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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

09/11/2016 10:04

Procurador da Câmara ainda aguarda transferência no Centro de Triagem

André Scaff conseguiu liberação para ocupar uma sala especial no comando da PM

Mayara Bueno e Richelieu de Carlo
Centro de Triagem, no Jardim Noroeste. (Foto: Richelieu de Carlo)Centro de Triagem, no Jardim Noroeste. (Foto: Richelieu de Carlo)

André Scaff ainda está no Centro de Triagem. Nesta quarta-feira (9), o procurador da Câmara Municipal de Campo Grande aguarda liberação para ser transferido para uma sala especial no Comando da PM (Polícia Militar), depois de autorização judicial, concedida na noite de ontem.

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De acordo com o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stroppa, ainda não há horário definido para a transferência e que, agora, aguarda-se a escolta da Polícia Militar.

Scaff conseguiu autorização para cumprir a prisão, decretada em 8 de outubro, em uma sala especial, pois, por ser advogado, o procurador tem a prerrogativa para tal. A OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso do Sul) entrou com pedido no TJMS (Tribunal de Justiça de MS), não conseguiu a transferência por aqui e recorreu no STJ (Superior Tribunal de Justiça), obtendo, desta vez, parecer favorável.

O advogado de defesa, José Wanderley Bezerra, afirmou, mais cedo, que não sabia o horário de transferência, pois aguardava o ofício da Justiça, e que ainda é incerto o futuro local da prisão. O presidente da OAB, Mansour Karmouche, havia dito que o procurador deve ir para o Comando da PM, no Parque dos Poderes, enquanto a defesa coloca também como opção o Presídio Militar.

O procurador é o principal alvo da Operação Midas, que apura os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

Ele é suspeito de receber propina no valor de R$ 3 milhões, para aditar e renovar contratos de empresas prestadoras de serviços com a prefeitura, no período em que foi secretário de finanças, na gestão de Gilmar Olarte – que durou de março de 2014 a agosto de 2015.

Prisões – Scaff já foi preso três vezes este ano. Ele foi detido pela primeira vez em maio, porque durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa dele foram encontradas munições calibre 38 e o procurador não tem porte de arma.

Ele também ficou preso de 18 a 20 de setembro. Desta vez o mandado foi expedido a pedido do Gaeco, que acusava Scaff de atrapalhar as investigações contra ele, no âmbito da Operação Midas.

Para pedir a terceira prisão, o grupo de investigadores do MPE (Ministério Público Estadual) evidenciou que o servidor público municipal continuava tentando ocultar provas contra ele.




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