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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

02/11/2016 13:42

Cunha chama Delcídio e Bumlai como testemunhas de defesa na Lava Jato

Outras 20 pessoas constam na lista do deputado cassado

Yarima Mecchi
Delcídio também é investigado pela Lava Jato. (Foto: Arquivo)Delcídio também é investigado pela Lava Jato. (Foto: Arquivo)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chamou o ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido) e o pecuarista de Mato Grosso do Sul, José Carlos Bumlai, como suas testemunhas de defesa na ação penal que enfrenta na Operação Lava Jato. Outras 20 pessoas constam na lista do deputado cassado. 

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O rol de testemunhas consta da resposta de Cunha à denúncia do MPF (Ministério Público Federal). Entre os nomes, também foram chamados o presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bumlai foi preso em novembro de 2015, na etapa da Lava Jato que recebeu o nome de "Passe Livre" devido à amizade com Lula. Segundo os investigadores, o pecuarista tinha trânsito livre no Palácio do Planalto. Ele teria sido usado como “laranja” do PT para pagar dívida de campanhas eleitorais da legenda.

Delcídio também foi preso, em novembro passado, mas solto neste ano, quando fechou acordo de delação premiada. Contra ele, pesa a denúncia de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato. Em meados deste ano, ele acabou tendo o mandato cassado no Senado.

Já o ex-presidente da Câmara foi preso preventivamente em 19 de outubro em Brasília, por ordem do juiz federal Sérgio Moro. De acordo com o jornal Estadão, o peemedebista teria solicitado e recebido, entre 2010 e 2011, período em que era deputado federal, vantagem indevida, relacionada à aquisição, pela Petrobras de um campo de petróleo em Benin.

Cunha é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fraudulenta de divisas pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina do esquema na Petrobras. A ação já havia sido aberta pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em junho.

Ele perdeu foro privilegiado porque foi cassado pela Câmara e o processo foi remetido para a primeira instância em Curitiba. O ex-presidente foi cassado por 450 votos a 10, no dia 12 de setembro. Com isso, o Supremo remeteu esta ação contra o peemedebista para a Justiça Federal em Curitiba, sede da Lava Jato.




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