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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

02/02/2011 19:50

Promotoria envia à Unesp material coletado no Rio Negro

Fabiano Arruda

Universidade paulista investigará suspeita de envenenamento

Inquérito da promotoria investiga o caso. (Foto: O Pantaneiro)Inquérito da promotoria investiga o caso. (Foto: O Pantaneiro)

O promotor de justiça Eduardo Cândia, da 1ª Promotoria de Justiça de Aquidauana, vai enviar para a Unesp (Universidade Estadual Paulista) o material coletado no Rio Negro, onde ocorreu a morte de milhares de peixes.

As amostras serão encaminhadas ao Laboratório de Toxicologia da Universidade, campus de Botucatu, onde será investigada a suspeita que o desastre ambiental tenha ocorrido por envenenamento ou uso irregular de agrotóxico.

No entanto, conforme informações da assessoria da promotoria, a análise também levará em conta o fenômeno da decoada.

A promotoria informa que não foi possível a coleta de peixes “em razão do elevado estado de putrefação, o que prejudicaria o exame laboratorial”.

Na análise na Unesp, a professora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), doutora Helena Cristina da Silva de Assis, especialista em toxicologia ambiental, atualmente cursando pós-doutorado na Universidade do Canadá, dará suporte técnico.

De acordo com a promotoria, a Unesp “tem um laboratório conceituado” e quanto maior o número de análises, mais apurado será o caso.

O promotor deve levar em conta também, em seu inquérito, os resultados que serão divulgados pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul)

Equipe composta pela PMA (Polícia Militar Ambiental), Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Sanesul e Daex.( Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução) foi responsável pela coleta.

A promotoria do município instaurou, na segunda-feira, inquérito para investigar o caso.

PMA e Imasul - A PMA considerou remota a possibilidade de os peixes terem morrido por envenenamento e confirma que a causa mais provável é a decoada. O Imasul emitiu um relatório que segue a mesma linha: foram encontrados indícios da falta de oxigênio, embora não estejam descartadas outras hipóteses.

O relatório apontou que o fenômeno da decoada possa ter ocorrido em função da alta temperatura da água, que provoca o aumento do metabolismo dos organismos e ao mesmo tempo a diminuição na solubilidade dos gases.




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