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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

10/11/2016 09:09

Procurador da Câmara já está em 'sala especial' no presídio militar

André Scaff conseguiu benefício por ser advogado

Mayara Bueno
André Scaff, procurador da Câmara, na primeira vez que foi preso, em maio deste ano. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)André Scaff, procurador da Câmara, na primeira vez que foi preso, em maio deste ano. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

O procurador da Câmara Municipal de Campo Grande, André Scaff, já está no Presídio Militar, no Complexo Penitenciário, no Jardim Noroeste. Na noite de terça-feira (8), ele conseguiu autorização judicial para ocupar uma ‘sala especial’, depois que a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso do Sul) entrou com pedido no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

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De acordo com o advogado de defesa, José Wanderley Bezerra, a transferência do Centro de Triagem, onde Scaff estava detido desde 8 de outubro, aconteceu no fim da tarde de quarta-feira (9), de “forma tranquila”.

A defesa não deu detalhes de como é o local ocupado pelo procurador. Ontem, José disse que a sala  “tem condições mínimas”, banheiro e deverá ser usada exclusivamente por Scaff. A lei prevê que advogados presos ocupem sala de Estado Maior ou, se não tiver local adequado, a prisão deve ser cumprida em regime domiciliar.

As informações foram confirmadas pelo diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Gestão do Sistema Penitenciário), Ailton Stroppa. No Centro de Triagem, André Scaff ocupou a cela 17, conhecida por manter presos “famosos”. Ao todo, eram 24 ocupantes.

O procurador é o principal alvo da Operação Midas, que apura os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

Ele é suspeito de receber propina no valor de R$ 3 milhões, para aditar e renovar contratos de empresas prestadoras de serviços com a prefeitura, no período em que foi secretário de finanças, na gestão de Gilmar Olarte – que durou de março de 2014 a agosto de 2015.

Nesta quinta-feira, o advogado do procurador afirmou que ele está bem, “dentro das possibilidades” e, que, não há, até agora, nenhuma decisão judicial a respeito do recurso que tenta revogar a prisão.

Prisões - Scaff já foi preso três vezes este ano. Ele foi detido pela primeira vez em maio, porque durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa dele foram encontradas munições calibre 38 e o procurador não tem porte de arma.

Ele também ficou preso de 18 a 20 de setembro. Desta vez o mandado foi expedido a pedido do Gaeco, que acusava Scaff de atrapalhar as investigações contra ele, no âmbito da Operação Midas.

Para pedir a terceira prisão, o grupo de investigadores do MPE (Ministério Público Estadual) evidenciou que o servidor público municipal continuava tentando ocultar provas contra ele.




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