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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

03/02/2012 18:55

Prefeitura da Capital inicia debate para reduzir sacolas em supermercados

Wendell Reis
Prefeitura vai seguir acordo nacional e reduzir 70% do uso de sacolas(Foto:Wendell Reis)Prefeitura vai seguir acordo nacional e reduzir 70% do uso de sacolas(Foto:Wendell Reis)

A Prefeitura Municipal de Campo Grande iniciou nesta quinta-feira (3) um debate sobre o uso sustentável de sacolas nos supermercados. A discussão tem o objetivo de atender uma política nacional, feita pelo Ministério do Meio Ambiente, que em 2009, junto com a Associação Nacional de Supermercados, estabeleceu a redução de 70% das sacolas até 2015.

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O secretário de Meio Ambiente, Marcos Cristaldo, afirma que não vai proibir imediatamente o uso das sacolas, mas o debate é realizado para atender ao acordo firmado nacionalmente. Ele ressalta que em 2009, quando a meta foi estabelecida, a Prefeitura não fazia coleta seletiva,, o que já foi implantado.

O secretário explica que alguns supermercados já eliminaram o uso de sacolas, mas a discussão também é importante para saber se ações serão feitas de maneira individual, pelos donos de estabelecimentos comerciais, ou em conjunto. Questionado sobre a responsabilidade dos empresários, que não utilizam produtos recicláveis nas embalagens de arroz ou feijão, a exemplo, Cristaldo explica que pela política nacional há uma responsabilidade compartilhada, entre o fabricante, comerciante, órgão público e o consumidor.

A educadora ambiental, Mara Calvis, explica que o problema é de conscientização. Ela lembra que antigamente as pessoas se viravam com as sacolas de papel e carrinho de feira. Após isso, vieram as sacolas de plástico, que ajudou as pessoas, recebendo um produto de graça e que evita gastos com sacos de lixo. Ela avalia que o caminho para a redução é a conscientização, que não foi feita quando as sacolas começaram a circular.

O representante de uma empresa que fabrica sacolas, Alex Machado, é contra a retirada das sacolas dos mercados. Ele avalia que existe interesse econômico e muitos se aproveitam da questão ambiental para lesar o consumidor. “Hoje ele ganha o produto gratuitamente e pode pagar cinco vezes mais”. O empresário avalia que quem vende sacos de lixo e fabrica sacolas retornáveis vai ganhar muito dinheiro. Além disso, lembra que a maioria das sacolas é fabricada com algodão, que utiliza muito mais recursos ambientais para sua produção. “Nem sempre é melhor mudar”, avalia.

O empresário José Gilberto Fernandes, dono de uma rede de supermercados, explica que já realiza um treinamento com os funcionários e o operador que faz o pacote reduz a quantidade de sacolas distribuidas. Após a adoção dos empacotadores, o uso das sacolas foi reduzido em 22%. A representante de um supermercado que deixou de distribuir sacolas em Campo Grande revela que quando fez a mudança a empresa enfrentou resistência e perdeu muitos clientes. Entretanto, com o passar dos anos, as pessoas entenderam a importância de pensar em sustentabilidade.

A representante do Sindicato da Indústria de Material Plástico de Mato Grosso do Sul, Ligia Machado, também avalia que a questão é cultural. Ela lembra que as sacolas podem criar subprodutos e avalia que as mudanças podem significar simplesmente uma transferência de valores, já que outras pessoas vão lucrar.

Entre os pontos de vista defendidos durante a discussão, está o de que não tem lixo na rua porque há sacolas e que há poucos estudos sobre o impacto das sacolas retornáveis. Para começar a pensar na redução, Cristaldo solicitou que os empresários informem o número de sacolas que circulam na Capital. Porém, revelou que 90% destas sacolas não são recicladas e vão parar no lixão.

Durante a discussão foram apresentadas alternativas como a fixação de cartazes orientando o uso consciente de sacolas, redução de impostos para quem diminuir o uso de sacolas e encarecimento das sacolas menores, que acabam não sendo recicladas. A solução seria aumentar o preço das sacolas menores, já que hoje a diferença entre a grande e a pequena é mínima, sendo três centavos a sacola menor e quatro centavos a maior. A ideia de fazer uma dia sem sacolas foi rechaçada por um dos fabricantes. Ele avalia que a solução não é demonizar o uso das sacolas, mas estimular o uso consciente.





Ref: Sacolas de Supermercados.

Desde que o comercio varejista, de modo especial de alimentos, passou a atuar no mercado na forma de supermercado nos fins da década de cinqüenta do século passado ele passou a usar na expedição no caixa sacos de papel Kraft para acondicionar as compras feitas pelos seus fregueses, contudo, nos fins da década de setenta surgiram às sacolas plásticas, mais baratas que dos sacos de papel assim, os supermercados passaram a usar as sacolas plásticas a fim de obterem maiores lucros.
Naquela época não foi considerada a poluição que os sacos plásticos iriam causar na natureza. Na verdade a preocupação com ecologia só começou na década de setenta. Alguns industriais diziam que a poluição é o cheiro do progresso. O termo poluição passou aos poucos se popularizar. A poluição sólida apresentada pelos plásticos começou a se apresentar nos rios, nas praias, nos esgotos, obstruindo as tubulações destinadas as águas pluviais, causando graves problemas. Como é sabido, as matérias plásticas levam centenas de anos para se degradar.
A Prefeitura de São Paulo proibiu que a partir do dia 25 de janeiro deste ano — depois o prazo foi estendido até o fim do mês março — os supermercados passassem a distribuir nas saídas de caixas dos supermercados sacolas não biodegradáveis. Solertes, objetivando com isso obter maiores lucros, os donos dos supermercados passaram então vender sacolas ditas não poluentes. Ora, a Prefeitura proibiu, com toda razão, as sacolas plásticas. O que os supermercados tinham que fazer era fornecer gratuitamente aos seus clientes sacolas ou sacos biodegradáveis e não vendê-los.
Os supermercados desde que eles surgiram passaram a fornecer “gratuitamente” sacos de saída nos caixas, obviamente que tanto no tempo do saco de papel Kraft como depois as sacolas plásticas estavam embutidas nos preços de suas mercadorias. Até o ar refrigerado existentes em alguns supermercados está embutido no preço das mercadorias. Os supermercados não oferecem nada de graça. Tudo que ali existente está embutido no preço das suas mercadorias, inclusive o estacionamento dos carros.
Realmente, sem dúvida, as matérias plásticas poluem o meio ambiente. A grande maioria das sacolas plásticas, até então, oferecidas nos supermercados passaram a ter outra utilidade, os sacos de lixo que iam diretos para os lixões ou para os aterros sanitários, criando assim, um grave problema ambiental, porém, a solução aceita para a expedição do lixo doméstico é o saco plástico preto em diversos tamanho que também como as sacolas dos supermercados são também poluentes tanto quanto.
O Ministério Público – SP.foi criado para defender os interesses de toda a população, neste caso ele deve entrar com uma ação na Justiça proibindo de vez que os supermercados vendam sacolas ou sacos de saída e mercadorias compradas no estabelecimento. Os donos de supermercados que embutam nos seus preços o custo dessas embalagens como sempre eles fizeram. E que a livre concorrência disputa a preferência da freguesia.
Atenciosamente

José Carlos de Castro Rios — RG: 8 509 476 – SSP-SP.
Rua Profº João Batista de Castro, 190
São Paulo — SP.
CEP: 04623 150
jc.rios@globo.com/


 
José Carlos de Castro Rios em 24/05/2012 11:17:14
Coleta seletiva implantada onde ?????? Pode ter começado mas ainda creio que nós cidadãos estamos ganhando de goleada nos cuidados com o meio ambiente. Quanto as sacolas .... outro golpe utilizando o meio ambiente como desculpa.
 
Ricardo Lopes em 04/02/2012 10:47:26
Faz tempo que a Rede de Supermercados Atacadão não dá mais sacolinhas. Por que é que o restante dos comerciantes não seguiu o exemplo?
 
Renato Antônio Barbosa em 04/02/2012 10:12:20
Distribuir não pode!? Polui o meio ambiente. Mas o supermercados venderem a R$,030 pode!? Isso é sustentável? Esses supermercadistas querem mais uma maneira de lucrarem às nossas custas.
 
Cléia Souza em 03/02/2012 09:45:07
Pessoal ja inventaram o plástico bio-degradável.
O Procom de São Paulo, ja se manifestou sobre esse assunto,.
Cade o Procom da nossa cidade???
 
Nyleni T.Silva em 03/02/2012 08:34:45
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