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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

01/08/2015 11:18

Polêmico Uber, a alternativa ao táxi, divide a população e os vereadores

Juliana Brum
O aplicativo Uber gera polêmica mesmo dentre os taxistas (Foto - Marcos Ermínio)O aplicativo Uber gera polêmica mesmo dentre os taxistas (Foto - Marcos Ermínio)

A polêmica do aplicativo de celular conhecido como Uber, que funciona como um transporte público, mas não é taxi, chegou a Campo Grande. O Fórum da Cidadania cobra a regulamentação do serviço pelo poder público na Capital, que sofre com a defasagem na frota de táxi.

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Segundo o coordenador do Fórum da Cidadania, Haroldo Borralho, o Ministério Público, o Procon, a Prefeitura, o Governo e a Câmara devem tomar a iniciativa e regularizar o Uber.

"Sou favorável da liberação do aplicativo, porque não podemos ir contra a tecnologia e as pessoas podem escolher. Não adianta a Câmara ser contra. Sabemos que os taxistas são contra, mas é necessário esta competição" defendeu Haroldo.

Na Câmara,  há vereadores a favor e contra, como é o caso de Luiza Ribeiro (PPS). A vereadora é contra a liberação deste aplicativo e já criou junto com o vereador Marcos Alex (PT) um projeto de lei que proíbe a regulamentação do aplicativo e veta a utilização de carros particulares cadastrados em aplicativos, com a intenção de promover transporte remunerado individual de pessoas, em locais pré-estabelecidos. Ela justifica que o Uber não deixa de ser um taxi sem regulamentação.

"Apesar da tecnologia trazer inovações, não pode ser usada em vias contrárias a lei vigente, já que esta prática (transporte remunerado) é uma atividade privativa dos profissionais de taxistas, que tem certificação" justificou Luiza.

Já o vereador Paulo Siufi (PMDB) defendeu a regulamentação do Uber. "Muitas capitais já normatizaram e eu acredito que seja necessário uma audiência pública, que eu convocarei para a segunda semana de agosto, porque é necessário ouvirmos todos os interessados e segmentos envolvidos. Mas eu sou a favor da regulamentação, sim" disse o peemedbista. 

No mesmo ponto há 23 anos, o taxista José Pereira acha que há espaço para todos, inclusive para estes novos motoristas. "Tanto faz, porque me lembro quando os moto-taxistas surgiram foi uma polêmica, mas nada afetou o nosso espaço. Eu acho que o Uber não vai afetar em nada" disse José.

José Pereira está no ramo há 23 anos e não acha que o Uber irá tirar passageiros dos taxistas (Foto - Marcos Ermínio)José Pereira está no ramo há 23 anos e não acha que o Uber irá tirar passageiros dos taxistas (Foto - Marcos Ermínio)
Cristiane Moreno acha bacana novas tecnologias que sirvam para ajudar os passageiros ( Foto - Juliana Brum)Cristiane Moreno acha bacana novas tecnologias que sirvam para ajudar os passageiros ( Foto - Juliana Brum)

A consultora de produtos naturais, Cristiane Moreno, 42, disse que já ouviu falar do aplicativo e acha que é legal e defende a regulamentação do Uber. 

O comerciante Franklin Sugimoto, 36, é contra. "Os taxistas são preparados para tal profissão, além de trabalharem regulamentados, por isto não sou à favor deste aplicativo" afirmou Sugimoto.

Sobre o aplicativo - Para se cadastrar no Uber como motorista é preciso ter uma carteira com licença para exercer atividade remunerada, ter seguro que cubra o passageiro e o carro precisa ser sedã comprado a partir de 2009. É feita ainda a checagem de antecedentes criminais.

Os usuários também são envolvidos nesse processo. Ao concluir o pagamento, os passageiros são convidados a fazer uma avaliação. Motoristas que são classificados com menos de quatro estrelas são barrados pela empresa.




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