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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

28/04/2012 12:08

Ciptran diz que 90% estão se recusando a soprar bafômetro

Elverson Cardozo
Cerca de 20 militares participaram da fiscalização. (Foto: Pedro Peralta)Cerca de 20 militares participaram da fiscalização. (Foto: Pedro Peralta)

Desde que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, um mês atrás, que só o bafômetro e o exame de sangue podem ser usados como prova de que motoristas foram flagrados dirigindo bêbados, quem faz a fiscalização de trânsito em Campo Grande já detectou uma queda vertiginosa no número de pessoas que aceitam passar pelo teste de alcoolemia.

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Comandante da Ciptran (Companhia Indepente de Policiamento de Trânsito), o tenente-coronel Alírio Villasanti afirma que 90% dos condutores se recusam a fazer o teste do bafômetro. E a principal dificuldade, relata, é a proteção legal ao condutor.

Pela legislação, reforçada pelo STJ, mesmo evidentemente embriagado, o motorista não é obrigado a realizar o teste do etilômetro. “A maioria não quer produzir provas contra si mesmo”, afirmou Villasanti.

Neste caso, a polícia de trânsito elabora um termo de constatação de embriaguez, pelos sinais que o condutor venha a apresentar, como andar cambaleante, fala desconexa, entre outros.

Mas a não realização do teste não impede que o condutor responda na esfera administrativa, informa a Ciptran. De acordo com o capitão Avelar, neste caso, o motorista tem a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) recolhida, recebe multa de R$ 980,00 e pode, inclusive, ser encaminhado à delegacia.

No total, 15 motoristas foram notificados. (Foto: Pedro Peralta)No total, 15 motoristas foram notificados. (Foto: Pedro Peralta)
Escritório móvel da Ciptran. (Foto: Elverson Cardozo)Escritório móvel da Ciptran. (Foto: Elverson Cardozo)

Para Villasanti, a lei acaba estimulando a impunidade. Na avaliação do coronel, é preciso mais rigor na hora de punir condutores que agem de forma irresponsável.

Só neste ano, 125 motoristas foram autuados por embriaguez ao volante. Deste total, 52 foram encaminhados à delegacia de polícia por ter cometido crime de trânsito.

Cerca de 200 condutores são abordados todos os dias em fiscalizações pelas ruas de Campo Grande. Segundo a Ciptran, a incidência de motoristas dirigindo embriagados é maior aos finais de semana.

Aumento de provas – Há 10 dias, a comissão de juristas do Senado Federal aprovou a possibilidade de testemunhas comprovarem a embriaguez de um motorista ao volante no caso de acidentes com ou sem vítimas fatais.

Com a decisão, a prova para quem cometer crimes de trânsito e houver suspeita de embriaguez poderá ser obtida por prova testemunhal, de agentes de trânsito e da própria vítima.

Neste caso, resta ao acusado se submeter ao teste do bafômetro ou ao exame de sangue para oferecer contraprova. A proposta aprovada pelo Senado será incluída no anteprojeto do Código Penal.

Nas ruas-Constatar embriaguez ao volante é só mais uma das irregularidades que a Polícia verifica no dia a dia. Nesta semana, em menos de 2 horas, a Ciptran notificou 15 condutores, recolheu uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e removeu 5 veículos ao pátio do Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

A fiscalização aconteceu na manhã de quinta-feira (26), na avenida Ernesto Geisel, região do bairro Guanandi, em Campo Grande. Cerca de 200 condutores foram abordados, a maior parte motociclistas.

Responsável pela operação, o capitão Anderson Avelar explicou que o objetivo principal foi fiscalizar, em uma abordagem de rotina, veículos e condutores que estão trafegando de maneira irregular.

“O condutor de veículos de 4 rodas está mais preocupado em andar correto”, avalia o Capitão.

Dos 5 veículos removidos ao pátio do Detran, 4 eram motocicletas. Railson Marcos de Araújo foi um dos motociclistas notificados. O jovem de 18 anos voltava do Detran, mas pilotava a motocicleta sem CNH.

Está tentando tirar o documento de habilitação, mas agora se viu prejudicado. “Eles disseram que não vão entregar minha carteira”, declarou. Já o motoentregador Valmir Pereira Santos, de 23 anos, teve a moto removida.




A Lei é assim porque, os filhos deles "magnatas" bebem e fazem barbáries nas ruas, são arruaceiros e bandidos nas ruas então, eles não querem ver seus filhos presos.
 
Ivan Carlos em 29/04/2012 05:44:15
que país é esse?
 
beatriz novaes em 29/04/2012 05:38:43
impressionante.... e os homens tem estudo, tem conhecimento, são doutores da lei, e criam uma lei absurda dessa, dando direito a bandidos do transito fazerem o que bem entenderem. Bebados dirigindo estão protegidos pela lei. Melhor não sair de casa a partir das sextas feiras à noite, sabado............Nem é de se estranhar esse tipo de coisa no nosso grande Brasil. Normal...
 
cesar marques em 28/04/2012 10:10:01
90% que tende a 100% em algum tempo.
com essa lei furada que pune com mais rigor quem colabora.
 
jean carlo em 28/04/2012 07:29:07
FISCALIZEI TRÂNSITO 25 ANOS, E NUNCA VI UM MÉDICO DISPONIBILIZAR A FAZER O TESTE NO SANGUE PARA COLABORAR, SEMPRE ARANJA UMA DESCULPA. POR UM OUTRO LADO SE AS AUTORIDADES QUISESSE RESOLVER MESMO ESTA QUESTÁO MUDARIA A LEI E DAVA MAIS PODER A POLÍCIA PARA NÃO DEPENDER DE NINGUÉM, PARECEM QUE ESTÃO COM MEDO DE DAR UM TIRO NOS PÉS.
 
jorge ferreira em 28/04/2012 06:51:39
pelo amor de Deus,tem que parar com esta palhaçada..a policia pedindo para o cara de porre assoprar o bafómetro, gente se o cara bebeu é logico que ele não vai assoprar...e a constituição é clara o cidadão tem o direito de não produzir prova contra si mesmo.ele vai assoprar e ser preso?..a minha sugestão é que o policial percebendo o estado de bebida no individuo encaminhe para exame de sangue.
 
haroldo jose fernandes nogueira em 28/04/2012 06:06:56
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