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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

24/01/2014 10:22

Audiência termina sem acordo e juiz decidirá indenização por morte no trânsito

Lidiane Kober

A audiência de conciliação, realizada ontem (23), entre Laís Marine, 24 anos, viúva do segurança Davi Del Valle Antunes, 31, morto em acidente de trânsito, e a família do estudante Richard Gomide Lima, que atropelou o jovem, terminou sem acordo e o juiz da 8° Vara Civil de Campo Grande decidirá o valor da indenização.

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A viúva cobra R$ 535 mil do estudante e do pai dele, o empresário Antonio Ildivan Pinto Lima. Na ação, ela alega que o pai também deve responder pela reparação de danos morais e materiais já que era proprietário do veículo Punto, que Richard dirigia no dia do acidente, na madrugada do dia 31 de maio de 2012.

A família do estudante, no entanto, ofereceu indenização de R$ 32 mil mais meio salário mínimo até o filho do segurança completar 18 anos. Hoje, a criança tem 2 anos e meio. Á vista, a família receberia R$ 20 mil, mais 12 parcelas de R$ 1 mil até completar os R$ 32 mil, de acordo com o advogado da viúva, Kalbio dos Santos.

“Não teve possibilidade de aceitar a proposta”, relatou o advogado. Na audiência, ele contou que Laís afirmou não se importar de esperar mais. “Como ela mesmo disse, o pior já passou”, acrescentou. Hoje, a jovem vive e sustenta o filho com R$ 890, referente à pensão paga pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Depois do acidente, de acordo com o advogado, ela entregou a casa na qual vivia com o filho e o marido e, hoje, mora de favor na casa de parentes. Atualmente, Laís não trabalha, porque precisa cuidar do filho. “O Davi era o provedor dos alimentos. A viúva passou muitas dificuldades depois do acidente”, comentou Kalbio.

Poder financeiro – Ainda na audiência de ontem, o advogado da viúva juntou ao processo documentos para comprovar a capacidade financeira de a família do motorista arcar com a indenização. “Desde 1987, eles têm duas empresas do ramo funerário, sólidas e conhecidas”, destacou.

Além disso, segundo o advogado, foram incluídos documentos que apontam a propriedade de mais de 10 imóveis na Capital. “Só dois deles tem 60 mil metros quadrados na área urbana de Campo Grande, o equivalente a 150 terrenos”, detalhou.

Agora, o processo segue para as alegações finais das partes. “Passado o tramite, o caso está pronto para o juiz julgar”, informou o advogado. Questionado sobre o prazo, Kalbio disse que “dependerá do expediente interno”. “Pode demorar até um ano”, finalizou.




Só pode estar de brincadeira o empresário, pai do atropelador! R$ 30 mil de indenização? Esse valor não paga nem o carro Punto que se envolveu no acidente! Com certeza, ele quer "enrolar" o processo por mais uns 10 anos(TJ,STJ, STF)...
 
MARCELLO MENDES em 24/01/2014 16:15:56
Esta certo em esperar, como foi dito o pior já passou. É incrível o preço que dão a vida, como se dinheiro pagasse a presença e o amor de um pai. O que esta em questão é a justiça, já que não vai ser preso, que a justiça seja feita através de valores. E essa criança não perdeu somente seu conforto, ela perdeu a chance da educação que o pai daria, os valores, os momentos, muita coisa em jogo. Há 5 anos perdemos um grande amigo, Anderson André de Souza , em uma situação idêntica a esta, também deixou filho e mãe, e realmente não é fácil. Mas na audiência também não foi possível acordo, pelo mesmo motivo, valores irrisórios. O valor proposto não dá nem para comprar uma casa decente, muito menos pagar uma faculdade para a criança. Todo ato tem uma consequência. Pague o que é justo.
 
Vaniely Camargo em 24/01/2014 10:44:00
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