A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

21/01/2014 13:40

Capital tem 296 mil infrações, mas “absurdos” escapam da fiscalização

Aline dos Santos
Perigo: criança sem capacete em motocicleta.(Foto: Cleber Gellio)Perigo: criança sem capacete em motocicleta.(Foto: Cleber Gellio)

A cada dia de 2013, o trânsito de Campo Grande, com sua frota de 472.922 veículos, registrou 810 infrações, num total de 295.993 em todo o ano passado. Os números superlativos computados pelo Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito) chamam atenção, mas, a realidade das ruas mostra que poderiam ser muito maior.

Veja Mais
Manobras de motoristas na av. Ceará que atrapalham o trânsito em Campo Grande
Motoristas apontam falta de agentes de trânsito e excesso de multas no Centro

Longe da caneta dos agentes e policiais, e dos dispositivos eletrônicos de fiscalização, toda hora é hora para absurdos no trânsito: furar o sinal vermelho, fazer conversões proibidas, bater um papo pelo celular, levar crianças sem capacete nas motos ou ignorar, solenemente, a faixa amarela que proíbe estacionar. As infrações geram confusão e acidentes, num trânsito já conhecido por não prezar pela gentileza e educação.

Na rua Ceará, esquina com a Piratininga, comerciantes e moradores se uniram para “pacificar” o cruzamento, cenário de acidentes provocados pelas constantes e proibidas conversões à esquerda para quem sobe a Ceará. “Fizemos um abaixo-assinado, o pessoal do prédio assinou, e colocaram semáforo no ano passado. Antes do sinal, era um acidente por semana, melhorou muito agora”, afirma o sócio-proprietário da WD Veículos, José Aparecido Soares, 55 anos.

Porém, não é necessário mais de 15 minutos próximo ao cruzamento para ver condutores que insistem na conversão proibida. “O motorista para e dá seta. O de trás buzina. Aí começa os xingamentos, os elogios às mães”, relata José Aparecido.

O vendedor Renato de Almeida, 27, conta que o trecho ganhou um novo fator complicador. “Abriu uma casa de festa infantil e estacionam na faixa amarela da Ceará, como se pudesse”, diz. Desta forma, a via, já estreita, fica somente com faixa para a passagem dos veículos.

Cruzamento da Ceará com Piratininga ganhou semáforo, mas conversão proibida continua. (Foto: Cleber Gellio)Cruzamento da Ceará com Piratininga ganhou semáforo, mas conversão proibida continua. (Foto: Cleber Gellio)
Celular e direção registrou 14.729 ocorrências no ano passado. (Foto: Cleber Gellio)Celular e direção registrou 14.729 ocorrências no ano passado. (Foto: Cleber Gellio)

A faixa amarela, indicativa do proibido estacionar, é a dor de cabeça dos motoristas de táxi na avenida Afonso Pena, próximo à rua 14 de Julho. “São vagas para oito carros, mas quando chega a tarde, ficam cheias. Você buzina, mas não saem. Estacionam e vão embora. Se falar alguma coisa, ainda brigam”, relata o taxista Carlos Roberto Gomes, de 46 anos, 15 de profissão.

Distante da região central, mais flagrantes. No cruzamento das avenidas Três Barras com a avenida Eduardo Elias Zahran, ponto de grande fluxo, bastaram dez minutos para uma motocicleta e um veículo passarem no sinal vermelho.
Na esquina da rua Bahia com a Afonso Pena, no Jardim dos Estados, o semáforo vermelho não impede a passagem de carro e moto.

No dia 12 de janeiro, leitor inconformado, enviou ao Campo Grande News registro de um flagrante. O condutor de um táxi ignorou as vagas sem carro para estacionar em uma destinada a deficientes. A situação foi no estacionamento do Shopping Campo Grande.

Velocidade, semáforo e celular - Das quase 296 mil infrações de trânsito registradas em Campo Grande no ano passado, 72% são relativas a excesso de velocidade, dirigir usando o celular, avançar o sinal vermelho e parar na faixa de pedestre na mudança de sinal.

 

Na Zahran com a Três Barras, condutor avança sinal vermelho. (Cleber Gellio)Na Zahran com a Três Barras, condutor avança sinal vermelho. (Cleber Gellio)

A infração campeã é transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%. Em 2013, essa modalidade de desrespeito ao Código Brasileiro de Trânsito totalizou 121.564 infrações. Em segundo lugar do ranking vem transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 20% e até 50%, com 31.105 ocorrências. Já dirigir veículo utilizando telefone celular somaram 14.729 infrações no ano passado.

De acordo com o Detran, do total de 295.293 infrações, 108.291 penalidades foram pagas, no valor de R$ 11,7 milhões. O montante das multas é distribuído entre os órgãos autuadores.

Quando acontece uma infração, primeiramente, é enviada uma NA (Notificação de Autuação) e o proprietário do veiculo tem 15 dias para impetrar defesa. Caso não seja aceita ou enviada defesa, o condutor recebe a NP (Notificação de Penalidade) e, novamente, tem prazo para impetrar defesa. Caso não seja aceita, deve ser paga a multa.




Sou habilitado para carro desde 1972 e para motocicleta desde 1982. Em 42 anos, fui multado apenas 02 vezes. Uma pela Polícia Militar em Campo Grande por transportar passageiro sem capacete e a outro pela PRF em Coxim, por ultrapassagem pela direita. Vamos dar prêmios, troféus e reconhecimento público aos condutores que não cometem infrações de trânsito..
 
CARLOS FERNADO em 22/01/2014 10:12:25
É uma ironia a postura de alguns cidadãos. Reclamam da falta de fiscalização, pedem mais agentes nas ruas, mas quando são multados ficam indignados, esbravejam, xingam. É preciso mais coerência da população. Com mais policiamento há mais autuações, mais arrecadação do Estado. E aí todo mundo "cai de pau" em cima do Poder Público. Complicado...
 
Carlos Augusto Bouzo em 22/01/2014 07:37:31
no bairro Cophasul no período das aulas é que vemos dezenas de crianças na garupa ou no meio das pessoas nas motos, é um perigo e ninguém tomou consciência disso.
 
Carmen Oliveira em 22/01/2014 07:15:37
Talvez o o artigo 29, capítulo III, item IV, seja um dos mais desrespeitados em Campo Grande. Veículos lentos trafegam pela faixa da esquerda, sem sinalização alguma, obrigando outros cometerem outra infração ao ultrapassarem pela direita. É impossível ter agentes suficientes para flagrar tantas irregularidades. Poderiam aceitar fotos tiradas pela população, pagando um ressarcimento simbólico, para aplicação das devidas multas.
 
Wilson Oscar da Silva em 22/01/2014 02:00:30
Êta mãe irresponsável! Um bebê numa moto?! Depois reclama da vida!
 
João Dias em 21/01/2014 22:21:17
ta tudo errado,para começar ai onde a moça transita com sua moto mesmo que ela tivesse so vc viu a situação da rua.primeiro o governo teria que dar condiçoes para depois cobrar.os onibus todos vao em pe e sem cinto.no carro a cidade a pessoa de cinto e a moto tem cinto.
ate parece que eles estao preocupado com a sua ou minha segurança ,a gente que pague a multa e pronto.as leis deviam ser feita para educar,mas infelizmente ,sao para gera dinheiro para o governo so essa e a finalidade e nada mais.
 
adriano xavier em 21/01/2014 21:16:38
E a reportagem nem mencionou os radares sem aferição que multam mesmo dentro do limite, levei duas graciosas dessas no mesmo lugar, coincidência não, passo sempre abaixo dos 50 Km/h na Zahran com Sebastião Lima e o tal radar marca 63, 64, aí é uma baita perda de tempo na Agetran entrando com recurso, o que precisa de fiscalização não tem, os agentes estão no centro cuidando parquímetro que dá mais dinheiro!
 
Junior Ferreira em 21/01/2014 19:29:00
Maximiliano: industria de multa não existe, o que existe é fabrica de infrações. Pensa bem: só recebe multa quem fez algo de errado. Na verdade, o numero de multas deveria ser quadruplicado. Pois so é multado quem corre um pouco.
Seria bom se fossem instalados mais cameras nos semaforos (pois furar sinal é muito mais perigoso do que andar até 10% mais rapido do que permitido) mas geralmente fica impune.
Também deveriam aumentar E MUITO as multas por embriaguez ao volante, isso só com blitze.
Se parar de multar, o que vc quer, logo o transito não parece mais o inferno, vai se tornar o inferno. Pois a unica coisa que faz os motoristas pensar na lei é o risco de ser multado (por isso somente em cruzamento com camera param). Liberando geral, o respeito para as leis de transito vai sumir geral.
 
Marcos da Silva em 21/01/2014 18:40:24
Basta 1 minuto em qualquer avenida de Campo Grande para ver motoristas sem cinto de segurança. Essa infração (e muitas outras) só seriam flagradas se tivéssemos policiais nas ruas!
 
Luiz Pereira em 21/01/2014 17:45:30
No Brasil a lei e muito bonita, mas não funciona ninguém respeita nada... e uma farra total no transito
 
Junior Araújo em 21/01/2014 17:04:26
A tecnologia veio para facilitar, agilizar e fazer com que o ser humano evolua, porem, tem muito seres que ao inves de evoluir, regridem, carros fazendo zig zag e andando devagar quando voce olha dentro o motorista esta no "wats" kkk palhaçada! outro dia vi um motociclista a mais de 60 km e mexendo no celular o mesmo foi longe cometendo tal infração, depois morre aí a mãe aparece na TV dizendo que o filho era um anjo e pilotava/dirigia muito bem. Essas cenas são comuns aqui no transito de nossa cidade. INFELIZMENTE
 
Adauto Correa lima junior em 21/01/2014 17:03:21
Se for apontar de verdade, dá pra montar um painel diário com absurdos de todo tipo em todo canto, o desrespeito é total, principalmente no que se refere à estacionamento em lugares impróprios, tem comerciante demarcando calçada sem recuo algum...
 
Odescia Madeira em 21/01/2014 16:51:36
Dia desses, paro num sinal na afonso pena, proximo à igreja perpétuo socorro, olho pro lado e vejo uma cena bizarra. Um bebê de aproximadamente uns 2 ou 3 anos, em pé no banco da frente, o vidro completamente aberto, o motorista, talvez o pai da criança, sem cinto, no celular em uma das mãos falando ao telefone e com a outra mão tentando segurar a criança que insistentemente tentava se apoiar na porta, e se por ventura conseguisse, cairia no asfalto. Fiquei paralisado com a cena, chocante e revoltante... ah, e tem mais.. o sinal abriu e o cidadão não saía do lugar.. segui meu rumo e o perdi de vista.. ficou pra trás, atrapalhando o trânsito na faixa da esquerda e fazendo a maior proeza que já vi nas ruas dessa cidade. Que Deus proteja essa criança...
 
Edmilson Luchese em 21/01/2014 16:31:20
Interessante! Tanto dinheiro e o DETRAN continua do mesmo jeito. Pista de aula de moto sem cobertura, pista única, você perde mais templo esperando ao invés de praticar, depois não sabem por que tem tantos motoristas despreparados.
 
Mria Alves em 21/01/2014 16:22:16
Chácara dos Poderes nos finais de semana virou o antro dos "aventureiros". Quadriciclos e motos de trilha infestam o local. Só lembrando que lá é um bairro URBANO, mas a fiscalização de trânsito nunca passou por lá pra verificar esse tipo de situação. Nenhum desses veículos possui placa e não deveriam circular em vias públicas.
 
Joaquim Modesto em 21/01/2014 15:12:10
Fico impressionado como as pessoas aqui em CG desrespeitam as leis de trânsito escancaradamente. Às infrações citadas no texto, acrescento: dirigir ingerindo bebida alcóolica (e ainda jogando a latinha/garrafa pela janela); estacionar na faixa de rolamento (da esquerda) em ruas (podem ir aos finais de semana na Av. Capibaribe por exemplo); estacionar fora do espaço delimitado pela marcação no asfalto; não usar seta, seja em ultrapassagens ou conversões; carros e principalmente motos com escapamento modificado, fazendo ruídos ensurdecedores...
Enfim, o trânsito reflete o que cada um é. Infelizmente carros e motos são considerados pelas pessoas extensões de suas casas e acham que na direção podem fazer o que bem quiserem.
 
Bruno Costa em 21/01/2014 15:07:53
Não pretendo me identificar, mas gostaria de mostrar dois absurdos cometidos por viaturas do DETRAN e da AGETRAN....

http://www.youtube.com/watch?v=5H3dAZWKvY8#t=50

e

http://www.youtube.com/watch?v=QHnmdSVXBLo
 
jose da silva em 21/01/2014 15:07:44
e falta de fiscalização pois só existem fiscalização na afonso pena c\ 14 de julho.
 
Ailton mello em 21/01/2014 15:00:35
Passo todos os dias na AV. Ceará, e não tem nenhum dia que não vejo pessoas tentando fazer conversão para esquerda na via, todos os dias o trânsito fica complicado, porque os motoristas ignoram a proibição de fazer conversão a esquerda na Ceará, pelo amor de Deus aprendam a andar na cidade.
 
Lenita Santos em 21/01/2014 14:48:44
Ou seja, a verdadeira INDUSTRIA DA MULTA existe e está mais viva do que nunca, o governo ao invés de utilizar meios que realmente vão diminuir o problema, ele simplesmente onera o cidadão e deixa sua policia descansando, ao colocar radar em todos os lugares, eles arrecadam mais e a policia propriamente dita, pode ficar descansando na delegacia.
Parabens governantes, voces podem até reduzir, mas acabar com a matança no transito de Campo Grande ainda é uma idéia utópica para Campo Grande...
 
maximiliano nahas em 21/01/2014 14:28:58
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions