A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

04/04/2011 12:10

Após 3 anos de reclamações, universidade doa semáforo para cruzamento perigoso

Ricardo Campos Jr.

Motoristas e alunos de instituição denunciam mau funcionamento

Equipamento foi instalado em cruzamento perigoso. (Foto: arquivo)Equipamento foi instalado em cruzamento perigoso. (Foto: arquivo)

Passados 3 anos de reclamações, falta de providências e empurra-empurra de responsabilidades, a universidade Anhanguera-Uniderp comprou um semáforo novo para ser instalado no cruzamento da BR-163 (anel viário) e rua Alexandre Herculano. Isto porque o equipamento tem apresentado constantes problemas de funcionamento.

Segundo informações da assessoria de imprensa da Uniderp, o novo semáforo deve chegar em aproximadamente 15 dias.

Resta saber agora a quem caberá a instalação, pois, de acordo com a universidade, a Agetran (Agência Municipal de Transportes e Trânsito) informou que se trata de uma rodovia federal e, portanto, seria responsabilidade do Dnit (Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes).

Entretanto, o Campo Grande News conversou com o superintendente do órgão em Campo Grande Marcelo Miranda Soares sobre a instalação. Ele disse que não é procedimento habitual instalar equipamentos do tipo em rodovias federais. “O semáforo não é uma peça colocada pelo Dnit", disse Marcelo, “O Dnit não tem contrato de alguém para poder arrumar”.

Já o técnico da Agetran (Agência Municipal de Transportes e Trânsito) que coordena a área responsável pelos semáforos Mauro Chaves, disse que o órgão municipal não pode fazer a instalação sem que haja um convênio, pois, segundo ele, o trecho é de jurisdição federal.

“Assim que chegar à Uniderp possivelmente será firmado acordo”, acredita Mauro.

Providências - Enquanto o semáforo adquirido pela Uniderp não chega, e enquanto o órgão que cuidará da instalação não é definido, a população continua a sofrer com os problemas do equipamento.

Mãe de acadêmica da instituição, a psicóloga Christini da Costa Rabenhorst relata a dificuldade provocada pelo problema no trânsito. “Os carros de passeio disputam a travessia com carretas (que muitas vezes não conseguem parar devido a sua velocidade) e com os coletivos impacientes de esperarem sua vez”.

Nos horários de entrada e saída dos estudantes da universidade, atravessar, na opinião da psicóloga, é uma verdadeira “prova de sobrevivência”. Entre às 7 horas e 7h30 e depois entre as 11 e 11h30 são os momentos mais críticos, na opinião da leitora.

“O semáforo não funciona há dias e quando funciona, o verde nunca aparece”, conta Christini.

A psicóloga tem medo que mais cedo ou mais tarde uma colisão grave possa ocorrer no cruzamento e cobra a solução “antes que possa acontecer uma tragédia”.




É muita burrocracia e extrema falta de vontade. O que é mais importante ? A lei ou uma vida ? Quando é do "interesse público" fazer contratações de emergência "sem licitação", se resolve rápido. Mas como nesse caso "só" estão em risco vidas de estudantes e seus responsáveis e a obra não vai aparecer na mídia e nem gerar lucro significativo .....
Isto é um caso para o Ministério Público. Se o Executivo é incompetente apelemos para a justiça.
 
Ricardo Lopes em 09/04/2011 08:06:22
Agradeço a rapidez e competência, desse jornal eletrônico em fazer uma matéria tão logo eu tenha enviado um email com a situação caótica no transito, naquele trecho da rodovia. Mas era de se esperar, que as autoridades competentes fizessem o velho jogo de empurra-empurra. Estou com minha consciência tranqüila, de que fiz minha parte. Pelo jeito, resta me conformar e esperar...esperar...até que alguém assuma suas responsabilidades e resolva prevenir uma tragédia mais que anunciada.
 
christini da costa rabenhorst em 05/04/2011 10:07:59
Mais parece que o poder publico quer mesmo é ver tragédias e grande movimentação da opinião pública, se na cidade a falta de vontade é grande em resolver problemas como este o que vamos dizer de uma rodovia federal.
 
Oswaldo Benites em 04/04/2011 12:33:11
Tem que se pensar em duplicar esse trecho.
Do trecho da saída de SP à saída de Cuiabá, já é necessário duplicação do anel com vias locais e expressa além de retornos planejados.
Mas como aqui não se planeja nada. Vai que temos que ainda ler sobre os acidentes naquela via.
 
Orlando Lero em 04/04/2011 12:28:37
Porque nao colocam logo um viaduto? Para acabar de vez com esse transtorno? Será que tem que morrer mais pessoas por ali, pra poderem tomar uma providencia?
 
Maria Marli Serrilho em 04/04/2011 05:20:17
Durante 4 anos de faculdade tive que atravessar essa BR, 4 vezes ao dia, nos 5 dias da semana e às vezes aos Sábados também. Vi inúmeros acidentes acontecendo ali naquele cruzamento! Os semáforos não ficavam funcionando por mais de 2 semanas contínuas! E agora, além da universidade comprar o semáforo (o que é de responsabilidade do governo), não tem quem a coloque??? Um órgão fica jogando para o outro as responsabilidades de tudo! Não interessa se a responsabilidade é Federal ou Estadual! Interessa a vida das pessoas!
 
Jaqueline Pereira em 04/04/2011 02:50:17
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions