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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

08/08/2015 10:18

Apesar de campanhas, mortes de pedestres ainda preocupam na Capital

Flávia Lima, Ricardo Campos Jr. e Filipe Prado
Ações do Dia do Pedestre querem reforçar importância do uso da faixa. (Foto: Fernando Antunes)Ações do Dia do Pedestre querem reforçar importância do uso da faixa. (Foto: Fernando Antunes)

Basta permanecer alguns minutos próximo a qualquer faixa de pedestres para observar o quanto essa sinalização, que pode evitar em até 50% o número de atropelamentos, é desrespeitada pelos próprio pedestre. Segundo dados do Portal do Trânsito Brasileiro, a cada sete minutos, uma pessoa é vítima de atropelamento no Brasil.

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A principal causa de tantos acidentes, conforme a chefe da Divisão de Educação da Agetran, Ivanise Rotta é a soma do desrespeito aos limites de velocidade pelos motoristas e a inconsequência de muitos pedestres, que arriscam a segurança ao atravessar fora da sinalização destinada a eles.

Essa realidade, infelizmente, ainda faz parte do cenário do trânsito campo-grandense. Tanto, que há cerca de um mês, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) em parceria com o Detran-MS (Departamento de Trânsito) de Mato Grosso do Sul realizou uma ação, nos principais cruzamentos da Capital, que incentivava os pedestres a obedecerem a faixa e ainda ressaltar a intenção de travessia esticando o braço.

Na ocasião, mesmo na presença de agentes de trânsito, a reportagem do Campo Grande News flagrou diversos pedestres atravessando as vias sem observar, sequer, o semáforo. Em algumas situações, inclusive, fazendo uso do celular.

Esse tipo de irresponsabilidade é visível nos dados relativos mortes por atropelamento. De acordo com o Placar da Vida, no primeiro semestre de 2014, entre os meses de janeiro a julho, foram computadas 11 mortes de pessoas que atravessaram fora da faixa.

No mesmo período de 2015, foram dez mortes. Apesar de a diferença ser de apenas um caso, Ivanise Rotta ressalta que os dados devem ser comemorados. "Foi uma vida poupada. Isso é importante", afirma. No entanto, ela concorda que falta mais conscientização dos motoristas quanto a necessidade de obedecer a velocidade limite das vias e também do pedestre, que precisa respeitar os locais próprios para travessia.

Mesmo com uma parcela da população cometendo imprudências, dados do Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito, mostram que houve redução de 27% no número de mortes de pedestres na cidade, na comparação de 2013 com 2014, com 22 e 16 acidentes fatais, respectivamente.

Menos velocidade - Na contramão de muitos motoristas que reclamam da redução nos limites de velocidade nas vias de todo o país, Ivanise Rotta afirma que esta é a uma tendência sem retorno. "Recentemente a prefeitura de Londres determinou o limite de 32 km de velocidade na área urbana. Temos que insistir nessa redução para zerar os óbitos", afirma.

E para reforçar essa conscientização, a Agetran realizou neste sábado (8), em frente a Morada dos Baís, na Avenida Afonso Pena, a ação “Pedestre: Hoje é seu Dia! Estendemos o tapete vermelho para você atravessar sempre na faixa”, em alusão a data dedicada aos pedestres e lembrada em todo o Brasil.

Os pedestres receberam orientações e dicas sobre a forma correta de atravessar a faixa, além de obter informações sobre temas referentes à segurança nas vias. O setor de educação da Agetran, integrantes do GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito) e demais órgão relacionados ao trânsito da Capital participaram da ação.

A diretora-presidente da Agetran, Elizabeth Félix, apontou que com a realização das campanhas, a cultura do trânsito de Campo Grande tem mudado. “O motorista já está parando na faixa, pelo menos mais do que antes. Mas os números de acidentes envolvendo pedestres nos mostra que é preciso melhorar”, comentou.

Ela espera que o número de mortes de pedestres não aumente até o final do ano e que diminua nos próximos, até chegar a zero.

Mas a diretora-presidente salientou que os pedestres devem ficar atentos as sinalizações de trânsito e mostrar ao motorista que ele quer atravessar a via. “Não é só botar o pé e sair atravessando, é preciso fazer um sinal. Ainda é preciso obedecer as regras, como a do semáforo, que deve ser respeitado pelas pessoas”.

Para ilustrar as ações, houve também apresentação do Grupo Teatral Chico Maria, que ajudou a reforçar, de forma lúdica, a importância de obedecer a legislação. Quem atravessasse na faixa ganhava uma garrafa para água.

O prefeito Gilmar Olarte compareceu a ação e ressaltou a importância da campanha e declarou que melhorias em Campo Grande estão sendo feitas para melhorar o trânsito, como os corredores de ônibus.

No final, o prefeito e a diretora-presidente da Agetran, além dos servidores, realizaram uma travessia simbólica.

Prefeito e presidente da Agetran, Beth Félix, fazem travessia simbólica (Foto; Fernando Antunes)Prefeito e presidente da Agetran, Beth Félix, fazem travessia simbólica (Foto; Fernando Antunes)



Caro Luiz Pereira, a faixa foi feita para os pedestres sim, mas isso não quer dizer que eles podem ir se "jogando" nas ruas sem observarem os sinais. Não é porque se está na faixa, que o transeunte pode se atirar na rua se o sinal estiver verde para os carros e vermelho para ele. Levando em conta que o pedestre é a parte mais vulnerável, ele deve ter sim atenção. Observar as leis de trânsito é dever de todos, e não só de motoristas. Uma simples ação não vai fazer cair a mão de ninguém. Irresponsabilidade existe de todos os lados, cabe a cada um fazer a sua parte,
 
Mariana Carvalho em 08/08/2015 20:16:03
O artigo 70 do CTB é claro: a preferência na faixa é do pedestre. Parar na faixa de pedestres é OBRIGAÇÃO do motorista, e não gentileza, e não depende de nenhum gesto do pedestre. Sra. Elizabeth Félix, qual o artigo do CTB que exige o tal "sinal"? Desde quando pedestres têm que pedir licença para atravessar, quando é deles a preferência? É vergonhoso ler uma declaração descabida como essa vindo da diretora da Agetran!!! A propósito, a fiscalização e educação devem estar focados nos MOTORISTAS, já que a maioria ignora a preferência dos pedestres. Onde está a fiscalização, sra. Elizabeth? Quantos motoristas foram multados por desrespeito ao pedestre (art. 214) em 2015?
 
Luiz Pereira em 08/08/2015 10:44:31
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