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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

19/01/2014 07:49

Além do Centro, caos no trânsito vira rotina nos bairros de Campo Grande

Zana Zaidan

A rua da Divisão, principal via de acesso aos bairros da região Sul, entre eles,o Aero Rancho, um dos mais populosos de Campo Grande, tem sofrido com um problema antes restrito ao Centro da cidade: o congestionamento no trânsito. Nos horários de pico, entre 6 e 8 horas, e na volta do trabalho, entre 17 e 19 horas, a via já não suporta o fluxo de carros.

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Estreita, esburacada e com asfalto irregular, a via é um retrato das filas de carros que moradores de áreas periféricas enfrentam nos últimos anos. A chegada de condomínios à região, aliada ao aumento da frota de veículos são responsáveis pelo tumulto.

Na hora do rush, motorista precisa ter cautela e paciência para enfrentar fila de carros (Foto: Marcos  Ermínio)Na hora do rush, motorista precisa ter cautela e paciência para enfrentar fila de carros (Foto: Marcos Ermínio)

“Antes, não era assim. Hoje, só quando os amarelinhos chegam é que dá uma organizada”, conta o comerciante Alécio Domingues, 57 anos, que há 15 mantém uma loja de calçados e acompanhou de perto as mudanças na via.

Ele conta que todos os dias de manhã, fiscais da Agetran (Agência Municipal de Trânsito) ficam nos semáforos que cruzam com a rua Ezequiel Ferreira Lima para orientar o trânsito. “Muita gente aqui só respeita quando vê o fiscal. Quando eles saem, todos furam o sinal”. No período em que a reportagem esteve no local, confirmou que a prática é mesmo comum.

A inauguração do residencial Village Parati, em 2011, também é apontada como divisor de águas. “Depois que surgiu o condomínio, o movimento por aqui aumentou demais”, opina o empresário Elvis Greff Torres, 35 anos. “Têm dias que eles mal conseguem sair com o carro da garagem”, acrescenta.

Há 15 anos na região, Alécio conta que trânsito só fica organizado com auxílio da Agetran (Foto: Marcos Ermínio)Há 15 anos na região, Alécio conta que trânsito só fica organizado com auxílio da Agetran (Foto: Marcos Ermínio)
Moradora de um condomínio, Sandra conta que às vezes mal consegue tirar o carro da garagem (Foto: Marcos Ermínio)Moradora de um condomínio, Sandra conta que às vezes mal consegue tirar o carro da garagem (Foto: Marcos Ermínio)

De uma só vez, o bairro ganhou 2.268 novas casas, cada uma delas, provavelmente com um ou mais carros na garagem.

“De manhã é um transtorno. Não fossem os amarelinhos, seria mesmo difícil de sair. Precisam arrumar uma solução já”, opina uma das moradoras do Village, a corretora Sandra Rosa, 45 anos.

Infraestrutura - A infraestrutura urbana, porém, não acompanhou o ritmo de crescimento da região. Seguindo pela rua da Divisão, no sentido Guaicurus, a rotatória que corta a Rachel de Queiroz é palco constante de acidentes.

Depois da rotatória, a rua da Divisão segue em mão dupla, porém com uma pista só.

“Imagina esse tanto de carro para passar em uma ruazinha estreita como aquela, cheia de buracos para desviar. É acidente direto”, relata Domingues.

Quem usa a via para voltar para casa, afirma que o jeito é ter paciência e, principalmente, redobrar a atenção. “Acho que tem que dirigir com mais cuidado do que quando se está no Centro. Aqui, por ser bairro, as pessoas ainda têm o costume de achar que é terra de ninguém, e a qualquer momento pode sair um movimento inesperado”, alerta a operadora de caixa Juliana Conceição, 21 anos, que há quatro meses passa pelo local para chegar ao Terra Morena, região do Los Angeles.

Além do Centro, caos no trânsito vira rotina nos bairros de Campo Grande



Conforme o bairro cresce populacionalmente, a prefeitura, detran e PM tem que ir buscando meios de desafogar o transito, nossas autoridades não fazem nada a respeito, São Paulo não é um comparativo mas é uma imagem de até onde pode chegar o caos no transito, mas lá eles se mechem e constroem viadutos e outras alternativas para desafogar o transito, lá tá chegando num ponto onde a única solução vai ser o carro que voa mesmo, mas aqui ainda dá pra fazer muita coisa, aliás dá pra fazer tudo, pois nada foi feito até agora.
 
maximiliano nahas em 20/01/2014 08:23:30
O transito de CGR está ótimo comparado a outras capitais como Cuiabá, Curitiba e Florianópolis. Aqui o trânsito ainda flui, devagar é claro mas vc não leva uma hora para chegar ao centro. O que percebo é que o povo aqui reclama demais, para não pegar transito aqui em CGR é muito simples basta você sair 20 minutos antes do horário habitual que sai. Mas não; a cidade cresce, menos o pensamento do cidadão que pensa ainda estar naquela época onde , de carro, saíamos 15 minutos antes dos nossos compromissos. Campo Grandenses acompanhem o crescimento da cidade.
 
JOSE NOGUEIRA NETO em 19/01/2014 23:28:02
Concordo em parte com o comentário de Jorge Elias, porém acho que já passou da hora de a atual administração, independente da pessoa ou partido que está no comando, elaborar um estudo detalhado e profundo sobre o trânsito de Campo Grande e promover com urgência as muitas melhorias que se fazem necessárias. Se a administração não conta com uma equipe capaz de fazer esse levantamento, tenho certeza de que os milhares de motoristas indignados da nossa capital terão muito prazer em ajudar com suas idéias!!
 
Icaro Sen em 19/01/2014 22:58:41
A Rua da Divisão hoje é considerada uma das principais avenidas para acesso aos bairros da região Sul, esperamos que o prefeito olhe com bons olhos para a nossa região na qual tem aumentado a população e precisamos muito que viabilize o nosso trafego, pois temos notado que o prefeito tem arrumado uma das avenidas mais importante da região que contribui muito para o acesso bairro centro, centro bairro, que são avenida Norte Sul ao qual esta sendo arrumada e a avenida das Bandeiras, somos gratos porque apesar de tão pouco tempo no serviço da prefeitura já está nos contemplando com estas avenidas arrumadas que contribuem muito para o trafego onde esperamos 8 anos na antiga gestão municipal e não conseguiram solucionar este grande problema.
 
Karine Martins em 19/01/2014 22:13:59
E os viadutos que o Bernal prometeu????
 
Maria Lima em 19/01/2014 13:44:00
Isso é reflexo da política do PT, que quis aumentar o apenas o poder de consumo das pessoas. Baixou IPI, e mesmo que nem podia saiu comprando carro, casa, eletrodoméstico, e hoje a economia sofre estagnação, inadimplência e as famílias individadas. As cidades não foram projetadas para acompanhar isso. Não houve conscientização política e social das pessoas. É a era do consumo e individualismo, é a era Dilma que tá acabando e o país afundando com as obras da Copa.
 
rafael santos em 19/01/2014 11:25:23
Uma cidade como Campo Grande, praticamente sem viadutos, não foi devidamente planejada para melhorar o fluxo do trânsito, hoje reflete o descaso de administradores que passaram.

 
Jorge Elias em 19/01/2014 09:33:22
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