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17/10/2014 15:01

Quente e seco, outubro tem recorde de ocorrência de queimadas em MS

Liana Feitosa
Só de quarta-feira (15) para quinta-feira (16), 80 pontos foram contabilizados. (Foto: Arquivo/Marcelo Calazans)Só de quarta-feira (15) para quinta-feira (16), 80 pontos foram contabilizados. (Foto: Arquivo/Marcelo Calazans)

Os primeiros 15 dias de outubro registraram mais que o dobro de focos de incêndio no Brasil em comparação ao mesmo período do ano passado. Em Mato Grosso do Sul, dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) indicam que, entre o dia primeiro e o dia 15 deste mês, foram contabilizados 293 focos contra 225 no mesmo período de outubro do ano passado. Ou seja, na metade de outubro, o total de queimadas já supera em 30% o número de ocorrências em todo o mês no ano passado.

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Só de um dia para o outro, de quarta-feira (15) para quinta (16), 70 pontos foram contabilizados pelo satélite de referência do Inpe, chegando a um total de 363 nos dezesseis primeiros dias do mês. No mês passado, 365 focos foram contabilizados em Mato Grosso do Sul. Portanto, o índice de outubro indica que, até o fim deste mês, a marca de setembro será ultrapassada.

Em todo o país, o total de focos chegou a 24.237 nos primeiros 15 dias de outubro, número 113% maior que os 11.375 casos registrados no mesmo período do ano passado. O que chama a atenção, no entanto, é que, historicamente, setembro é o mês que concentra o maior número de ocorrências de todo o ano, tendência que não se repetiu neste outubro de calor atípico.

Explicação - Para o coordenador estadual do PrevFogo, Alexandre Pereira, a explicação para os registros recentes foi a baixa incidência de incêndio durante o mês de agosto e, principalmente, setembro. "Portanto, não é que outubro está com um número elevado de focos, mas setembro que foi um mês com poucos focos registrados", explica.

"Agora, por causa das altas temperaturas e da ausência de chuva, tivemos um aumento considerável se comparmos com setembro", completa. Segundo ele, o calor facilita a propagação do incêndio. "E a diminuição da umidade, somada ao calor, faz com que o fogo tenha mais facilidade ainda de se alastrar, qualquer faísca pode se tornar um grande incêndio", afirma.

Futuro - Ainda de acordo com Alexandre, tudo indica que a situação só comece a amenizar no fim do mês. "O prognóstico climático para Mato Grosso do Sul continua crítico em relação à temperatura alta e à ausência de chuva. Nossa preocupação aumenta por causa do prognóstico, então estamos cada dia mais alertas", finaliza.

O bioma mais afetado nos últimos dois dias foi o Cerrado, segundo a Agência Brasil. No ecossistema, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, foram registradas 2.126 ocorrências, o que equivale a 59% dos incêndios dos dois últimos dias.




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