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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

05/08/2011 10:53

Projeto Arara Azul chega a 6 mil aves de volta à natureza no Pantanal

Agora instituto pede apoio da população para descobrir em que locais as aves são vistas

Ângela Kempfer
Arara azul em ninho em Miranda. (Foto: Divulgação)Arara azul em ninho em Miranda. (Foto: Divulgação)

Com o desafio de devolver à natureza mais aves da espécie ameaçada de extinção, o Projeto Arara Azul chega a 6 mil animais registrados e agora pede o apoio da população para descobrir em que locais as aves são vistas em Mato Grosso do Sul.

Quando o projeto começou, há quase 13 anos, havia cerca de 1,5 mil araras azuis na natureza. O número aumentou quatro vezes, graças ao empenho diário de biólogos, o que envolve acompanhamento de ninhos espalhados pela região pantaneira.

No Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, fica a base da equipe do Instituto Arara Azul, responsável pelo serviço de conservação da espécie.

O trabalho começa pela manhã, quando a equipe sai a campo para monitoramento dos ninhos, para verificar a condição dos filhotes.

Em 1998 houve a implantação da 1ª base de campo na Caiman e hoje são duas bases com monitoramento nas regiões da Nhecolândia e Abobral.

Segundo o instituto, também há o envolvimento da comunidade, com educação ambiental para crianças, peões e fazendeiros no Pantanal, além de palestras e oficinas de corte-costura e artesanato.

Bióloga faz monitoramento de ninho na Reserva Caiman. Bióloga faz monitoramento de ninho na Reserva Caiman.

Tráfico - Do outro lado neste desafio estão problemas como o tráfico de animais silvestres. A bióloga Fernanda Fontoura comenta que a cobiça por esse tipo de ave ocorre porque “é um bicho muito bonito, ela é igual um papagaio, se você ensinar a falar ela fala, a dançar ela dança. É um bicho extremamente inteligente, muito curioso e muito bonito”

Também existe a caça e o desmatamento que acaba com os ninhos nas árvores. “Cada arara azul bota em média dois ovos por ninho, no máximo três, e esses ovos e os filhotes ainda correm o perigo da depredação”, lembra Fernanda.

Atualmente, a espécie enfrenta maior risco, porque está em período de reprodução, que vai de julho a março. A grande preocupação, no entanto, é com o mês de setembro, quando os ovos começam a eclodir e os filhotes viram alvo dos traficantes.

Para acompanhar o crescimento da espécie, o projeto instala microchip e coleta sangue de cada uma das aves, também para estudos genéticos e de sanidade.

Para abranger todos os municípios onde há a espécie, o Instituto Arara Azul pede que as pessoas comuniquem o projeto, ao ver uma arara azul, pelo e-mail projetoararaazul@gmail.com




Olá, eu sou biólogo e admiro muito o trabalho e a atitude da Neiva Guedes e de sua equipe . Gostaria de me associar se possível ao projeto, e adquirir bonés e camisas . E se puder notícias do projeto .


Parabéns é muito bom ter uma colega de profissão como você.
 
Saulo Toledo de Araujo em 11/04/2012 12:24:20
Gostaria de manter contato com a Sr. Neiva Guedes, do Projeto Arara Azul.

Att.
Cleuva.
 
Cleuva Rezende sousa em 23/02/2012 11:24:04
Na Chácara das Mansões, saída de Campo Grande para Dourados, há muitas araras azuis. Onde resido, Eco-Sitioca, há vários pés de buriti e as araras se deliciam com as frutas.Estou às ordens do projeto para qualquer informação.
 
ERON BRUM em 06/08/2011 08:54:04
Parabens para os biologos envolvidos no projeto. Com certeza a população vai apoiar.
 
antonio lino odigues de sá em 06/08/2011 07:00:27

Isto sim é motivo de orgulho para nos.. e com louvavel apreço pelo grande trabalho dos Biologos envolvidos no projeto..!!!!
 
Renato Dutra em 05/08/2011 04:07:19
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