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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

24/05/2014 10:09

"Dono da rua", flanelinha usa cones e tem "53 clientes mensalistas"

Filipe Prado
Eduil usa cones para marcar as vagas dos clientes (Foto: Marcelo Victor)Eduil usa cones para marcar as vagas dos clientes (Foto: Marcelo Victor)

Com uma lista de mais de 50 clientes, um flanelinha sustenta a família com a mensalidade de motoristas que estacionam na Rua Edmar Pinto Costa, no Jardim dos Estados. O “dono da rua” não cobra para que as pessoas estacionem no local, mas cada cliente chega a pagar R$ 40 por mês para ele.

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Eduil Pereira Santos, 42, que ainda mora com a mãe no Bairro Guanandi, já trabalha como flanelinha há 29 anos. Seguindo o Fórum, ele começou a cuidar carros em vários pontos da cidade, até chegar no seu ponto atual.

Trabalhando cerca de 12 horas por dia, das 6h até as 19h30, Eduil coloca cones para se "apossar" da rua e garantir o lugar de seus clientes. Ele improvisa o um "estacionamento particular" com um apito. Conforme o flanelinha, o espaço deveria ser dedicado somente aos servidores públicos que trabalham próximo ao local.

Ele disse que "ninguém é obrigado a pagar", mas que qualquer colaboração é bem vinda. “Paga quem quer, se não quiser pagar, eu cuido do mesmo jeito”, garante o flanelinha. Ele diz que não tem valor fixo estipulado. "Os motoristas pagam o quanto podem”. No entanto, ele tem até uma lista de mensalistas e recebe de R$ 10 a R$ 40 por mês por cada carro. A lista tem 53 clientes.

Um dos clientes é o servidor público Osney Donizete Ramos, 42. Ele já parou o carro no “estacionamento” de Eduil algumas vezes. “Eu fui muito bem tratado, um atendimento muito bom”, comentou. Ele disse que o “dono da rua” anotou o nome e telefone dele para que, caso acontecesse algo, ele entrasse em contato.

Com a ajuda de um apito, Eduil ajuda os motoristas a estacionarem (Foto: Marcelo Victor)Com a ajuda de um apito, Eduil ajuda os motoristas a estacionarem (Foto: Marcelo Victor)

“Foi um meio que ele arrumou para se sustentar. Criou uma lista, formou uma clientela”, constatou o servidor público. Osney acha que a presença do flanelinha traz uma segurança maior para os motoristas que precisam deixa o carro estacionado ali. “Eu não vejo nada de errado, ele está trabalhando, é uma segurança a mais”.

E como Eduil afirmou, Osney confirmou que o flanelinha não nenhum valor fixo para os motoristas e eles pagam “de acordo com a consciência de cada um”.

Já o servidor público Flávio Possaf, 54, já conhecia ele desde 2000, quando ele trabalhava próximo a Avenida Fernando Corrêa da Costa. Algum tempo depois ele mudou para o centro, então não teve mais contato com Eduil, o reencontrando este ano. “Eu não conseguia vaga, então resolvi parar com ele, pois vi vários lugares vagos”, explicou.

Ele paga cerca de R$ 10 por semana, para que o flanelinha cuide de seu carro. “É mais barato que parar eu um estacionamento. O parquímetro também não compensa, por que vale somente por duas horas e eu trabalho seis”, ressaltou Flávio.

“Eu nunca tive problemas com ele, sempre cumprimenta e é simpático comigo”, apontou o servidor.

E para a comodidade dos clientes, Eduil sugeriu que as vagas fossem colocadas de uma forma diferente, na transversal, para que “mais carros possam parar, por que eles não podem ficar parados em lugares com parquímetro”, finalizou o “dono da rua”.

De segunda a sexta o estacionamento fica lotado (Foto: Marcelo Victor)De segunda a sexta o estacionamento fica lotado (Foto: Marcelo Victor)
Ele não tem taxa fixa, mas chega a ganhar R$ 40 de cliente (Foto: Marcelo Victor)Ele não tem taxa fixa, mas chega a ganhar R$ 40 de cliente (Foto: Marcelo Victor)
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isso e um absurdo ja pagamos ipva, licenciamento,seguro obrigatório e ainda ficamos reféns desse povo e as autoridades não faz nada o pior e q tem gente que apoia esse tipo de coisa pega esse povo e leva pra casa então
 
angelo oliveira em 01/04/2015 22:12:06
O Sr. Eduil Pereira Santos diz que não cobra mas uma noite parei na rua citada para ir assembléia dos bancários e ao deixar o local o mesmo saiu correndo atrás do meu carro e gritando palavras ofensivas. Isso de forma alguma deve acontecer. As ruas são públicas e ninguém deve se apossar das mesmas com quaisquer objetivos.
 
Fabio Vicente de Franca em 24/05/2014 22:17:06
Vê se pode onde estamos. DONO da RUA Cadê ás autoridades pra vê esta situação ?
Ainda tem cidadão que paga e acha correto estes Absurdos dos absurdos.
Isto só pode acontecer aqui em Campo Grande. Pois não temos fiscalização.
Pagamos impostos pra nada.
 
JOSÉ FERREIRA ROSA em 24/05/2014 18:49:04
Também concordo com MARCOS, já é difícil encontrar vaga na região, ainda mais quando o espaço público é loteado para interesses particulares e apesar da rua ficar atrás da SESAU e bem ao lado do CETRAN, nada parece ser feito pelos órgãos competentes para impedir tal prática, visto que para esses "mensalistas" desde que atenda suas necessidades, não tem problema o cara colocar cones reservando vaga, impedindo que outras pessoas que precisem da vaga e não sabem que o espaço esta sendo explorado por interesse particular, acaba indo parar bem mais longe, por achar que o local está em manutenção ou com impedimento autorizado pela AGETRAN ou CPTRAN. A necessidade de um não pode ser suprida explorando outras pessoas, mesmo que diga que não cobra, gera constrangimento e medo caso não pague.
 
Bernardino Balbuena em 24/05/2014 16:42:53
A moda "já pegou". Somente um, entre vários exemplos: empresa construindo na esquina das ruas dom aquino/13 de junho, "loteia" varios metros ao longo do meio feio de ambos os logradouros, com cones branco/vermelho, impossibilitando o estacionamento dos veículos.
Cadê a fiscalização?
 
EDSON TROMBINE LEITE em 24/05/2014 12:28:56
Se a moda pega vai ficar mais difícil ainda conseguir lugar para estacionar no já apertado trânsito de Campo Grande. Esses cones dão a impressão de que ali possa estar alguma empresa executando alguma obra pública; e mais, não se pode guardar vagas e dar preferência a quem quer que seja para guardar seus veículos em via pública. Exceto claro, bombeiros, ambulâncias, polícias etc.
 
MARCOS CAETANO DA SILVA em 24/05/2014 10:44:21
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