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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

11/11/2016 17:38

Após manhã de protestos, manifestantes discutem educação e liberdade de gênero

Adriano Fernandes
Cerca de 500 pessoas acompanharam a aula pública desta tarde na UFMS. (Foto: Adufms) Cerca de 500 pessoas acompanharam a aula pública desta tarde na UFMS. (Foto: Adufms)

Após manhã de paralisação e protestos a tarde desta sexta-feira (11) foi de discussão sobre as reformas do ensino médio entre os manifestantes contrários aos projetos de reforma do presidente Michel Temer (PMDB). Cerca de 500 pessoas acompanharam aula pública realizada na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) desde as 14h de hoje (11).

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Além de alunos e professores da instituição a aula aberta teve as falas de representantes da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais em EducaçãoPública) e Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e também do secretário Wisley Pereira, coordenador geral do Ensino Médio no MEC (Ministério da Educação).

“São mudanças que não foram discutidas entre os profissionais da educação e que retira da grade educacional matérias importantes como filosofia, sociologia, história e outros temas relevantes como cultura afro-brasileira e indígena. Além de fazer o ensino médio ter um caráter profissionalizante”, comentou a Mariuza Guimarães – presidente Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Ás 17h teve inicio o “3° Sararte” na Casa da Ciência que também fica dentro da cidade universitária da UFMS. Além de discussões sobre a onda conservadora na política do país a liberdade de gênero é um dos principais temas do encontro. Mas também irão ocorrer atividades culturais como exposições de arte, observação astronômica, musica e dança.

Manifestações – Pela manhã, cerca de 400 pessoas protestaram na Praça do Rádio contra os projetos de reforma. A ações fazem parte da "Greve Geral Nacional" organizada em todo o país pelas Centrais Sindicais contra a antiga PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 241, atual PEC 55 que está tramitando no Senado, que limita os gastos públicos do País durante 20 anos.

Os manifestantes também são contra os projetos que tratam do teto dos gastos públicos, a renegociação das dívidas dos Estados e Distrito Federal com a União e as reformas da Previdência e do Ensino Médio.

De acordo com a CUT (Central Única dos Trabalhadores em MS), até esta manhã ao todo, estavam paralisados cerca de 30 mil trabalhadores do funcionalismo público municipal, estadual e federal, do setor da alimentação, construção civil e profissionais da educação em MS.




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