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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

19/12/2012 12:28

Um dia após fechamento do lixão, catadores estão sem trabalhar

Francisco Júnior e Mariana Lopes
Reunião foi realizada nesta manhã. (Foto: Rodrigo Pazinato)Reunião foi realizada nesta manhã. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Um dia após o fechamento do lixão de Campo Grande, os catadores ainda estão sem trabalhar. A estrutura da cooperativa ao lado do aterro sanitário que fica no bairro Dom Antônio Barbosa, não ficou pronta, impossibilitando o início das atividades.

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Ontem (18), catadores contrários ao fechamento do lixão entraram em confronto com a Polícia. Pelo menos nove pessoas ficaram feridas.

De maneira pacifica, os trabalhadores e representantes da Solurb, empresa responsável pela coleta do lixo no município, se reuniram nesta manhã e definiram os procedimentos para o funcionamento da cooperativa.

Na ocasião, determinaram a função que cada catador, dos 90 cadastrados, irá desempenhar na cooperativa. Entre os cargos constam: no operacional, detritos e administrativa.

O superintendente da CG Solurb, Élcio Terra, informou que para a cooperativa entrar em funcionamento só depende da organização dos catadores, e segundo ele, caso isso ocorra ainda hoje, amanhã os trabalhos no aterro já podem ser iniciados.

O encarregado operacional da Solurb, Gustavo Pitaluga, durante a reunião, orientou os catadores de que maneira se organizar.

Hoje à tarde, uma comissão formada pelos trabalhadores vai se reunir com objetivo de elaborar o regimento interno da cooperativa, um dos critérios determinado pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), que tem que aprovar o documento para a cooperativa entrar em operação.

Edna Chaves, líder dos catadores, afirmou que os trabalhadores já estão organizados e só aguardam a empresa entregar os uniformes. No total, se cadastraram para começar a trabalhar de imediato 78 catadores.

Caso a cooperativa entre em funcionamento nesta quinta-feira (20) será de maneira improvisada. Os dois galpões construídos no aterro ainda não estão concluídos e os equipamentos para separação do lixo não foram comprados.

O galpão de responsabilidade da prefeitura construir no local também não ficou pronto. Apenas 15% da obra foram executadas. Nesse espaço que irá funcionar a cooperativa. A previsão é de que a estrutura seja entregue em 120 dias.

O lixo recolhido na cidade já está sendo despejado no aterro.

 




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