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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

31/08/2015 14:07

Simpósio reúne jornalistas para debater inovação e sustentabilidade no campo

Liana Feitosa
Simpósio reuniu jornalistas durante bienal nesta segunda-feira. (Foto: Vanessa Tamires)Simpósio reuniu jornalistas durante bienal nesta segunda-feira. (Foto: Vanessa Tamires)

A Bienal dos Negócios da Agricultura do Brasil Central, que acontece no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande, reuniu jornalistas durante simpósio nesta segunda-feira (31). O evento cujo tema foi "A realidade de inovação e sustentabilidade no campo como resposta às demandas para o setor", colocou em pauta assuntos como inovação tecnológica no campo, produção e produtividade e sustentabilidade.

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Um dos palestrantes foi o gerente executivo do Instituto Fórum do Futuro, o jornalista Fernando Barros, pioneiro do Jornalismo Ambiental no Brasil.

Ele se especializou no tema em Paris, na França, foi correspondente de órgãos de imprensa naquele país e trabalhou por 20 anos no jornal Estado de São Paulo. O jornalista destacou no evento as responsabilidades e desafios da cobertura jornalística de temas voltados ao meio ambiente e à agricultura no Brasil e em Mato Grosso do Sul, que exerce grande influência em relação ao tema, já que está entre os maiores produtores mundiais de carnes e grãos.

Para ele, os desafios nacionais aumentam quando consideradas estimativas que apontam que, em 2050, o Brasil será o responsável por 40% da agricultura mundial.

"O jornalismo é o desafio permanente de integrar diferentes temas e áreas, e exige um grande trabalho e habilidade no lidar dos fatos. A ciência permite essa análise, dá informações para isso, mas o jornalista precisa ser completo para conseguir lidar com todo esse conjunto de temas", detalha Fernando.

Jornalista Fernando Barros palestrou durante bienal nesta segunda-feira e destacou desafios do jornalismo ambiental no Brasil e em Mato Grosso do Sul. (Foto: Vanessa Tamires)Jornalista Fernando Barros palestrou durante bienal nesta segunda-feira e destacou desafios do jornalismo ambiental no Brasil e em Mato Grosso do Sul. (Foto: Vanessa Tamires)

Para ele, o desafio maior está em trabalhar conteúdos sobre meio ambiente e agronegócio de maneiras que permitem o oferecimento de informações completas e de formas que a sociedade entenda.

“A comunicação precisa traduzir ao consumidor de notícia a complexidade da realidade econômica e social. Quando você cai na superficialidade, você entra no campo ideológico”, analisa.

Portanto, para ele, essa tradução está sob responsabilidade, principalmente, do jornalista. "Os técnicos não tem a missão de falar com a sociedade. As informações que eles têm não estão organizadas, não estão decodificadas, elas não deixam claro qual o significado social e econômico de temas como a agricultura", explica.

"Por isso, a comunicação tem o compromisso de ser a 4ª dimensão da sustentabilidade, ou seja, ela precisa envolver os aspectos econômicos, sociais e ambientais de práticas como a agricultura", pontua. "Se não fazemos isso, será que estamos contando a história da maneira correta?", questiona.

Renato Simplício Lopes, vice-presidente do sistema CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) no Distrito Federal, também participou do simpósio. Ele apresentou breve contextualização a respeito do tema agricultura, citando os desafios da abordagem do assunto no país.




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