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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

19/08/2016 10:57

Chinelo preso no ônibus interrompeu para sempre a rotina de Leila

Viviane Oliveira e Julia Kaifanny
Parentes e amigos acompanharam o velório de Leila, nesta manhã. (Foto: Marcos Ermínio) Parentes e amigos acompanharam o velório de Leila, nesta manhã. (Foto: Marcos Ermínio)

Como de costume, a aposentada Leila Rosa de Oliveira, 54 anos, seguia para o supermercado, mas o percurso foi interrompido após ser atropelada por um ônibus e um carro. “Foram 14 dias de internação, três procedimentos cirúrgicos e várias paradas cardíacas”, lamenta a técnica de enfermagem Patrícia Correa Machado, 33 anos, filha da vítima. Leila morreu na madrugada de quinta-feira (18), na Santa Casa.

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O acidente ocorreu por volta do meio-dia do dia 4 deste mês, na Avenida Cônsul Assaf Trad, no Bairro Novos Estados, em frente a loja Havan, em Campo Grande.

Durante o velório, que ocorreu nesta manhã, Patrícia contou que a mãe recebeu a aposentadoria e saiu de casa para fazer compra em um mercado atacadista. “Ela era ativa, gostava de sair para fazer as coisas dela".

No dia do acidente, Leila descia do ônibus, quando o chinelo que usava ficou enroscado. A aposentada caiu de joelho, o motorista não viu, fechou as portas e, ao arrancar com o veículo, passou por cima da perna e do pé dela.

Em seguida, um carro, que provavelmente não viu o acidente, atropelou Leila. “Isso é revoltante. Foi falta de atenção do motorista do coletivo, não sei se é falta de treinamento ou pressa”, reclama Patrícia. O motorista do carro não quis parar para ajudar e foi embora.

A aposentada foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levada à Santa Casa. “Ela estava consciente e chegou a contar como aconteceu o acidente, mas conforme os dias foram passando, o estado de saúde dela foi piorando”, lamenta.

Leila, que teve a perna e o pé esmagados, passou por três amputações na mesma perna, as duas últimas foi por causa de uma infecção. “Minha mãe sofreu muito, mas fizemos de tudo para salvá-la”. Leila foi enterrada nesta manhã no cemitério do Cruzeiro.

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