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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

28/02/2015 09:51

Campanha reduz em 26% mortes no trânsito em cinco anos na Capital

Flávia Lima
Homens lideram as mortes no trânsito da Capital. (Foto:Arquivo Campo Grande News/Alcides Neto)Homens lideram as mortes no trânsito da Capital. (Foto:Arquivo Campo Grande News/Alcides Neto)

Desde a implantação do projeto Vida no Trânsito, em 2011, o número de mortes no trânsito de Campo Grande sofreu uma queda de 26,52%. No primeiro ano de execução das ações, a Capital registrou 132 óbitos. No ano seguinte o número caiu para 126, em 2013 houve 116 mortes no trânsito e ano passado, de acordo com dados ainda em fechamento, o total foi de 97 óbitos.

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Nos dois primeiros meses de 2015, 12 pessoas morreram vítimas de acidente de trânsito, enquanto que entre janeiro e fevereiro de 2014 este número foi de 17 vítimas fatais. Os homens na faixa de 18 a 25 anos lideram as mortes, com 88% dos casos. O excesso de velocidade e o consumo de álcool ainda são as principais causas dos acidentes.
Apesar destes dois fatores ainda serem os maiores responsáveis pelas mortes no trânsito, a chefe da divisão de Educação da Agetran (Agência Municipal de Trânsito), Ivanise Rotta diz que as ações implementadas através do Vida no Trânsito tem despertado a consciência dos motoristas sobre a necessidade de mudar a conduta ao volante.

De acordo com Ivanise, o projeto, que em 2011 foi implantado em cinco capitais e hoje atinge todo o Brasil, tem a finalidade de preservar vidas e reduzir os altos custos gerados com os acidentes em Campo Grande. Através da ação integrada de órgãos, entidades e secretarias está sendo possível readequar a cidade através de um melhor planejamento e organização do trânsito.

O Vida no Trânsito é a denominação, no Brasil, do Projeto Road Safety in Ten Countries (ou “RS-10”), voltado à redução das mortes e lesões causadas no trânsito em 10 países, com o financiamento da Fundação Bloomberg e coordenação global da Organização Mundial de Saúde (OMS) e suas agências regionais. No Brasil, o projeto começou a ser desenvolvido, além de Campo Grande, em Belo Horizonte, Curitiba, Palmas e Teresina.

Segundo Ivanise, todo ano há reuniões para que os dez países responsáveis por 48% dos óbitos que acontecem no trânsito apresentem as ações e resultados obtidos para reduzir as mortes em acidentes.
Dentro do propósito do projeto, Ivanise explica que a Agetran vem realizando ações e campanhas que tem contribuído com a queda no índice de óbitos no trânsito. Uma dessas iniciativas foi a criação do Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito, que tem como objetivo a integralização de todos os órgãos, secretárias e entidades relacionadas ao trânsito, de forma a otimizar os recursos para o setor. A ideia é também fazer ações conjuntas e estudos para melhorar a dinâmica do trânsito na Capital.

Pelo menos 50 entidades compõem o GGIT, como Ministério Público Estadual, sindicato de profissionais das auto escolas, Assetur e Sest/Senat. “Através desse trabalho podemos fazer uma análise mais profunda dos acidentes, traçando o perfil das causas, horário e locais com maior incidência de acidentes na cidade. Com isso o setor de engenharia e os demais órgãos pode atuar de forma mais efetiva”, explica Ivanise.

As campanhas educativas em parceria com escolas e realizadas de forma pontual, como a que acontecerá na próxima sexta-feira, em frente ao Mercado Municipal também são apontadas por ela como ações que vem contribuindo com a redução de mortes no trânsito. “Criamos várias datas no calendário para desenvolver campanhas de orientação como o Maio Amarelo, palestras em empresas e escola, além da Semana Nacional de Trânsito. São eventos onde intensificamos as ações de conscientização”, afirma.

Questão cultural

No entanto, Ivanise destaca que ainda é preciso mudar o comportamento da população em relação a algumas atitudes que podem ocasionar acidentes ou torná-los mais graves, como o uso de celulares ao volante, falta do cinto de segurança e excesso de velocidade. “As pessoas não entendem que o trânsito não é o mesmo de 20 anos atrás. Antes conseguíamos chegar em nosso destino com rapidez, hoje demoramos o dobro do tempo devido ao maior número de carros na rua e as mudanças da própria cidade, mas as pessoas ainda querem fazer o mesmo trajeto em 15 minutos”, diz.

Sobre o excesso de velocidade, Ivanise ressalta que a redução da velocidade em algumas vias da Capital, assim como ocorreu em outras capitais tem ajudando a conter os acidentes. “As vias planas são um convite para o motorista correr. Com a redução obrigatória da velocidade essa cultura de correr começa a se modificar”, ressalta.

Em Campo Grande algumas das vias que tiveram a velocidade reduzida para 40 ou 50 km foram a Guri Marques, Eduardo Elias Zahran e avenida das Bandeiras. Em muitas delas há também equipamentos de controle de velocidade que intimidam os motoristas abusados. “O ideal seria que a infração doesse no coração e não no bolso, mas pela redução no número de mortes percebemos que em Campo Grande os responsáveis pelos acidentes é a minoria dos motoristas”, finaliza.




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