para manter em pé o prédio que foi construído em cima de uma mina d’água, foi aplicada uma técnica para drenar a água do local através de um sistema de bombeamento.

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Basta chegar próximo do condomínio Pablo Picasso para ouvir um barulho muito forte de água, onde foi feita uma galeria pluvial para captar a água que fica minando embaixo do prédio e direcioná-la para um córrego. O sistema de bombeamento, que funciona 24 horas, fica em frente ao condomínio.

Alguns moradores entraram com uma ação judicial em que questionam o aumento de energia elétrica por conta das bombas, que fazem a drenagem. Outro questionamento é se a água desperdiçada diariamente é potável. A Plaenge diz que não, pois se trata de água superficial, que contém inclusive, coliformes fecais.

A construtora explica que a solução adotada para terrenos, como o Edifício Pablo Picasso, consiste em um sistema de bombeamento que direciona o excesso de água de chuva no subsolo, devolvendo para as galerias de águas pluviais. “A água vai para o córrego, mesmo destino se não tivesse o prédio no local”, diz o gerente regional da Plaenge, Luiz Otávio.

Conforme a empresa, esta técnica de engenharia é autorizada pelos órgãos de meio ambiente e não causa desperdício, porque devolve a água para o meio ambiente. Afirma ainda que o projeto do edifício seguiu os trâmites legais, depois de finalizada a obra foi aprovada e concedidas todas as licenças, como por exemplo, o habite-se. Documento que comprova a legalidade do empreendimento estabelecida pela prefeitura para aprovação de projetos.

A síndica do condomínio, Zilda Mendonça, não quis entrar em detalhes e se resumiu em dizer que já pediu explicação junto a Plaenge. Segundo ela nenhum morador reclamou para ele sobre o bombeamento de água.




Isso não compromete a estrutura do prédio? E o pessoal do prédio preocupado com a conta de energia...
Que barbeiragem.... era só a Plaenge fazer uma boa sondagem do subsolo antes mesmo de comprar o terreno.
Não acho que a água seja contaminada... deveriam pelo menos prever algum reuso para essa água... Pensa quantos milhares de litros de água sendo jogados fora... e se contaminando no Córrego Segrego...
Não concordo com a explicação do gerente regional, "A água vai para o córrego, mesmo destino se não tivesse o prédio no local”.
A SEMADUR deveria investigar se eles não estão contaminando o lençol freático...


 
Pedro Paulo Ayala Gonçalves em 17/09/2013 09:19:44
Sr. Rafael Santos, logo se vê que seu comentário não tem qualquer conhecimento técnico e tem o mesmo costume de muitos desinformados de culpar o profissional e não o dono ou quem autoriza uma obra dessa em um local que nem deveria ser utilizado para habitação, e o que só foi autorizado pelo seu valor imobiliário e com certeza muita gente grande ganhou apartamentos nesse prédio. Pelo contrário do que disse, o engenheiro desta obra recebe meu parabéns e admiração pela competência de solucionar um desafio desse porte e com tamanha responsabilidade. só quem é Arquiteto ou Engenheiro sabe o que é assinar um projeto com centenas de vidas inseridas. Agora, como quem deveria fiscalizar, tenho a mais absoluta certeza ira fechar os olhos, vamos comer uma bela pizza, alguém aceita um pedaço?
 
Willian Gauna em 24/08/2013 13:46:38
O melhor são as explicações que eles tentam dar para justificar a incompetência deles e a incapacidade de engenheiros que cometem erros grosseiros. Devem ter faltado nas aulas na faculdade para ficarem em festas de universitários. E se eu fosse morador, não iria me preocupar com conta de luz, eu iria me preocupar é desse prédio desabar, como tantos que, infelizmente, já cairam pelo país afora por incompetência de engenharia. Eu mudaria de casa e entraria com ação para pedir dinheiro de volta da compra mais indenização.
 
rafael santos em 23/08/2013 17:41:22
Isso não pode causar um desmoronamento???
 
Anita Ramos em 23/08/2013 17:33:10
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