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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2017

23/08/2013 17:27

Prédio construído em cima de nascente bombeia água 24h e causa polêmica

Viviane Oliveira
Sistema de bombeamento, que fica na frente do prédio. (Foto: Pedro Peralta)Sistema de bombeamento, que fica na frente do prédio. (Foto: Pedro Peralta)

Um condomínio de luxo da Plaenge, na Rua Brasil, em Campo Grande, construído em cima de uma nascente está causando polêmica entre os moradores e os vizinhos da região. Isso porque, para manter em pé o prédio que foi construído em cima de uma mina d’água, foi aplicada uma técnica para drenar a água do local através de um sistema de bombeamento.

Basta chegar próximo do condomínio Pablo Picasso para ouvir um barulho muito forte de água, onde foi feita uma galeria pluvial para captar a água que fica minando embaixo do prédio e direcioná-la para um córrego. O sistema de bombeamento, que funciona 24 horas, fica em frente ao condomínio.

Alguns moradores entraram com uma ação judicial em que questionam o aumento de energia elétrica por conta das bombas, que fazem a drenagem. Outro questionamento é se a água desperdiçada diariamente é potável. A Plaenge diz que não, pois se trata de água superficial, que contém inclusive, coliformes fecais.

A construtora explica que a solução adotada para terrenos, como o Edifício Pablo Picasso, consiste em um sistema de bombeamento que direciona o excesso de água de chuva no subsolo, devolvendo para as galerias de águas pluviais. “A água vai para o córrego, mesmo destino se não tivesse o prédio no local”, diz o gerente regional da Plaenge, Luiz Otávio.

Conforme a empresa, esta técnica de engenharia é autorizada pelos órgãos de meio ambiente e não causa desperdício, porque devolve a água para o meio ambiente. Afirma ainda que o projeto do edifício seguiu os trâmites legais, depois de finalizada a obra foi aprovada e concedidas todas as licenças, como por exemplo, o habite-se. Documento que comprova a legalidade do empreendimento estabelecida pela prefeitura para aprovação de projetos.

A síndica do condomínio, Zilda Mendonça, não quis entrar em detalhes e se resumiu em dizer que já pediu explicação junto a Plaenge. Segundo ela nenhum morador reclamou para ele sobre o bombeamento de água.




Isso não compromete a estrutura do prédio? E o pessoal do prédio preocupado com a conta de energia...
Que barbeiragem.... era só a Plaenge fazer uma boa sondagem do subsolo antes mesmo de comprar o terreno.
Não acho que a água seja contaminada... deveriam pelo menos prever algum reuso para essa água... Pensa quantos milhares de litros de água sendo jogados fora... e se contaminando no Córrego Segrego...
Não concordo com a explicação do gerente regional, "A água vai para o córrego, mesmo destino se não tivesse o prédio no local”.
A SEMADUR deveria investigar se eles não estão contaminando o lençol freático...


 
Pedro Paulo Ayala Gonçalves em 17/09/2013 09:19:44
Sr. Rafael Santos, logo se vê que seu comentário não tem qualquer conhecimento técnico e tem o mesmo costume de muitos desinformados de culpar o profissional e não o dono ou quem autoriza uma obra dessa em um local que nem deveria ser utilizado para habitação, e o que só foi autorizado pelo seu valor imobiliário e com certeza muita gente grande ganhou apartamentos nesse prédio. Pelo contrário do que disse, o engenheiro desta obra recebe meu parabéns e admiração pela competência de solucionar um desafio desse porte e com tamanha responsabilidade. só quem é Arquiteto ou Engenheiro sabe o que é assinar um projeto com centenas de vidas inseridas. Agora, como quem deveria fiscalizar, tenho a mais absoluta certeza ira fechar os olhos, vamos comer uma bela pizza, alguém aceita um pedaço?
 
Willian Gauna em 24/08/2013 13:46:38
O melhor são as explicações que eles tentam dar para justificar a incompetência deles e a incapacidade de engenheiros que cometem erros grosseiros. Devem ter faltado nas aulas na faculdade para ficarem em festas de universitários. E se eu fosse morador, não iria me preocupar com conta de luz, eu iria me preocupar é desse prédio desabar, como tantos que, infelizmente, já cairam pelo país afora por incompetência de engenharia. Eu mudaria de casa e entraria com ação para pedir dinheiro de volta da compra mais indenização.
 
rafael santos em 23/08/2013 17:41:22
Isso não pode causar um desmoronamento???
 
Anita Ramos em 23/08/2013 17:33:10
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