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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

09/01/2014 16:01

Acidentes na Capital mataram 106 pessoas, 55% eram motociclistas

Aliny Mary Dias
Ciclista foi uma das 106 vítimas da violência no trânsito de Campo Grande em 2013 (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)Ciclista foi uma das 106 vítimas da violência no trânsito de Campo Grande em 2013 (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)

A violência no trânsito de Campo Grande deixou um vazio na vida de 106 famílias no ano passado. Um levantamento do site Estrela no Asfalto, que leva em conta dados oficiais e da imprensa, traduz a realidade que todos convivem diariamente, os motociclistas são os que mais morrem na Capital.

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Em relação ao ano de 2012, o ano passado teve uma diminuição de 15% no número de mortes. Outro dado que chama a atenção é o perfil das vítimas, 58 eram motociclistas, número que representa 55% das vítimas, 18 pedestres e 10 ciclistas.

Os motoristas de carro que perderam a vida no ano passado chegaram a 10, mesmo número em relação aos passageiros que também morreram em acidentes.

Além de juntar os dados e criar as estatísticas, o projeto da jornalista e publicitária Val Reis traz a história das vítimas. Um breve histórico da vida de cada um que morre no trânsito é publicado no site de acordo com relatos de familiares, amigos, perfis na internet ou matérias de veículos de comunicação.

Mortes chegaram a 106 no ano passado (Foto: Divulgação/Estrela no Asfalto)Mortes chegaram a 106 no ano passado (Foto: Divulgação/Estrela no Asfalto)
Motociclistas são os que mais morrem na Capital (Foto: Divulgação/Estrela no Asfalto)Motociclistas são os que mais morrem na Capital (Foto: Divulgação/Estrela no Asfalto)

Val conta que um dos diferenciais do projeto é humanizar os acidentes abrindo espaço para comentários daqueles que conheciam as vítimas. “As pessoas publicam experiências que tiveram com as pessoas e isso emociona”, explica.

Uma das histórias que chamou a atenção da jornalista e de muitos campo-grandenses ocorreu em 2012, na Avenida Mato Grosso. A jovem Naiane de Melo Nunes era passageira de um carro conduzido por uma jovem de 19 anos. A motorista perdeu o controle da direção e bateu contra um coqueiro. A condutora admitiu ter ingerido bebida alcoólica.

“O caso da Naiane me marcou muito porque a mãe dela deixou relatos que mexeram bastante com a gente”, conta Val.

Outros dados das estatísticas do ano passado que chamam a atenção é em relação a idade das vítimas, 85% dos mortos eram homens. Os adultos são os que mais morrem em Campo Grande, 61% tinham entre 25 e 64 anos.

O levantamento traz ainda as regiões mais violentas da cidade. As saídas para Sidrolândia, Três Lagoas, Cuiabá e São Paulo possuem o triste recorde de 20 mortes.

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Superou os homicídios na capital que foram 105 em 2013... alguma coisa tem que ser feita!!!
 
Rodrigo Real em 09/01/2014 19:14:18
A noticia dada desta forma parece realmente que os motociclistas são os grandes vilões do transito, porem seria mais sensato colocar mais dados, por exemplo, quantos acidentes foram exclusivamente com motos? quantos acidentes tinham motos e carros? dos acidentes que tinham moto e carro envolvido, quantos foi apurado que a culpa era do motociclista? dos acidentes envolvendo carro e moto, quantos foram porque o motorista do carro estava no celular? Assim fica mais fácil de identificar o problema, a policia se baseia nos fatos da mesma forma que o jornal, 55% é de moto, então vamos intensificar nas motos, os carros estão de boa.
 
maximiliano nahas em 09/01/2014 17:40:54
E mesmo com o percentual de 55% para motociclistas, eles continuam fazendo zigue-zague, ultrapassando pela direita, passando no sinal vermelho, não sinalizando e por ai vai....
 
cristiana rosa em 09/01/2014 16:48:37
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