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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

20/01/2015 14:29

Primeiros dias do ano registram 58 focos de incêndio no Pantanal

Vania Galceran
Primeiros dias do ano registram  58 focos de incêndio no Pantanal

Corumbá, localizada no Pantanal de Mato Grosso do Sul, lidera o ranking nacional de incêndios em 2015, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Dados do Monitoramento de Queimadas e Incêndios do órgão apontam que o município registrou 54 focos do dia 1º de janeiro até esta terça-feira (20).

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Nas últimas 48 horas, de acordo com o instituto, Campos dos Goytacazes (RJ) e Mucugê (BA) registraram sete focos de incêndio cada e lideram o ranking nacional nesse quesito. Montividiu (GO) e Nova Ubiratã (MT) tiveram, nesse período, quatro focos cada. Outros seis municípios registraram três focos: Agudos (SP), Lassance (MG), Miracatu (SP), Marcelândia (MT), Orizona (GO) e Aporá (BA).

Pantanal- De acordo com o Corpo de Bombeiros, incêndios na região pantaneira são comuns na época de seca, no segundo semestre do ano, mas não durante o verão. Em Corumbá, a Polícia Militar Ambiental (PMA) está acompanhando os focos de incêndio.

A maioria das áreas afetadas é fica em regiões de difícil acesso. Um dos focos foi a oito quilômetros da margem do rio Paraguai. Em alguns casos, de acordo com a PMA mé necessário o apoio de aeronave para chegar ao local.

Focos e Cheia - O prolongamento da cheia do Rio Paraguai em 2014 retardou o número de queimadas no Pantanal, na região de Corumbá, município distante 419 quilômetros de Campo Grande. Mas, apesar de positiva para este ano, a não ocorrência de queimadas aumenta a preocupação para 2015.

No ano passado foram registrados 88 incêndios em Corumbá, desses, três foram florestais, 29 em terrenos baldios e 56 em imóveis. Neste ano, por causa da cheia e chuvas esparsas, foram contabilizados 55 queimadas, sendo 18 em terrenos baldios.

A corporação ainda não foi acionada para atender ocorrência em área de vegetação neste ano.

O major Fabio Catarineli , do Corpo de Bombeiros, explicou que devido à cheia do Pantanal, a vegetação ainda está úmida e quando começa a secar vem a chuva. “Mesmo com temperaturas altas, a questão climática não é o único fator para desencadear as queimadas, mas a vegetação seca por causa da estiagem, que não foi o caso em 2014, mas pode ser em 2015”, diz.

“Umas das formas para combater os incêndios são os cuidados com as queimadas controladas e o uso de aceiros, lugares onde a vegetação é removida para evitar a propagação do fogo, nas propriedades rurais”, afirma Catarineli.

Focos de incêndio - Por outro lado, de acordo com Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que detecta focos de calor através de sensores instalados que ficam orbitando pela terra, a quantidade de focos de incêndio na Cidade Branca é a maior do Estado.

De janeiro até agora, o município lidera o ranking com 855 focos de incêndio, em segundo lugar vem Aquidauana com 129 e em terceiro, Porto Murtinho com 126 focos. Já Campo Grande aparece na lista na 12ª posição com 29. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados pelo Inpe 1.312 focos em Corumbá.




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